ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 132ª edição | 03 de 2019.

Autorretrato

E chegamos nessa viagem ao passado deste periódico e da própria ADE-PR ao bimestre janeiro-fevereiro de 2009, edição número 71, que foi aberta com a seguinte manchete: “As faculdades humanas não estão no corpo, mas na alma que pensa e age, dentro e fora dele”.

O exame em questão era a existência e sobrevivência da alma após a morte, segundo princípio básico da Doutrina Espírita e cuja matéria viria publicada nas páginas centrais.

Do Editorial “Espiritismo, um caminho possível”, alguns recortes a seguir. (...) o Espiritismo, apesar de muito mais lentamente do que previa o otimismo de Kardec, vai ganhando espaço entre os conhecimentos humanos aceitos por pessoas de todas as classes sociais e níveis de educação... 

Ao passar ao largo das acusações de superstição charlatanismo ou demonismo de outrora, sobreviventes somente nas ilhas do fanatismo e da má-fé de alguns poucos, o Espiritismo adquire cidadania e respeito pela seriedade de seus adeptos e solidez de seus princípios que tomam assento nas universidades e academias...

O Espiritismo está presente em praticamente todas as atividades humanas... da literatura às artes...teatro, pintura, música, Tv e... também no cinema... O Espiritismo ganha voz entre políticos e artistas e expressão social pelo trabalho anônimo de milhares de voluntários...

Na página 3 trouxemos, então, a última parte do tópico “Expositor Espírita”, na seção Divulgar com Eficiência. Tratou-se dos cuidados antecedentes à exposição e durante a mesma. Os primeiros passam pelos tipos de palestra com ou sem participação do público, dinâmica de grupo, estudo dirigido, etc. Também considerar se é tema livre ou predefinido; tempo disponível, tipo de público, uso de material auxiliar.

No planejamento há que se incluir título, fonte básica e subsidiárias; as fases de saudação e introdução, argumentação, uso de casos ilustrativos. Também decidir sobre apresentá-la de forma descritiva, esquemática ou só com organização mental.

Quanto aos cuidados durante a exposição, podemos citar: apresentação (vestuário, barba, maquiagem, joias), distribuir o olhar por todos os presentes, não dar as costas a eles, estar preparado para imprevistos, movimentação nem “múmia” nem “voador”, uso adequado do microfone, expressão corporal (cacoetes), uso das mãos, modulação da voz, consultas frequentes ao relógio.

Como dito acima, nas páginas centrais (6 e 7), tratamos da imortalidade da alma, iniciado com um apanhado do Capítulo I da Segunda Parte de O Livro dos Espíritos. O texto lembrou a questão 540 da Obra Básica (... do átomo ao arcanjo, tudo se encadeia na natureza) e o autor André Luiz em Evolução em dois Mundos mensurando em 1,5 bilhão de anos o intervalo da trajetória do princípio espiritual que parte dos vírus e bactérias até atingir o estágio da fase hominal.

Incorpóreo, mas não imaterial (Q. 82 de OLE), uma das forças da natureza, criados simples e ignorantes, indivisíveis, revestidos de um segundo corpo (perispírito), são algumas das características do espírito ou alma.

Como provas de sua existência conta-se com o apoio das religiões e da filosofia, de um lado, e da ciência, de outro. A mediunidade, quando estudada como o foi e é pelo Espiritismo é capaz de demonstrar com clareza a sua realidade. 

Outras dicas para o expositor espírita; uma novela espírita de 1866; especial sobre a imortalidade;todos podemos curar;ex-ministro escreve sobre Lombroso.

Na pág. 9, procedemos alguns destaques da seção A Revista de Kardec que abordou o 2º semestre do ano de 1867. Na edição de agosto daquele ano, o Codificador fez noticiar a publicação de uma novela espírita “Fernanda”, em seis capítulos, na forma de folhetim, isso no jornal Moniteur Du Cantal, entre maio e junho de 1866.

A respeito, comenta Kardec: (...) uma pintura verdadeira e atraente das relações do mundo espiritual e do mundo corporal e elogia o autor Jules Doinel “por ter fé naquilo que se diz”. E a seguir resume o enredo.

Na edição de outubro, há três comunicações em série assinadas pelo Abade Príncipe de Hohenlohe, obtidas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, respectivamente em 12, 15 e 24 de março do ano em curso e tratando da mediunidade curadora. O registro importante aqui é que cada uma das comunicações foi dada por um médium diferente.

Na primeira afirma que todas as pessoas possuem em algum grau esse tipo de mediunidade. Na segunda Hohenlohe explica que são os vícios e as más tendências do espírito que desorganizam o corpo. E na última, recomenda o uso do recurso da faculdade curadora a ricos e pobres, crentes e incrédulos, bons e maus porque Deus criou o sol para todos.

Recordamos também no Você Sabia? Jorge Andréa afirmando que o perispírito “acola-se ao físico através da zona energética (duplo etéreo) cujas efusões somadas às do físico formam o halo, ovoide, variável em expansão e colorido”. E André Luiz (“Evolução em dois Mundos”), informa que o espírito se prende ao corpo físico pelo núcleo cromossômico e pelo citoplasma ao perispírito.

Na página 10, ao lado de uma rápida biografia da poetisa Nair Westphalen, publicou-se o poema “Evolução”. Essa publicação rendeu ao Comunica Ação Espírita uma premiação especial em uma promoção da ADE-Campinas como se verá nas nossas próximas edições e respectivos “Autorretratos”.

Na página 11, notícia sobre um artigo do jurista e ex-ministro da Justiça no governo de FHC, Miguel Reale Júnior no jornal O Estado de São Paulo, em 03 de janeiro de 2009, sobre o centenário de morte de Cesare Lombroso. 

No título “Razão e Religião” salientava a contribuição do sábio italiano na antropologia criminal e sua adesão ao Espiritismo. Nesta área, Reale Júnior citava as cerca de 100 sessões com Eusápia Paladino, em algumas das quais materializou-se o espírito da própria mãe de Lombroso, aniquilando com suas últimas dúvidas quanto à sobrevivência da alma e a realidade dos fenômenos mediúnicos.

Também mencionava o trabalho de Allan Kardec e a questão do livre-arbítrio. (...) Cabe situar o homem em suas circunstâncias biológicas e sociais, pois age no mundo que o circunda. O homem possui uma liberdade, mais que situada, sitiada, sem deixar de ter, contudo, uma esfera de decisão última pela qual define a realização da vontade... Sem liberdade perdem sentido a dignidade do homem e a imortalidade do espírito.

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