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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 133ª edição | 05 de 2019.

Livros que eu recomendo - Libertação

Por Wilson Czerski

Muita gente já deve ter lido, mas sempre vale a recomendação. Publicado no ano de 1949, “Libertação” faz parte da chamada “Série André Luiz”, todas as 13 obras da lavra deste mensageiro espiritual e registradas pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. O exemplar de que nos servimos é da 9ª impressão da 33ª edição, de 2018, sendo que o livro tem 286 páginas divididas em 20 capítulos.

Em resumo, ele narra as peripécias vividas por um pequeno grupo de espíritos, entre eles o próprio André Luiz, para resgatar alguns espíritos de um líder do Mal que os mantêm prisioneiros em redutos trevosos. Muitos desses espíritos estavam escravizados e obrigados, devido à culpa pelos próprios crimes praticados, a atuarem em tarefas de obsessões juntos a pessoas encarnadas. 

Aquilo que já fica patente em outros livros da série, em relação às virtudes morais exigidas para o serviço do Bem junto aos desencarnados sofredores, aqui chega a um grau máximo. Poderíamos citar como fundamentais a dedicação, a coragem, a paciência, a capacidade de perdoar, a fé e outras. 

Mas a que mais nos chamou a atenção ali foi a humildade, principalmente do líder do grupo, o instrutor Gúbio e da entidade denominada Matilde, justamente a mãe de Gregório, o espírito trevoso que há um milênio se recusava a iniciar o seu processo de regeneração.

Pouco antes do reencontro entre mãe e filho, o instrutor Gúbio faz uma explanação que merece ser reproduzida aqui, ainda que parcialmente. Perceba-se quantos ensinamentos sublimes em poucos parágrafos.

(...) Espero, contudo que não aguardem milagres na esfera próxima. O trabalho de reajustamento próprio é artigo de lei irrevogável... Ninguém suplique protecionismo a que não fez jus, nem flores de mel às sementes amargas que semeou em outro tempo. Somos livros vivos de quanto pensamos e praticamos... Ninguém trai os princípios estabelecidos. Possuímos agora o que ajuntamos no dia de ontem e possuiremos amanhã o que estejamos buscando no dia de hoje. E como emendar é sempre mais difícil que fazer, não podemos contar com o favoritismo, na obra laboriosa do aprimoramento individual, nem provocar solução pacífica e imediata para problemas que gastamos longos anos a entretecer. A prece ajuda, a esperança balsamiza, a fé sustenta, o entusiasmo revigora, o ideal ilumina, mas o esforço próprio na direção do bem é a alma da realização esperada. Em razão disso, ainda aqui, a bênção do minuto, a dádiva da hora e o tesouro das oportunidades de cada dia há de ser convenientemente aproveitados se pretendemos santificadora ascensão. Felicidade, paz, alegria não se improvisam. Representam conquistas da alma no serviço incessante de renovar-se para a execução dos desígnios divinos...

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