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Jornal Comunica Ação Espírita | 71ª edição | 01 de 2009.

A importância do estudo da Filosofia Espírita

Por Y. Shimizu

O tríplice aspecto do Espiritismo é um dos primeiros itens examinados em qualquer programa bem orientado de estudo sistematizado da Doutrina Espírita. O próprio Codificador inscreveu na capa de “O Livro dos Espíritos”, que se tratava de uma filosofia espiritualista.

J. Herculano Pires, um dos defensores do aspecto filosófico da Doutrina, numa admirável síntese, lembra que “Kardec partiu da pesquisa científica, originando desta a Ciência Espírita; desenvolveu, a seguir, a interpretação dos resultados da pesquisa, que resultou na Filosofia Espírita; tirou, depois, as conclusões morais da concepção filosófica, que levaram naturalmente à Religião Espírita. É por isso que o Espiritismo se apresenta como doutrina de tríplice aspecto. A Ciência Espírita é o fundamento da Doutrina. Sobre ela se ergue a Filosofia Espírita. E desta resulta naturalmente a Religião Espírita” (1983, p. 23).

O mesmo J. Herculano Pires ressalta, adiante, que “no tocante ao aspecto filosófico, o desenvolvimento atual das investigações mostram a posição acertada do Espiritismo como doutrina assistemática, livre dos prejuízos de espírito de sistema” [...] Além disso, “a Filosofia Espírita se apresenta como antecipação das conquistas atuais do campo filosófico e abertura de perspectivas para o futuro” (1983, p. 25).

Destas afirmações de J. Herculano Pires, pode-se inferir a relevância do aspecto filosófico da Doutrina Espírita.

Entretanto, no acervo bibliográfico espírita, disponível em língua portuguesa, há um considerável número de relatos científicos, evidenciando a realidade dos fatos espíritas (existência do espírito, sobrevivência do espírito após a morte do corpo, comunicabilidade dos espíritos, reencarnação e outros), e de elevado conjunto de comentários de natureza religiosa (interpretação dos textos bíblicos, moral cristã, mensagens de consolação, etc.).

Todavia, em consequência da escassa formação filosófica da maioria dos profitentes dedicados à tarefa da divulgação, esse aspecto da Doutrina tem sido poucas vezes abordado, salvo considerações de caráter ético.

Assim, o signatário se propõe a apresentar, nesta seção, a partir do presente número, com humildade e modéstia, algumas ponderações de teor filosófico, a fim de subsidiar a elaboração de ensaios solidamente fundamentados que possam caracterizar com seriedade o Espiritismo como Filosofia.

A peculiaridade da Filosofia Espírita que diferencia das demais visões filosóficas é que estas últimas são reflexões de seus autores, enquanto que aquela, como afirma Jefferson José Bui, é uma filosofia revelada pelos espíritos superiores, sendo, portanto, “impessoal, universal, escapa à maior parte dessas influências, diferenciando-se, também, das outras, porque ela não é uma escola filosófica ou um sistema filosófico” (1996, p. 18).

Referências

BUI, Jefferson José. Estudo da filosofia espírita. São Paulo: FEESP, 1996.

PIRES, J. Herculano. Introdução à filosofia espírita. São Paulo: Paidéia, 1983..

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