ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 128ª edição | 07 de 2018.

Traços Biográficos

Francisco Peixoto Lins, o Peixotinho, nasceu em 1° de fevereiro de 1905, em Picatuba, estado do Ceará, e desencarnou em 16 de junho de 1966, em Campos dos Goytacazes.

Passou a primeira infância em Fortaleza na casa de tios e estudou em um seminário. Aos 14 anos foi para o Amazonas e depois para o Rio de Janeiro. Militar, foi transferido várias vezes, mas desde a década de 1920 já atuava como médium receitista. 

Em quase todos os locais em que morou fundou ou ajudou fundar grupos e centros espíritas. Em 1948 participou com Chico Xavier, em Pedro Leopoldo-MG, de muitas sessões de materializações documentadas no livro “Materializações Luminosas” do escritor Rafael Américo Ranieri, de 1973. 

Nas sessões em que ele era o principal ou único produtor dos fenômenos, quem mais se manifestava eram os espíritos José Grosso, um ex-cangaceiro de Lampião, e Scheilla. Outro espírito assíduo era Palminha, além de Bezerra de Menezes nas atividades de cura, Garcez, João de Deus e a filha Aracy, sua orientadora espiritual.

Mas Peixotinho era portador de outros tipos de mediunidade, além do receituário e das materializações, como a pneumatografia. Irmã Scheilla transmitiu uma mensagem especular, isto é, cuja leitura só era possível com o auxílio de um espelho. Em outra ocasião, o espírito de um japonês, Tongo, escreveu duas mensagens em sua língua natal e depois ele próprio, materializado, fez a tradução. Além disso, possuía as faculdades da psicografia, da psicofonia e de cura. 

Talvez por gratidão de ter-se iniciado no Espiritismo por conta de uma obsessão que o levara ao estado de catalepsia e posterior acamamento por seis meses, atuou também nesta área, chegando ao ponto de hospedar pessoas com esse problema em sua própria casa.

Segundo Divaldo Pereira Franco, a asma que tanto afligia Peixotinho era consequência de uma encarnação dele como corsário durante a qual costumava matar suas vítimas com requintes de crueldade. Peles molhadas de animais eram costuradas em seus rostos após o que eram levadas ao sol. Ao secar causavam a asfixia.

Curiosidades. Geralmente as materializações de espíritos são opacas, porém as de Peixotinho eram luminosas. Estas se devem à grande quantidade de fosfato de lecitina encontrada nos peixes e Peixotinho era aconselhado consumir. Em certa ocasião, Peixotinho foi visto por Ranieri e mais sete pessoas totalmente transparente, em luz verde, como se fosse feito de vidro.

Peixotinho produzia aporte de pedras, chuva de flores, provocava brisas, enchia o ambiente de perfumes, cadeiras levitavam, materializava medicamentos homeopáticos e água mineral da marca francesa Vichy; produzia fenômenos de voz direta ou pneumatofonia, desmaterializou uma viola, fez surgir letreiros luminosos com frases inteiras. Em certa ocasião foram moldadas 100 flores em parafina. 

Os mesmos espíritos que se materializavam com Peixotinho no Rio de Janeiro manifestaram-se em Belo Horizonte com o médium Fábio Machado que não conhecia o primeiro, não vira suas sessões e tinham todas as características idênticas.

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