ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

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Jornal Comunica Ação Espírita | 133ª edição | 05 de 2019.

Autorretrato

As  cartas de Lavater à imperatriz russa; dois casos especiais de premonição; curas instantâneas, a vidência no copo d’água e a administração de uma livraria espírita 

Era o bimestre março-abril do ano de 2009 e a nossa edição de número 72, completando 12 anos de circulação. A chamada principal reportava-se à matéria especial das páginas centrais: Mediunidade: fenômeno natural de comunicação entre dois agentes de dimensões diferentes da vida, terceiro princípio básico da Doutrina Espírita, da série “Pilares do Conhecimento Espírita”.

No Editorial, sob título “O vice-presidente e Deus”, elogios à frase do então vice-presidente da República, José de Alencar, que, lutando contra um câncer havia 12 anos, certa vez declarou: Não tenho medo da morte, mas se Deus decidir me dar mais um dia de vida, eu só quero merecê-lo viver.

O texto, ao mesmo tempo que criticava o uso do nome de Deus “em vão” como muitos fazem sem pensar ou sentir quando exclamam “Se  Deus quiser!”, “Graças a Deus!”, “Oh - ou –Ai, meu Deus!”, “Que seja o que Deus quiser”, “Pelo amor de Deus!” e “Deus me livre!”, enaltecia aqueles que, sem vulgarizar o uso da palavra representativa do Criador, por outro lado, não se envergonham de falar sobre o Ser em meios culturais, científicos ou reuniões sociais.

Na página 5, seção “A Revista Espírita de Kardec”, em foco o 1º semestre de 1868. No mês de janeiro, carta de uma pessoa descrevendo suas sensações premonitórias a respeito da morte do pai com seis meses de antecedência. Tudo aconteceu apenas oito dias após ele ter chegado em sua casa para visitá-la e, então, adoecido.

A explicação dada pelos Espíritos para o caso foi o de que o espírito do pai da médium, em desprendimento do corpo, conhecia o evento futuro e manifestou-se à filha para que ela ficasse prevenida. Também o espírito da filha sabia, pois os dois se comunicavam durante o sono.

Avancemos ao mês de março. Naquela edição, Kardec começa a publicação de seis cartas escritas em 1798 pelo filósofo suíço Jean-Gaspar Lavater e dirigidas a sua amiga e imperatriz Maria da Rússia, avó do então imperador. Assunto: a imortalidade da alma e seu estado futuro, consequência dos atos praticados na vida terrestre.

Ainda neste mês, um texto sobre as curas instantâneas. Os fluidos funcionariam como remédios materiais, mas graças à sua maior penetrabilidade, agem mais diretamente sobre as células e apresentam eficácia mais geral. Esse tipo de cura, segundo Kardec, não se dá para todas as enfermidades e nem para todas as pessoas. Para órgãos lesionados demanda ação magnética contínua e fluidos especiais.

Outro caso de premonição aparece na edição de maio, dez anos antes do fato se suceder. Envolveu o Barão Jérôme David e um amigo seu que lhe narrou um sonho sobre estar na beira de um rio, ser alvejado na testa, acima do olho, e ser amparado por ele, o Barão, mas na iminência de morrer, recomendava a seus cuidados a esposa e os filhos quando, então, acordava.

A premonição tornou-se verdade quando o capitão David socorreu um companheiro na Guerra da Crimeia. Havia neste um buraco na testa, acima do olho, exatamente como o amigo havia predito. Só então o reconheceu e a tempo de ouvi-lo balbuciar: “sonho” e “minha mulher”.

Na edição de junho, Kardec incluiu matéria intitulada “A mediunidade no copo d’água”. Um correspondente afirmava que 15 pessoas haviam apresentado a faculdade de vidência utilizando esse meio. Uma delas, jovem analfabeta, via na água magnetizada por dez minutos, as causas de doenças e respectivos medicamentos recomendáveis.

Mais que isso, para os casos de obsessão, o que se via eram imagens dos próprios espíritos causadores do distúrbio e, ainda, de espíritos sofredores e as causas de seus suplícios, como o suicídio. 

Não era imaginação. Quadros, situações e resultados práticos dos remédios comprovavam a autenticidade do fenômeno. Kardec explica que os espíritos não estão dentro do copo e que ali se tem um efeito da fotografia do pensamento pelas características do períspirito.

Chegamos às páginas 6 e 7 e a mediunidade na série “Pilares do Conhecimento Espírita”. Examinaram-se os seus aspectos históricos e depois o trabalho metódico de Allan Kardec para lhe desvendar todos os segredos, arrancando-a do terreno do mágico e do sobrenatural e despindo-a da superstição. Destaque para a importância de O Livro dos Espíritos e menção à Transcomunicação Instrumental. 

“A missão espiritual de Barack Obama”, texto da página 8, ressaltava o significado da eleição de um negro para exercer a presidência do país que detinha a maior economia do mundo. Falou-se sobre as características missionárias, não só as de grande relevância para a Humanidade, mas também as de menor impacto social. Detalhes contidos nas questões 576 e 577 de OLE: algumas missões se configuram após o nascimento e segundo as circunstâncias; nem todo empreendimento relevante constitui missão porque, com frequência, o indivíduo se torna o instrumento apto para a execução da tarefa de outro espírito.

Na página 10, seção “Divulgar com Eficiência”, o tópico discutido foi Livraria Espírita, ressaltando-se que muitas das orientações aplicáveis a ela, já haviam sido mencionadas quando do exame dos itens “Feira e Clube do Livro”, “Banca” e “Biblioteca” em edições anteriores.

Lembrando que uma Livraria Espírita pode funcionar dentro de um Centro Espírita ou não. Qualidades de um bom administrador: autoconfiança, motivação, comunicação, criatividade, energia, flexibilidade, iniciativa, integridade, liderança, capacidade de negociação, perseverança, persuasão, planejamento, etc.

Aspecto que não pode ser negligenciado – entre outros – é a administração do estoque. E a dinamização pode vir das promoções, divulgação interna e externa, treinamento adequado dos atendentes e vários outros aspectos.

Na última página, do editorial do programa radiofônico “Espiritismo em palavras simples”, que ia ao ar na Rádio Continental e apresentado pela equipe da URE-Leste e ADE-PR, em 07/09/2008, recortamos o seguinte parágrafo: “O homem moderno e estressado... vê-se obrigado a buscar ambientes em que possa relaxar física e mentalmente e renovar energias... Sem dúvida o lazer sadio é uma das formas... Mas o homem... não pode se eximir dos benefícios proporcionados pela frequência... esse lugar é o centro espírita, refúgio e oásis de refazimento às almas cansadas do massacre cotidiano de preocupações materiais e sedentas de saber e de paz.

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