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Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 127ª edição | 05 de 2018.

Não julgar é diferente de conivência

Nem sempre o legal é moral. Entre os homens há muitas leis injustas, algumas anacrônicas; outras que podem ser consideradas liberais em excesso.

Quando Jesus interveio em defesa da mulher apanhada em adultério, inicialmente expôs a hipocrisia dos algozes que pretendiam promover o seu linchamento pela lapidação, mas depois a aconselhou a não reincidir no erro. 

O adultério era considerado crime desde o Direito Romano e em muitos países ainda o é passível da pena de morte. Aqui, no Brasil, o artigo que criminalizava a infidelidade conjugal foi revogado do Código Penal em 2005 e não se aceita mais nos tribunais a alegação de homicídio por defesa da honra.

Entretanto, apesar destes avanços positivos na legislação humana, do ponto de vista espiritual, o adultério deve continuar sendo visto como um ato repreensível. 

(...) os legisladores terrestres perceberão igualmente, um dia, que a Justiça Divina alcança os contraventores da Lei do Amor e determina se lhes instale nas consciências os reflexos do saque afetivo que perpetram contra os outros.

Daí procede a clara certeza de que não escaparemos das equações infelizes dos compromissos de ordem sentimental, injustamente menosprezados que resgataremos em tempo hábil, parcela a parcela, pela  contabilidade dos princípios de causa e efeito. Reencarnados... até exonerar o próprio espírito das mutilações e conflitos hauridos no clima de irreflexão aprenderemos... através da penalogia sem cárcere aparente, que nunca lesaremos a outrem sem lesar a nós.

Mais à frente, o mentor Emmanuel (*) acrescenta que Desses embates multimilenares, restam, ainda, por feridas sangrentas no organismo da coletividade, o adultério que, de futuro, será classificado na patologia das doenças da alma, extinguindo-se, por fim, com remédio adequado...

Infelizmente, com o relaxamento dos costumes vigente em nossos dias, isso – o desaparecimento da prática do adultério – parece cada vez mais distante, pois que ela só faz crescer. 

Há até alguns pesquisadores afirmando que, principalmente, o homem possui uma tendência genética, um atavismo primitivo, que o impele a buscar o sexo com várias parceiras como instinto para perpetuação da espécie. Quanto mais ele disseminar seus genes, maior a chance de reprodução.

Do ponto de vista antropológico o adultério e a poligamia podem até ser explicados, mas inaceitáveis se submetidos à ética e à moral. Para o homem racional reflete apenas egoísmo e irresponsabilidade.

Da mesma forma, o amor livre. Tem gente que se orgulha de espalhar nas redes sociais que traiu o ou a atual companheira ou que traíram todos e enumeram ‘n’ daquilo que chamam de casamentos. 

Voltando ao início, muitos podem entender que o “não julgueis” proposto por Jesus significa fazer vistas grossas a tudo que de errado acontece em nossa volta. Não é. Se devemos ser compassivos com aqueles que sucumbem em quedas morais, nem por isso podemos ficar indiferentes ao ato em si. 

É justamente em tempos de desejos descontrolados, atitudes levianas e modismos que se faz necessária maior vigilância e correção por parte daqueles que não pretendem se deixar corromper nos vícios e excessos de toda espécie.

(*) Xavier, Francisco Cândido/Emmanuel (espírito) – Vida e Sexo. 2ª ed. Rio de Janeiro (RJ). FEB, 1971.

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