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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 135ª edição | 09 de 2019.

As leis, os costumes e algumas verdades sobre o casamento

Não se pode afirmar que a instituição do casamento esteja falida, da mesma maneira que a família resiste apesar das diversas ameaças desfechadas contra ela de quase todas as direções.

Aliás, a estabilidade de uma está umbilicalmente ligada à outra. Quando os laços do casamento esgarçam-se, a família sofre a repercussão do abalo, podendo desestruturar-se e se extinguir.

O que vemos atualmente aqui no Brasil – visto que a realidade lá de fora guarda suas próprias peculiaridades – é a diminuição, nem tanto quantitativa, mas, principalmente, qualitativa dos casamentos. Leis mais liberais favorecem a dissolução legal das uniões e, até por isso mesmo, e por mudanças de costumes sociais e culturais, o quadro presente é de afrouxamento da aliança entre o casal.

Tão fácil que casar é o descasar, o separar, o divórcio. E a afetividade, o respeito, a cumplicidade, a construção a dois torna-se quase insignificante diante da fácil possibilidade de se substituir o parceiro por outro ou outra.

As religiões, cada uma a seu modo, porém todas basicamente defendendo valores idênticos, tentam manter viva a busca e o interesse pelas uniões estáveis que não venham causar tanto desconforto e desgaste emocional quando do rompimento. 

Entretanto, a maré contrária parece mais poderosa. Deste lado estão ideias barulhentas sobre igualdade de direitos, mas não raro, totalmente distorcidas e que, de tanto repetidas, acabam sendo absorvidas como naturais e legítimas.

A mídia coloca-se na vanguarda da transmissão de péssimos exemplos que invadem os lares através de peças de ficção ou na defesa em suas linhas editoriais de atos que deveriam envergonhar as pessoas de bem. Em nome da arte e da liberdade de expressão produções permissivas contam com a leniência das leis. E muitos dos próprios agentes, sejam atores e atrizes ou artistas de outras áreas, autoproclamam-se e exemplificam como porta-vozes da degradação moral e da dissolução familiar.

Por isso, entre nós, espíritas, além da preocupação com o que vemos, ou melhor, somos obrigados a ver e com a forma como reagimos à situação vigente, além de como trabalhamos as próprias experiências na área da afetividade partilhada a dois, não cabe mais o raciocínio simplista de que tantos múltiplos casamentos correspondam a necessidades marcadas no planejamento reencarnatório.

Tais podem constituir exceções, nunca a regra. As trocas constantes de companheiros para a vida conjugal são reflexos da imaturidade emocional, da incapacidade de escolha, agravadas pelas influências externas dos modismos, da leviandade e descompromisso para com um dos campos mais fecundos da experiência humana.

Esta maneira de interpretar os fatos está bem mais explicitada na matéria que trazemos na página ao lado, dentro da seção Perguntas & Respostas.

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