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Jornal Comunica Ação Espírita | 130ª edição | 11 de 2018.

A despedida da médium Zíbia Gasparetto

Em certo momento de sua carreira de escritora e no auge da fama como autora de grandes best-sellers como “Laços eternos”, “Esmeralda” e “Entre o amor e a guerra”, Zíbia afirmou que não se considerava mais espírita, preferindo simplesmente o rótulo de espiritualista ou mesmo “sem religião”.

Sua decisão foi consequência do mal-estar que causara no Movimento Espírita após decidir fechar o centro espírita fundado pela família na capital paulista e, juntamente com os filhos Silvana e Luiz Antonio, fundar a sua própria editora, a “Vida & Consciência”, passando a valorizar os recursos advindos da venda de seus livros. 

Zíbia Gasparetto desencarnou no dia 10 de outubro, aos 92 anos de idade, em decorrência de um câncer de pâncreas. Ao todo foram 68 anos dedicados à mediunidade, 58 obras publicadas e mais de 18 milhões de exemplares vendidos. O primeiro livro saiu em 1958, “O amor venceu”, ditado, como todos os demais, pelo espírito Lucius. Com eles, a médium contribuiu grandemente para a literatura espírita marcar presença no mercado editorial. Vários destes livros foram traduzidos para o espanhol, inglês e japonês.

Tudo começou em uma noite de 1950 quando ela foi surpreendida por uma espécie de incorporação de um espírito que falava alemão. No dia seguinte, o marido comprou um exemplar de “O Livro dos Espíritos” e começaram a estudar juntos. Ele passou a frequentar a Federação Espírita do Estado de São Paulo e ela, durante o “Culto do Evangelho no Lar”, iniciou os exercícios de psicografia.

Em março de 2008, Zíbia Gasparetto esteve em Curitiba para o lançamento de um de seus livros e foi entrevistada na TV Educativa do Paraná. Na ocasião tivemos a oportunidade de ser um dos entrevistadores e fizemos o registro que acompanha essa matéria.

Numa entrevista a revista Isto É, anos atrás, Zíbia declarou que era muito grata à ‘federação’ (referia-se à FEESP) e ao Espiritismo kardecista – sic onde dera aula na escola de médiuns por 27 anos e onde teria aprendido o que lhe “serviu de base para todo o seu trabalho”, mas reclamou de “um certo preconceito com o diferente que limita o trabalho”.

Perguntada se a morte era boa ou ruim, respondeu: A morte é boa! A gente tem medo da morte porque não sabe como vai morrer, mas a morte em si é boa. A passagem é tranquila e há muitos espíritos que ajudam. Não há o que temer.

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