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Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 132ª edição | 03 de 2019.

A luz brilha acima do nevoeiro

Por Carlos Augusto de São José

Depoimento de Chico Xavier: “Filho de um lar pobre, órfão de mãe aos cinco anos, tenho experimentado toda a classe de aborrecimento na vida e não venho ao campo da publicidade para fazer um nome, porque a dor há muito já me convenceu da inutilidade das bagatelas que são ainda tão estimadas neste mundo”. Com estas palavras, Chico Xavier se apresentava ao mundo, em dezembro de 1931, iniciando as páginas do “Parnaso de Além-Túmulo”, sua primeira obra psicográfica, editada pela Federação Espírita Brasileira.

Ainda em Pedro Leopoldo, sob os carinhosos cuidados de José Hermínio Perácio e da sua dedicada esposa, Carmem Pena Perácio, precisamente em 1927, iniciava os seus labores mediúnicos no recém-fundado Centro Espírita Luiz Gonzaga. Era a noite de 8 de julho. Surgiam as 17 páginas-marco, dando partida às outros milhares que comporiam os mais de 400 livros de sua imensa lavra mediúnica, que se estendeu por longos 75 anos de atividades ininterruptas.

Naquele fim de crepúsculo, o manto da noite caía. Era o dia 30 de julho de 2002. Chico Xavier, aos 92 anos de idade, com o corpo extremamente debilitado por diversas doenças, deixava o plano terreno pelos braços inexoráveis da morte.

Sua desencarnação deu-se sob absoluta paz. Como mereceu!

A julgarmos pelo imenso volume de sua produção parapsíquica, pode-se concluir que ele foi o mais notável médium de todos os tempos.

O mais impressionante, no entanto, foi sua messe de amor. Buscou viver rigorosamente de acordo com os ensinamentos recebidos das mensagens evangélicas passadas pelos inúmeros benfeitores de elevada estirpe espiritual.

Perseguições, zombarias, calúnias, traições o fizeram sofrer intensamente, mas não o impediram de prosseguir lúcido e intemerato.

Chico Xavier viveu no mundo sem contaminar-se. Jamais se afastou da sociedade, mas não se submeteu aos seus caprichos. Trabalhou na adversidade para promover a unidade. Com arguto senso psicológico, permeou conflitos e dramas de todas as naturezas, sempre consolando.

Quando tantos fracos buscavam engrandecer-se, sob o manto fugidio da fantasia, ele declarava publicamente suas fraquezas. Sem o desejar, fez-se grande aos olhos de todos, por compreender que “a virtude não é uma voz que fala, e sim um poder que irradia”, no dizer de André Luiz.

Sob o denso nevoeiro do atormentado pensamento humano, conseguiu brilhar. Agora, sua luz brilha acima do nevoeiro mais intensamente.

Como agradecer o que fez por nós? Só Jesus o sabe. Restam-nos orar, comovidamente, por sua paz no Reino dos Céus, associando nossas preces os milhões de corações gratos que se espalham pelo nosso Brasil que ele tanto amou com total desinteresse.

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