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Jornal Comunica Ação Espírita | 137ª edição | 12 de 1969.

Um olhar especial sobre a epilepsia

 

A epilepsia é uma afecção que se manifesta por crises de perda da consciência, acompanhadas de convulsões, que surgem em intervalos irregulares de tempo. No passado as pessoas vítimas deste distúrbio eram muito estigmatizadas e confundidas com os alienados mentais. 

Vejamos aqui algumas informações relacionadas ao mesmo tempo à epilepsia e ao Espiritismo, segundo alguns estudiosos. 

Por exemplo, Jorge Andrea [1] informa sobre a aura epilética é a fase pré-epilética em que o indivíduo tem maior percepção extrassensorial, capacidade criativa, etc. Sobrevindo a convulsão, eles esquecem-se, mas ao voltar ao normal, podem recordar e até transmitir. O escritor Fiódor Dostoievski é um exemplo. Daí a similaridade de ondas. 

E explica. A doença representa núcleos em potenciação com estrutura básica comprometida a exigir reconstrução. Na histeria há distúrbios psicológicos. Muitas vezes as células nervosas estão lesadas anatômica e/ou funcionalmente. Às vezes, é problema cármico e com a influência espiritual já afastada. 

Mas em outras situações devem-se a traumatismos cranianos e não cármicos. As crises podem ser dos seguintes tipos: a) parciais: sem alterações de consciência, mas com sintomas motores (fala e sentidos). Há alterações afetivas, intelectuais, provoca ilusões, alucinações e obnubilação consciencial. Confunde-se com fenômenos mediúnicos. Às vezes, a crise dura poucos segundos sem percepção do próprio paciente; b) generalizadas: causa convulsões tônica e clônica. Há casos não convulsivos, só com comprometimento da consciência; c) unilaterais: só de um lado do corpo; d) erráticas: varia tanto que não dá para classificar. 

Em geral, tais pessoas são de caráter pegajoso, egocêntrico, explosivo, tendência religiosa doentia. Sabe-se que mesmo antes da instalação da doença já há mudanças no caráter. Lentidão, processos emotivos e mentais, pensar evasivo, estacionário e difícil, limitado, rígido, conservador, mesuras e obséquios em excesso. Explosões constantes.

Às vezes, são depressivos, melancólicos, geralmente de compleição atlética, o que os faz perigosos nas explosões. O epilético tem a “tempestade de movimentos”, instinto primitivo de defesa para afugentar o inimigo. No homem normal, o paralisado de medo e o choro infantil intenso aproximam-se disso. 

Marlene Nobre[2] conta que Chico Xavier teria lhe informado que a epilepsia, às vezes, é resultante de obsessão e outras não, mas problemas nervosos sempre estão presentes, pois até um traumatismo emocional pode desencadear. Meningite, tumor, derrame cerebral, acidente, cisticercose são fatores causadores.

Já o Dr. Núbor Facure [3] diz que os epiléticos com distúrbios do lobo temporal comumente apresentam religiosidade exagerada, são repetitivos, minuciosos, exigentes, de humor instável e cita exemplos de epiléticos com prováveis lesões nessa área: Napoleão Bonaparte, Júlio César, Dostoievski, Machado de Assis. Lesões no lobo occiptal, por sua vez, também estão relacionadas com a visão e as alucinações visuais.

 

[1] dos SANTOS, Jorge Andrea. Visão Espírita nas Distonias Mentais. 1ed. Rio de Janeiro-RJ. FEB, 1990.

[2] Folha Espírita, fevereiro/1999.

[3] FACURE, Núbor O. O cérebro e a mente – Uma Conexão Espiritual. 1ed. São Paulo-SP. FE, 2003. 

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