ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 137ª edição | 12 de 1969.

Tragédias anunciadas

Por Carlos Augusto de São José

 

carlosaugusto21240@gmail.com

 A cada janeiro, renascem em esperanças novo ano que se inicia. Com ele vem o verão que se tipifica pelo aumento da temperatura e pelas fortes chuvas que caem, incessantemente. Com o aumento expressivo das águas pluviais as tragédias se multiplicam. Cidades intransitáveis, casas que desmoronam, pontes que caem, encostas que deslizam...

Mortes e mais mortes entristecem lares e corações, amargando a vida dos que ficam. Líderes religiosos das crenças dogmáticas desaparecem, como por encanto. Não têm explicações para dar e temem a revolta dos que buscam consolo na fé.

E o que diz o Espiritismo? Provação? Expiação? Imprudência? O enquadramento num desses três aspectos depende de análise racional das circunstâncias e do conhecimento profundo das leis sábias e perfeitas de Deus.

Sabemos que a provação é a experiência aceita pelo Espírito reencarnado para a sua edificação espiritual. A expiação é o resgate de delitos cometidos em existência anteriores.

A imprudência é o ato impensado, irrefletido, irresponsável de tantos que buscam vantagens imediatas, sem considerarem as consequências que fatalmente virão no decorrer do tempo.

A provação e a expiação decorrem de fatos que só os benfeitores espirituais podem identificar, que se fazem inevitáveis aos olhos humanos.

A imprudência se percebe com extrema facilidade. Falta de esgoto e de terras permeáveis, pontes frágeis, desprezo pela Natureza, ausência de pesquisa de solo, de morros e montanhas, lixo nas ruas, construções sem planejamento, são os agentes das tragédias anunciadas. Não faltam recursos nem inteligência, mas falta o essencial: o idealismo espiritualizado dos que governam.

No entanto, fica uma questão quase sempre levantada, sem uma resposta convincente das religiões tradicionais: sendo Deus amoroso e de misericórdia, por que se mantém “indiferente” à dor das vítimas e dos familiares?

A Doutrina Espírita consola porque esclarece, mostrando-nos que o Criador, como todo pai, quer que os filhos andem com as próprias pernas e sejam felizes às custas das próprias conquistas, dominando seus instintos grosseiros. Que conheçam e apliquem as suas leis inalteráveis e justas, em favor de todos.

Se o Pai Celestial interferisse no comportamento humano, teria que fazê-lo sempre, para não ser arbitrário. Ao impedir a dor de um, se obrigaria a assim agir com todos, para não ser injusto, fazendo-nos eternas crianças.

Somos herdeiros do Universo e a felicidade eterna existe, aguardando-nos mais à frente, quando fizermos por merecê-la.

Que pai ficaria realizado vendo os filhos destroçarem os bens herdados?

Quando Jesus nos advertiu que seria dado “a cada um segundo suas obras”, deixou claro que somos senhores dos nossos destinos e que dor ou alegria são opções que fazemos no uso do nosso livre-arbítrio.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2020 / Desenvolvido por Leandro Corso