ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

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Jornal Comunica Ação Espírita | 127ª edição | 05 de 2018.

A difícil tarefa da divulgação espírita

Por Carlos Augusto de São José

Uma palavra inadequada pode macular a bandeira mais nobre - André Luiz /Chico Xavier

Divulgar com correção doutrinária é o cerne da questão. Não é gratuita a afirmação, pois é baseada em longa análise dos atuais métodos de propagação dos nossos postulados. 

Primeiramente, precisamos considerar que a Doutrina Espírita não veio ao mundo para absorver-lhe os erros, mas para corrigi-los e reeducar o homem. Adaptarmo-nos aos vícios do comportamento humano para se obter simpatia e aceitação é transigir perigosamente, fazendo concessões que, de Allan Kardec a Emmanuel, não estamos por nenhuma página autorizados a fazer.

Divulgar por divulgar, todos divulgam. Se para a pálida e transitória moral terrena os fins não justificam os meios, como admitir que a maior expressão do Amor Divino que se manifesta na revelação espírita poderia adotar como meio de publicidade técnicas incompatíveis à sua ética?

A tarefa sagrada do Espiritismo consiste na gradual transformação de corações e instituições para o Bem Imáculo. Numa rápida avaliação da imprensa comum, percebemos de imediato que ela está calcada em interesses nem sempre dignos, por necessitar sobreviver custe o que custar. Copiá-la nos seus desvios e fraquezas é raiar pelo absurdo.

A imprensa espírita, sem ser pretensiosa, deve promover lenta e decisiva influência sobre a imprensa leiga, ainda que demande séculos, ao invés de submeter-se aos seus critérios, do ponto de vista cristão, bastante discutíveis.

Assim não sendo, o sensacionalismo rasteiro, o ataque a grupos e pessoas, os entreveros deprimentes, as denúncias descaridosas, o culto da personalidade, os artigos paradoxais, o falso profetismo, continuarão a ser a antimensagem, o espírito de contradição a que se referiu Simeão em seu cântico, na anotação do capítulo 2, do evangelista Lucas. 

A imprensa comum, acima da verdade e do respeito, busca competir para vencer, vencer para vencer mais. No carrossel de suas ilusões não penetram as luzes da compreensão elevadas e da fraternidade. Diferente da imprensa espírita, o mal para eles é o melhor, porque se dirige a mentes inferiores que se nutrem de dores, misérias e escândalos.

A imprensa espírita tem de se constituir em caminho de ascensão do homem para Deus, tendo numa margem a moral evangélica e na outra a ética do Espiritismo, sob pena de colher decepções e entravar a marcha bendita do Consolador.

A tarefa é realmente difícil. Mas na dificuldade teceremos a coroa de nossa gratidão ao Cristo pelo muito que temos recebido.

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