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Jornal Comunica Ação Espírita | 133ª edição | 05 de 2019.

Palavra dos Espíritos e dos espíritas

Aprendizados em livros espíritas de autores encarnados e desencarnados, leituras na imprensa espírita e matérias da imprensa leiga que se relacionam e interessam aos espíritas e ao Espiritismo.

Essa seção traz informações recolhidas pelo responsável, ao longo de quatro décadas, de dezenas de jornais, revistas e boletins espíritas e centenas de livros de autores encarnados e desencarnados. Ajudam a compor estes apanhados, informações obtidas junto à imprensa leiga cujas matérias guardam relação direta ou indireta com os temas espíritas. Completam, por fim, em alguns casos, declarações ouvidas em palestras, congressos e entrevistas.

Verdadeiro mosaico de ideias e opiniões, frequentemente, não raro, algo divergentes, porém, sempre respeitáveis, o que demonstra a naturalmente diversificada capacidade de interpretação dos fatos e ensinamentos que eles próprios possuem adquiridos de outras fontes primárias ou não.

Portanto, é assim que devem ser encarados os conteúdos que a cada edição estaremos veiculando neste espaço. Quando necessário e oportuno, nossa Redação se encarregará de efetuar apontamentos no próprio texto ou através das NRs. 

Concluindo, podemos dizer que o objetivo é fornecer um amplo painel sobre o pensamento espírita neste quase último meio século sobre o conhecimento doutrinário desde a Codificação de Allan Kardec até os mais variados assuntos da atualidade, incluindo a vida em sociedade e seus problemas e os avanços científicos em áreas como astronomia, medicina, direito, ecologia, tecnologia, psiquiatria, etc.

O que se tem dito sobre a aura

Para começo de conversa, definições: aura é um halo; nimbo só da cabeça; auréola do corpo todo. Não há consenso entre os autores sobre o que seja realmente a aura ou como ela é formada. 

Em Obras Póstumas[1] consta que pelo pensamento criam-se imagens fluídicas que se refletem no perispírito como num espelho. E, perguntamos nós, a aura seria o reflexo luminoso da ação perispiritual sobre o corpo físico em que a ação daquele modifica a estrutura das irradiações biológicas? Da somatória das auras individuais (fluido cósmico universal modificado pelas ideias e sentimentos) forma-se a aura geral do planeta.

Segundo os teosofistas, há cinco divisões da aura: saúde, vital, cármica, caráter e espiritual[2]. O Coronel De Rochas observou em 1911 que as emanações são vermelhas no lado direito e azuis no esquerdo e duas camadas de sensibilidade, uma situada a 3,5 centímetros do corpo e a outra entre seis e sete da primeira[3].

Para estudiosos das correntes materialistas, a aura possui base orgânica. Para os espiritualistas ela se constitui de fluidos, energias, emanações diversas, eletromagnetismo de ordem psíquica ou puramente espiritual.

Segundo cientistas da universidade de Kirov, a aura ou corpo bioplasmático é constituído de elétrons e prótons ionizados, excitados. É a energia dos trilhões de corpúsculos da composição biológica do corpo humano[4]. Hernani Guimarães Andrade explica que o átomo, ao cair de uma órbita para uma mais próxima, emite fótons e ilumina[5]. 

Para outros a aura é um efeito corona, “fuga da High Frequency” e voltagem pelas bordas do corpo em que incide. Mas neste não há variações de opacidade, brilho e cores como na kirliangrafia. Jorge Andréa reporta-se ao espírito de André Luiz para dizer que a aura é "uma conjugação de forças físico-químicas e mentais”[6]. Ou que ela e o corpo vital são a mesma coisa[7]. Vianna de Carvalho[8] informa por sua vez que a auraresulta da irradiação proveniente do Espírito, consubstanciada nos conteúdos morais, exteriorizando-se através do períspírito pelo corpo físico.

Mas há quem afirme[9] que a kirliangrafia não é o retrato da aura humana ou de seus corpos sutis. Também não seria a fotografia da auréola na cabeça dos santos nem representa a incorporação mediúnica. Os cientistas Dr. Konstantin Korotkov, PhD na Universidade de São Petersburgo da Rússia, e o prof. Antonio Marquês, da Escola Superior de Biologia e Saúde de Lisboa, aventaram a hipótese de que ela seria o Modelo Bioeletrográfico ou Modelo GDV (Gás Discharge Visualization), ou seja, gases (carbônico, metano, sulfídrico, cetonas) e vapores dos processos vitais que reproduzem condições orgânicas gerais e psicológicas (depressão, estresse). Ao encostar o dedo, por exemplo, na placa eletrificada, os gases são ionizados e a luz resultante é captada pela película fotográfica.

Profissionais de hospitais notam que certos pacientes (diabéticos, cancerosos), exalam odor característico. As composições variam de acordo com a enfermidade (gás carbônico, amoníaco, metano, gás sulfídrico, cetonas) e também conforme os estados psicológicos. A análise espectrofotométrica deste halo permite separar os componentes químicos e sua origem no corpo humano e analisar qual processo patogênico aflige o paciente e em que lugar do corpo. O Dr. Korotkov descobriu a ionização dos gases ou vapores e Antonio explicou a liberação dos gases pelo metabolismo celular.

Há diversos métodos de se detectar ou medir a aura: efluviografia, bioeletrografia, kirliangrafia, eletrofotografia. Num congresso sobre o assunto realizado em Curitiba[10], em 1999, o físico e professor russo Konstantin Korotkov (Universidade de São Petersburgo) comunicou que havia descoberto pouco tempo antes um método de filmar o efeito kirlian possibilitando estudo em computadores e na televisão.

Mas a kirlian propriamente dita foi inventada em 1939 pelo casal Semyon e Valentina Kirlian, mas só difundida a partir de 1960. Em 1968, o físico brasileiro Newton Milhomen construiu uma máquina semelhante, porém com válvulas eletrônicas. Porém, a primeira máquina para este fim, bioeletrográfica, foi inventada pelo padre gaúcho Landel de Moura (1897-1904) que teve o seu uso proibido pela Igreja Católica. De muito grandes dos primeiros tempos, de três décadas para cá passaram a ser portáteis.

Zalmino Zimermann[11], coloca que para a percepção, registro e análise da aura podem ser utilizados quatro métodos diferentes: químico, eletrônico, anímico-mediúnico e técnicas associadas. Em 1911, o médico Walter J. Kilmer, do Hospital São Tomás, de Londres, inventou uma espécie de óculos à base de diciamina (extraída do carvão mineral) e visualizou três zonas de cores diferentes em formação ovoide: o duplo-etéreo (com 0,5 a 1 cm, escuro, transparente, uniforme, às vezes, invadido pela segunda camada); a aura interna (às vezes, parece fundida com o duplo e com a externa, a terceira). Essas duas podem parecer uma só. 

Mas as primeiras fotografias, em 1872, foram obtidas por Samuel Guppyas as quais chamaram atenção de Alfred Russel Wallace. No mesmo ano o australiano John Bealtie repetiu as experiências.

No método eletrônico, Zalmino cita a bobina de Rhumkorff, no século XIX, descrito por De Rochas do que resultava a efluviografia. No início da década de 1940, além da kirliangrafia, Harold Burr, da Universidade de Yale, também usou voltímetros e ambos os processos pretendiam associar certas alterações com doenças como o câncer.

No entendimento deste é a queima do ATP (trifosfato de adenosina), que provoca a visibilidade das irradiações. 

 

Até então se usava um osciloscópio de alta frequência (75000/200.000 ciclos/seg.) e sem câmara fotográfica. Atualmente se usa esta e um transformador de 60 ciclos. O campo é de altíssima voltagem e baixíssima amperagem. Equipamentos especiais eliminam as bolsas de ar que causam as distorções cromáticas.

Na final da década de 1960, no Laboratório de Cibernética Biológica do Departamento de Fisiologia da Universidade de Leningrado (hoje São Petersburgo), Pavel Gulyaiev usando eletrodos de alta frequência detectou o que denominou de “aura elétrica” enquanto no Canadá usou um dispositivo com duas placas de condensador, um pré-amplificador e um registrador de linha, como o de um eletrocardiógrafo mensurar a distância ou extensão da aura a partir do corpo.

Campos de forças áuricas de uma pessoa percebem as frequências dos campos de outras pessoas acusando, por exemplo, sentimentos e emoções como o medo, agressão ou bondade de quem se aproxima.

Quanto ao método anímico-mediúnico de detecção da aura, o principal meio de observação seria pela vidência. Ligada a esta pode estar a psicometria e a própria radiestesia. 

No método misto, por exemplo, teríamos o emprego dos meios anímico-mediúnico e eletrônico. Foi assim que Valerie Hunt, utilizando um osciloscóspio comprovou a cor descrita pelo médium com a do aparelho. Testou até oito leitores de aura simultaneamente e também comprovou que os matizes nos chacras eram os descritos por esotéricos antigos, etc e que a excitação de um aumentava a atividade de outros.

Para finalizar, duas fórmulas recolhidas de algum lugar para quem desejar ver a aura. Colocar alguém em frente a uma parede branca. Observar fixamente, sem pescar por 30 segundos com o olhar desfocado, a 10 centímetros acima ou ao lado da pessoa.  Com treinamento seria possível visualizar a aura.

Outra amaneira seria: Permanecer a uma distância de um metro do indivíduo e desfocar os olhos. Olhar para a pessoa como se estivesse tentando ver através ou dentro dela e não o seu físico. Com treino vê-se as cores e pela interpretação das mesmas possível estabelecer diagnóstico de suas condições de saúde.

 

1. KARDEC, Allan. Obras Póstumas. 2.ed. São Paulo: Lake, 1979. 1ª parte, p. 83.

2. NOBRE, Marlene. Obsessões e suas máscaras, p. 187.

3. MIRANDA, Hermínio C. A memória e o tempo. 4.ed. Niteroi-RJ: Lachâtre, 1993.

4 REVISTA INTERNACIONAL DE ESPIRITISMO. Matão-SP: O Clarim, abril/1990.

5 ANDRADE, Hernani Guimarães. Psi Quântico. 

6. O CRUZADO, nº 11, 1º semestre/2003,

7. XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em dois mundos. 3.ed. Pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB: 1971, cap. XVII, p. 129.

8.  FRANCO, Divaldo Pereira. Atualidade do pensamento espírita. 1.ed. Pelo Espírito Vianna de Carvalho. Salvador: LEAL, 1998. p. 70.

9. O IMORTAL. Cambé-PR, junho/2005.

10. O ESTADO DO PARANÁ. Curitiba, 09/04/1999.

11. ZIMMERMANN, Zalmino. Perispírito. 2.ed. Campinas: Centro Espírita Allan Kardec, 2002. p. 190.

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