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Jornal Comunica Ação Espírita | 133ª edição | 05 de 2019.

A busca da paz

Por Carlos Augusto de São José

Por mais superficial que seja, é sempre louvável o esforço para se obter a paz entre os homens. No entanto, nós espíritas não podemos estar a reboque do imediatismo humano, desconsiderando a lógica contundente dos ensinamentos doutrinários.

Primeiramente, precisamos entender que paz não é somente a ausência de guerra. A Suíça, país tipicamente neutro, não tem participado de confrontos bélicos, mas possui hospitais, presídios, prostíbulos, hospícios, clínicas psiquiátricas... e todas as demais “instituições” que emanam das criaturas e desequilibram a harmonia dos povos.

Diferentemente do que muitos pensam, a paz também não é só reflexo de progresso social, modernização, avanço técnico e descobertas científicas. Se assim fosse, o mundo seria não um “mar de rosas”, mas um “oceano de rosas”, pois nada disso nos tem faltado.

Conclui-se que paz é uma posição íntima da harmonia derivada do procedimento moral. Paz e moral são duas forças indissociáveis. Sem paz não há moral e sem moral não há paz.

Porém, o que é moral? Podemos entendê-la como um conjunto de comportamentos conscientes e benéficos adotados pela criatura, úteis para si e para a sociedade, que se evolam da profunda compreensão das leis de Deus.

As leis de Deus atuam na Sociedade, na Vida e no Universo e serão plenamente conhecidas quando todos adotarem posturas menos egoístas e mais justas, porque o alcance de certas realidades faz parte do quadro de concessões divinas que se obtém pelos méritos espirituais, pela busca gradativa da sintonia com as forças da Natureza.

Melhor seria se buscássemos educar, desde cedo, nossas crianças para a paz, dando-lhes princípios que não se restringiriam a conceitos intelectuais. A Educação dobrar-se-ia às luzes do manancial ético que é o Evangelho, o mais expressivo código da moral humana.

Enquanto não entendermos dessa maneira, todo e qualquer evento, objetivando promover a paz, por mais digno que seja, resvalará em decepções. Será o choque do sonho com o óbvio, da realidade com a fantasia. Há fartos exemplos que ilustram nosso pensamento. 

As facções que disputam o poder no Oriente Médio, alguns dias atrás, assinaram um acordo de paz que os meios de comunicação do mundo inteiro destacaram em manchete; agora, nos jornais o noticiário estarrece o mundo falando nos milhares de mortos.

A paz será sempre consequência da bondade, honestidade, justiça, humildade, amor ao próximo... porque são sentimentos imprescindíveis aos interesses planetários. Foi por essa razão que Jesus, simbolizando essas forças, antes de qualquer iniciativa, em seu ministério celeste, saudava a todos, dizendo: “A paz esteja convosco!”.

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