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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 130ª edição | 11 de 2018.

Caminhos para Deus

Como sabemos, tudo começou com Ele, por Ele e só por Ele continua existindo ou pode deixar de existir. Muita gente nem percebe. Por ignorância ou orgulho, excluem Deus de suas vidas. Ou pensam que assim se dá. Na verdade, porém, Deus está em todos, em tudo, sempre. Independentemente do que estas pobres criaturas possam pensar a respeito.

Há muitas maneiras de atestar esta presença do Criador na criatura. Fiquemos com apenas duas delas. Para os indivíduos mais ‘cerebrais’ e que em momento algum da atual existência tenham vivenciado experiências de caráter especial na área da religiosidade, ainda assim, podem penetrar parcialmente nos segredos do relacionamento dos homens com a divindade.

Para estes, Deus é assunto a ser tratado por filósofos e cientistas. Os primeiros buscam descobrir nas enciclopédias o conhecimento armazenado ao longo dos milênios sobre os mistérios do Ser Absoluto, sempre atentos e, não raro, com certo grau de presunção, oferecer a contribuição de suas próprias ideias.

Não que não possam fazê-lo. Afinal, muitos dos que bebem nas fontes do passado, lá estiveram abrindo as primeiras picadas na busca da verdade e hoje, rememoram e desenvolvem novos raciocínios, graças ao processo de reciclagem reencarnatória.

O segundo grupo, dos cientistas, de ordinário, mais distantes e frios que os primeiros, não estão preocupados em se aproximar do Criador. O que lhes interessa é simplesmente criar modelos matemáticos e gerar equações astronômicas que possam responder a muitas dúvidas que atiçam a curiosidade humana. Seu objetivo maior é desvendar o universo por um caminho alternativo às sombrias explicações dos materialistas que escoram suas teorias no acaso.

Outra via importante se faz não mais somente pelo ‘entender’, baseado na lógica, na razão e nas evidências de fatos, mas pelo ‘sentir’. Para tais, Deus não se restringe a uma ideia ou convicção, por mais justa que se apresente. É bem mais do que isso. A certeza vem da fé, do sentimento íntimo, pois que, de alguma forma, o ser viu-se tocado por uma realidade que deixa de ser abstrata para passar ao campo do concreto, pessoal, única, intransferível.

Poderíamos lembrar aqui também da multiplicidade de religiosos liderando interpretações diversas baseadas na fragmentação de doutrinas e seitas que mais confundem do que esclarecem, mais fomentam a discórdia do que a união, visto que Deus é um ser único cujas leis e atributos valem para todos e não para um grupo ou uma casta. Não há mais espaço para explicações milagrosas, misteriosas e inacessíveis à compreensão humana, ainda que por ora, se mostrem incompletas.

Voltando aos que procuram ‘entender’ e os que reagem pelo ‘sentir’ Deus, tomemos dois exemplos bem distintos. Na página ao lado, na retrospectiva deste próprio periódico para um tempo de uma década, em “Autorretrato”, o leitor encontrará referências a uma série especial sobre os princípios básicos da Doutrina Espírita e o primeiro tópico, tratado nas edições dos bimestres de setembro-outubro e no seguinte, do ano de 2008, como não podia deixar de ser, foi Deus.

A ampla abordagem contemplou tudo isso que acabamos de mencionar: a visão da filosofia, da ciência e das religiões, culminando com a visão espírita. Ambas as edições, nº 69 e 70, estão disponíveis aos interessados para leitura ou donwload em nosso site (www.adepr.org.br).

Quanto, finalmente, ao modo diferenciado e individual de se chegar a ‘conhecer’ Deus, remetemos o leitor ao texto da página 7 desta edição. Não foi pelo amor, ao menos, num primeiro momento, mas pela dor. E que dor! Do corpo, é verdade, mas atroz, capaz de fazer uma médica contratar uma clínica de suicídio assistido na Suíça.

Quando ela fala sobre a cruz que Deus lhe pôs nos ombros, mas junto com ela, forças para poder carregá-la, imediatamente o leitor lembrará da crônica narrada na página anterior, justamente sobre a cruz que tantos de nós, muitas vezes, até nos voluntarismos para colocar nos ombros. Ambas as leituras, sempre tendo por pano de fundo “Caminhos para Deus”, comportam profundas reflexões, principalmente nesta época especial de final de ano. Bom 2019 a todos!

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