ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 131ª edição | 01 de 2019.

Autorretrato

A busca da felicidade no Ano-novo;Divulgar com Eficiência e a segunda parte do “Expositor Espírita”; a série especial e o princípio básico “Deus”; o encontro entre Lincoln e seu assassino; um padre e as mesas girantes, o suicídio de um cão

Era o bimestre novembro-dezembro de 2008 quando a edição nº 70 do Comunica Ação Espírita foi disponibilizado ao público. E na manchete principal uma alusão ao ano prestes a se iniciar - 2009: a felicidade nasce, cresce e mora dentro do ser humano. 

Um pequeno texto e duas indagações: “Mas o que é a felicidade?” e “Onde está ela”? E uma constatação para a dificuldade de respostas: (...) seguimos mergulhados na cegueira espiritual, trôpegos e iludidos, tentando preencher o vazio do ser com a mentira do ter.

E então a matéria remetia ao Editorial que propunha uma reflexão especial sobre a felicidade. Lá, entre muitas outras coisas, foram citadas as questões 920/922 de “OLE”: depende dele (homem) amenizar seus males e ser tão feliz quanto se pode ser sobre a Terra... Praticando a lei de Deus, ele se poupa dos males e chega a uma felicidade tão grande quanto comporta sua existência grosseira.

Da última daquelas questões, a receita infalível: a felicidade consiste para a vida material na posse do necessário; para a vida moral, na consciência tranquila e na fé do futuro. Realmente, a vida é simples, nós é que complicamos.

Na página 4 ocupamo-nos com a segunda parte do tópico “Expositor Espírita”, na seção Divulgar com Eficiência, iniciando por uma frase do autor André Luiz: O culto da caridade inclui a palavra em todas as suas aplicações.

Daqui e dali pinçamos algumas dicas. Principais dificuldades do candidato a expositor: timidez, nervosismo, dicção e gramática, memorização, capacidade de síntese, repasse de conhecimentos. E alguns requisitos: interesse, estudo, sentimentos elevados, autocrítica, sobriedade e simplicidade.

No boxe destacamos: Recorrer aos bons autores de ficção ou não, jornais e revistas. Uma exposição espírita ganhará muito em brilho e valor se a enriquecermos com assuntos ou informações da atualidade.

Nas qualidades da oratória propriamente dita, elencamos: eloquência, califasia, califonia. Da primeira – é a arte de convencer. O orador espírita que só usa o cérebro poderá encantar como um artista da palavra, mas não convencerá como um apóstolo. E requer: naturalidade, fé, entusiasmo, conhecimento, sinceridade, amor, coragem.

Califasia é a arte da pronúncia distinta, correta, expressiva e agradável, sem engolir vogais, sílabas e o ‘esse’ do plural. Já califonia é relativa à fonética, correta emissão dos sons da palavra.

O texto que terminou na página 5 prometia concluir o assunto na edição seguinte.

Nas páginas centrais (6 e 7), retomamos, na série especial sobre os princípios básicos do Espiritismo, o primeiro deles, “Deus”, iniciado na edição anterior. 

Foram transcritos três trechos atribuídos a Einstein em que o famoso físico fazia declarações favoráveis à existência de Deus. (*). Também uma frase de Pasteur e “As sete razões pelas quais um cientista crê em Deus”, do Dr. Cressy Morrison, ex-presidente da Academia de Ciências de Nova York.

Falamos sobre a Teoria do Caos, energia cósmica universal, buracos-negros, Big Bang, composição do universo e o livro “A caixa preta de Darwin”, de Michel J. Beche. E encerramos com os atributos divinos, segundo O Livro dos Espíritos.

Na página 8, seção “A Revista de Kardec”, alguns destaques contidos nas edições do primeiro semestre de 1867. Logo na primeira delas, o Codificador comenta sobre as pessoas potencialmente suscetíveis de aceitar as ideias espíritas e as divide em 15 grupos, atribuindo a cada um deles um porcentual. A finalidade era sugerir ações do Movimento Espírita iniciante para atingir públicos-alvo, estabelecendo prioridades. 

Na edição de fevereiro, a história do suicídio de um cão e uma carta do padre Lacordaire, de junho de 1853, dois anos antes da publicação de OLE em que o sacerdote se refere a fenômenos das mesas girantes por ele presenciados.

Em outro assunto, a liberdade de pensamento, diz Helvetius: É preciso ter a coragem de confessar a sua ignorância sobre aquilo que não se sabe... livre pensamento significa: livre exame, liberdade de consciência, fé raciocinada; simboliza a emancipação intelectual, a independência moral, complemento à liberdade física... faz do homem um ser ativo, inteligente, em vez de uma máquina de crer... Compreendei, para começar e depois crereis, se quiserdes...

Na edição do mês seguinte, uma análise sobre a possível influência da medicação homeopática sobre as deficiências morais e um relato mediúnico sobre o reencontro do espírito de Abraham Lincoln e o de seu assassino, William Booth ou John Wilkes Booth.

Na página 9, comentários sobre “O inesperado sucesso de ‘Bezerra de Menezes – diário de um espírito’” que mereceu destaque em vários periódicos leigos da imprensa brasileira, como O Globo, Época, Veja, Isto É. Para eles, a cinebiografia inaugurava o “cinema transcendental” e serviu, para alguns deles de motivação para fazerem longas matérias sobre o Espiritismo.

Em VOCÊ SABIA?, num dos itens, um lembrete-recomendação sobre o que um livro espírita NÃO deve ser: dogmático, autoritário, doutrinante, possuir estilo arcaico, ser repetitivo, estar fora do contexto cultural da atualidade, ser submisso inteiramente às fontes espirituais, maniqueísta, insincero e possuir título óbvio ou maçante.

 

(*) No dia 04 de dezembro último, num leilão em Nova York, foi arrematada por 2,9 milhões de dólares, uma carta do físico alemão e prêmio Nobel em que ele nega a sua crença em Deus. A carta foi escrita em 1954, um ano antes de sua morte. “A palavra de Deus não é para mim senão a expressão e o produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas veneráveis, mas ainda bastante primitivas”, escreveu o autor da Teoria da Relatividade. “Nenhuma interpretação, não importa quão sutil, pode (para mim) mudar nada disto”, acrescentou ele. (NR).

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