ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

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Jornal Comunica Ação Espírita | 130ª edição | 11 de 2018.

A Medicina cada vez próxima do espírito

  • Abertura do 4º SimpAME-PR, na noite de 21 de setembro Abertura do 4º SimpAME-PR, na noite de 21 de setembro
  • Carlos Alberto de Souza Oliveira, AME-PB “Genética e Espiritualidade” Carlos Alberto de Souza Oliveira, AME-PB “Genética e Espiritualidade”

Uma das maiores contribuições científicas que o Espiritismo vem recebendo origina-se da Medicina. Por outro lado, para aqueles que estiverem dispostos a acelerar a quebra de paradigmas materialistas, a inclusão do espírito no exame das questões referentes à saúde física e mental fornece a chave para a compreensão de inúmeros problemas que a academia até então não conseguia resolver sozinha. Da interação entre saúde e espiritualidade ganham todos, pesquisadores e profissionais da saúde de um lado, adeptos e estudiosos espíritas e espiritualistas, de outro.  

O 4º Simpósio da Associação Médico-Espírita do Paraná aconteceu nos dias 21 e 22 de setembro, tendo por palco, o Teatro da Federação Espírita do Paraná e contou com conferências de altíssimo nível.

A primeira de César Geremia, endocrinologista pediátrico, professor do Curso de Saúde e Espiritualidade das faculdades Monteiro Lobato e membro da AME-RS. Seu tema foi “Glândula Pineal – Modulando Hormônios e Planos Energéticos”.

Explicou que nos animais mais primitivos, como os peixes, a pineal é fotorreceptora. Está logo abaixo da pele, porém, com o processo evolutivo, aprofundou-se para o interior do cérebro, embora continue recebendo ondas eletromagnéticas da luz, agora através dos órgãos da visão.

Historicamente, dentro das crenças religiosas, a pineal está presente tanto no Hinduísmo, como o chamado “3º olho”, como no Budismo. Sua denominação vem de Galeno pelo formato na forma de uma pequena pinha de 8 X 3-5 milímetros e peso de meia grama. A pineal é a segunda formação orgânica com o maior fluxo de sangue, só menos que os rins.

O expositor falou de um estudo recente indicativo de que em caso de déficit de melatonina, hormônio produzido pela pineal, durante a gravidez, cuja transferência ao feto se dá pela placenta, parece estar relacionado com o autismo. A melatonina, também encontrada em vegetais, ovos, peixes, amêndoas e castanhas, é considerada o sinal biológico mais versátil.

Quanto ao papel que a pineal desempenha no exercício da mediunidade, César Geremia falou que a presença maior nela de cristais de cálcio favorece a faculdade de psicofonia, enquanto sua ausência indicaria melhor capacidade para o desdobramento anímico.

O Espiritismo oferece duas ferramentas para educar a pineal: a prece e a meditação são uma delas. As pessoas de um grupo que fizeram tais práticas por vinte minutos diários, durante oito semanas, apresentaram ativações de áreas cerebrais ligadas a comportamentos positivos. No outro grupo não houve alterações.

O segundo palestrante da noite foi Carlos Roberto de Souza Oliveira, presidente da AME de Campina Grande-PB, para falar sobre “Genética e Espiritualidade”.

O gene não produz informações, disse ele, apenas as transmite. Não existe determinismo genético e dos 25 mil existentes no ser humano, somente 5 a 10% são ativos. Muito das experiências do âmbito biológico depende da interação da genética com o meio ambiente, a epigenética. 

Ao lado do ‘padrão genético’ que se manifesta pela hereditariedade, contrapõe-se a ‘expressão genética’, alteração daquele pela interação com o meio em que o indivíduo está inserido: clima, cultura, alimentação, língua, costumes, espiritualidade. Todos esses fatores constroem a nossa individualização, fazendo-nos herdeiros de nós mesmos pelas escolhas das vivências.

Acrescentou que o Projeto Genoma, se bem analisado, vem ao encontro das próprias informações espíritas. E não se pode ignorar a influência também da educação, a geográfica, as emoções, etc, no liga-desliga dos genes. Com exceção de três doenças monogenéticas, todas as demais surgem pela ação de uma rede de genes e não de um único.

E todos os processos envolvidos na manutenção da boa saúde podem ser trabalhados pela reprogramação por palavras e frequências elevadas, melhorando as ‘expressões genéticas’. Isso se dá pelo campo eletromagnético criado pelo pensamento capaz de alterar a estrutura celular sensível, pois é formada de matéria (átomos e elétrons).

Mencionou como tema de estudos as referências de André Luiz em “Evolução em dois Mundos” relativas aos papéis dos centríolos e da mitocôndria compatíveis com as conclusões científicas atuais.

O segundo dia começou com Marlon Rekdal e a “Análise do Perdão – fator de Cura nas Dores da alma” que a reportagem do CAE não pôde acompanhar. Seguiu-se a do fisiatra e acupunturista Marcelo Saad, doutor em Ciências pela USP e presidente da AME-SP.

Principiou o tema “Enganando a Morte – Religiosidade X Longevidade” diferenciando ‘espiritualidade’ de ‘religiosidade’, a primeira ligada ao significado, propósitos, conexão, transcendência e ao humanismo, enquanto a segunda lembra doutrina, cultura, instituição, tradições e práticas.

Usou uma fictícia bula de remédio, a espiritualidade, para apresentar tudo o que esta pode fazer em benefício de uma vida mais longa e feliz. Indicações, posologia, efeitos colaterais, contraindicações, tudo estava lá.

O relógio biológico é determinado pelo maior ou menor encurtamento dos telômeros, extremidades dos cromossomos envolvidos no processo de replicação celular. Estudos apontam que comportamentos espiritualizados podem retardar o ritmo desse encurtamento. Concluiu-se que nos indivíduos mais espiritualizados ou com práticas de religiosidade, pode ocorrer um aumento de 37% de tempo de vida a partir do início do acompanhamento em relação a outro grupo “não religioso”.

Se estes últimos viverem, por exemplo, mais 10 anos, os espiritualizados viverão mais 13/14 anos. Ao longo da vida toda, a diferença pode chegar a seis ou sete anos.

Entenda-se que este benefício surge porque as pessoas religiosas acabam adotando comportamentos mais saudáveis, recebem apoio do grupo, têm aumentada a sua autoestima, além da vivência íntima diferenciada.

“Cérebro, energia quântica e alterações biológicas” foi o tema da exposição de André Luis Oliveira Ramos, físico e mestre das Radiações da USP. Diversamente dos demais apresentadores, André Luiz pôde contar com uma hora e meia para desenvolver seu assunto.

Iniciou explicando que a atividade cardíaca produz um campo magnético em torno da pessoa característico com o tipo de emissões, boas ou ruins. Assim, afetamos e somos afetados pelo entrelaçamento dos campos individuais, mas isso não é a aura.

A ciência demonstrou que, ao contrário do que se pensava antes, o interior celular não é vazio, mas existe um vácuo quântico onde energias flutuantes formam a matéria, influenciável pela mente interna ou externamente, mudando-se as dinâmicas nos processos de cura. E arriscou uma pergunta: “O vácuo quântico seria o Fluido Cósmico Universal?”

Abordou a Teoria das Supercordas e as possíveis 11 dimensões, a constatação vibratória inerente a todas as partículas, a declaração de André Luiz em “Mecanismos da Mediunidade” de que “o pensamento ainda é matéria” com características que “transcendem a série estequiogenética”.

Voltando à aura, disse que ela é constituída por correntes atômicas sutis do pensamento, correspondendo às leis dos ‘quanta’ de energia e obedecendo aos princípios da mecânica ondulatória, logo um campo eletromagnético. 

A onda mental individual determinada pelo impulso da vontade aciona as usinas microscópicas dos neurônios. E tem-se, então, as ondas curtas ou espirituais; as médias para aquisição de experiências e as longas voltadas à sustentação individual. E, ainda dentro das ondas curtas, disse que as mesmas estão relacionadas à consciência e memória, inteligência e razão onde a vontade tem papel de destaque por excitar o núcleo dos átomos mentais. Mas frisou que tudo isso passa pelo processo de modulação realizado pelos sentimentos.

À tarde quem explanou suas ideias foi César Geremia que já falara na véspera. O tema da vez foi “Cérebro e Pensamentos – Expressões do espírito em favor da saúde – Fé e curas à distância”.

O assunto guarda relação com o anterior, diferenciando-se por estabelecer uma relação entre os conhecimentos da Física Quântica e a energia do pensamento movida pela vontade e pela fé aplicadas às curas à distância, ou seja, as “irradiações”.

Após falou Marcelo Saad falou sobre “Espiritualidade em Saúde e Terapia Complementar”, com ênfase na espírita. Listou os Modelos Teóricos Aceitáveis e Graus de Medição de sua eficácia: influência sobre si mesmo, sobre outrem, de um espírito sobre uma pessoa encarnada. No primeiro caso, são considerados elementos a prece, o atendimento fraterno, a reforma íntima. No caso de influência sobre as outras pessoas, incluem-se os passes, a água fluidificada, as irradiações, a prece intercessória. Especificamente sobre o passe, observa-se a diminuição da tensão muscular, mais oxigenação e bem-estar. 

Quanto ao terceiro item, contam-se o Evangelho no Lar, a desobsessão, as cirurgias espirituais.

Disse que neste ano o SUS incluiu a “Imposição de Mãos” como uma das Terapias Interativas, reconhecendo a comprovada “transferência de energia vital”.

A penúltima exposição do 4º SimpAME-PR foi de Carlos Alberto de Souza Oliveira e seu tema “Estado de coma e consciência – Fisiologia do transe da Morte”. Mostrou as diferenças entre coma, estado vegetativo, vegetativo persistente e estado de consciência mínimo.

Adentrou ao campo da espiritualidade como causa e consequência no coma em geral e na morte, diferenciando-a, logo, de desencarnação, todos os processos influenciados, segundo ele, pela lei de causa e efeito.

Citou André Luiz, em “Evolução em dois mundos”, sobre o perispírito durante o coma que permanece mais próximo ou afastado dependendo “da situação mental do enfermo”. Indicou procedimentos para os familiares auxiliarem alguém nesse estado a retomar a consciência ou apreender mensagens de encorajamento e otimismo, pois, embora esteja incapacitado a comunicar-se com o exterior, o espírito tem consciência do que se passa consigo e no ambiente.

Encerrou enumerando vários casos pinçados, principalmente, da obra “Obreiros da Vida Eterna” em que diferenças individuais determinaram também diferentes desencarnações quanto ao tempo de desprendimento e recuperação da lucidez posterior ao estado de perturbação que, em geral, segue-se à morte biológica.

A reportagem não pôde acompanhar a última exposição da psicóloga Maralba Almada que encerrou o simpósio com o título “A morte é um dia que vale a pena viver”.

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