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Jornal Comunica Ação Espírita | 131ª edição | 01 de 2019.

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A inspiração espiritual na criação artística

Com o título acima há um livro, de autoria de Cristina da Costa Pereira. Recomendamos sua leitura. Mas vamos nos guiar aqui para desenvolver o assunto não somente por uma fonte, e sim por diversas como O Livro dos Médiuns e Obras Póstumas, de Allan Kardec.

O que aprendemos nestas obras e em depoimentos pessoais de muitos artistas é que muitas obras literárias, musicais e das artes plásticas, como a pintura, são criações conjuntas, de um autor encarnado e de um ou mais espíritos desencarnados.

No item 183 de OLM, por exemplo, encontramos que “Todos os homens de gênio, artistas, sábios, literatos, são, sem dúvida, Espíritos adiantados, capazes de conceber muitas coisas e de trazê-los em si mesmos”. E justamente por isso, Espíritos desejosos de realizar certas obras lhes sugerem ideias. São, estas pessoas, médiuns sem o saberem. Mais à frente, os Instrutores esclarecem que a inspiração não se destina somente às grandes revelações. Aliás, quase sempre se referem às circunstâncias comuns da vida.

Antes, porém, de seguirmos em frente, vamos esclarecer alguns aspectos sobre as características, semelhanças e diferenças entre psicografia, intuição e inspiração. A psicografia pode ser mecânica ou inconsciente, semimecânica ou semiconsciente e intuitiva ou consciente.

Em OP vemos que a intuição refere-se ao tempo presente e revela informações fora dos limites intelectuais do médium, enquanto a inspiração é mais vasta no tempo e vem em auxílio às capacidades já possuídas pelo médium. Portanto, até na psicografia, especialmente quando do tipo consciente ou intuitiva, pode-se obter inspirações artísticas, poesia, por exemplo.

Mas é bom que se diga que mesmo no exercício mediúnico de forma semiconsciente ou inconsciente também podem ocorrer conteúdos artísticos. Exemplo disso nós vemos em alguns médiuns de psicopictografia ou pintura mediúnica onde o médium é envolvido por um transe profundo e é capaz de, nessa condição, pintar quadros sem nenhuma participação pessoal, consciente. Apenas suas mãos – e, às vezes, também os pés ou a boca - são colocados ao comando do espírito artista. Mas aí já não se pode falar em inspiração.

Na intuição e na inspiração que, em geral, vimos ser um subtipo daquela, é que faz mais razão se dizer que “todos somos médiuns”. Quem nunca teve um palpite, um insight para tomar uma decisão, fazer alguma coisa? Em alguns casos, essas faculdades podem se confundir até com o dom da premonição ou pressentimentos. 

Lembremos que a inspiração pode ser para o bem ou para o mal. Um crime pode ocorrer induzido pelo pensamento de um ser desencarnado voltado à prática do mal. E todos nós estamos sujeitos à influência dessas criaturas infelizes que se aproveitam das nossas fraquezas de caráter para realizar atos que eles próprios, por ausência do corpo físico, não podem levar a cabo.

Daí a sempre oportuna advertência de Jesus para orarmos e vigiarmos nos pensamentos, sentimentos e ações. Afinal, pela sintonia atraímos para junto de nós indivíduos desencarnados interessados em partilhar conosco da vida material, muitas vezes, transformando-nos em seus instrumentos. 

Quanto à gênese da inspiração, podemos dizer que ela pode ocorrer em duas situações principais: a) por iniciativa do inspirador com ideias, sugestões, conselhos (familiares e protetores); b) o recolhimento, a prece e a meditação favorecem a ocorrência por aprofundar a consciência, contatando informações da vida atual e pretéritas (memória extracerebral) e sintonizando com correntes de pensamento de mesmo teor. 

Assim é que se estamos com um problema difícil de resolver, podemos antes de dormir se concentrar e pedir ajuda. A alma emancipa-se e pode sozinha encontrar a solução e sonhar ou ter uma inspiração ou intuição durante o dia.

Vamos aqui enumerar alguns exemplos de artistas que admitiram receber uma influência externa e invisível para a criação de suas obras. Começamos com o precursor do Espiritismo, o filósofo Sócrates e seu dâimon (gênio). 

Maomé escreveu o Alcorão inspirado pelo anjo Gabriel, depois de ter uma visão em que aquela entidade o convidando para escrever o livro. Esculápio deitava e dormia para conversar com o seu gênio sobre alguma doença que não sabia curar.

Miguel de Cervantes Saavedra, autor de “Dom Quixote”, segundo o livro “Grandes vultos da humanidade e o Espiritismo”, tinha pouco talento para a literatura. Aproximadamente 40 peças haviam fracassado; os dramas eram piores do que as poesias. Um dia ouviu uma voz “És um fracasso em literatura, mas te tornarás célebre com o nosso concurso”. Concluída a primeira parte da obra, os espíritos se afastaram e por dez anos escreveu poesias medíocres, peças e contos sem qualidade. Os espíritos voltaram e terminaram a obra lançada em 1615, um ano antes dele desencarnar.

Richard Strauss admitiu que suas composições pareciam ser criadas por entidades divinas e onipotentes. Giacomo Puccini, na ópera Madame Butterfly, disse que seu trabalho fora ditado, palavra por palavra, por Deus. Colombo era visionário, ouvia vozes indicando suas futuras. 

Göethe escreveu “Fausto”, uma obra mediúnica. Quase nosso contemporâneo, Steve Jobs, o fundador da Apple, estudou o Budismo e durante a meditação tinha inspirações (estado de fluxo da consciência). 

E para terminar, num documentário na TV foi mencionado um livro publicado há alguns anos que apurou que houve 148 invenções ou descobertas simultâneas (telefone, teoria da evolução das espécies, avião).

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