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Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 137ª edição | 01 de 2020.

Traços Biográficos

 

Eva Carrière

    A célebre médium francesa Marthe Beráud ficou mais conhecida como Eva Carrière. Viveu de 1886 a 1943 e produzia fenômenos de efeitos físicos, mais particularmente de materialização de espíritos.

   Ela tinha 17 anos quando suas faculdades começaram a despontar nas sessões da Vila Carmen, em Tarbes, na França, na residência do casal Noël e Carmencita, uma senhora galesa. Eva fora noiva de um dos filhos do casal morto no Congo e vivia com eles. Dessas sessões participavam vários médiuns, inclusive, duas irmãs dela.

   Em 1903, convidados pelo general Noël, Gabriel Delanne e Charles Richet passaram a assistir às sessões. E foi ali que este último cunhou o termo ‘ectoplasma’. No ano seguinte eles a acompanharam em Argel e em 1912 Richet teve mais uma oportunidade, agora com Juliette Bisson.

   Pela médium Eva materializava-se um espírito chamado Bien-Boa que afirmava ser um antigo sacerdote que teria vivido três séculos antes, numa cidade do sul da Ásia. Outra entidade, Bergólia, identificava-se como irmã dele e informou que Bien-Boa convivera com a Sra. Noël em uma reencarnação anterior. Richet e Delanne obtiveram muitas fotografias de Bien Boa, descritas posteriormente por Oliver Lodge.

   Em uma das sessões de Argel, Richet, o pai da Metapsíquica, pôde constatar que o espírito materializado que se identificava como Bien Boa mantinha o ciclo respiratório, pois que exalava dióxido de carbono. 

   Certa vez Richet cortou o cabelo de um espírito feminino, uma rainha egípcia, conta-nos Arthur Conan Doyle. E em outra ocasião, ocorreu uma materialização com o rosto do presidente americano Wodrow Wilson.

    No período de 1908 a 1912, Marthe Beráud foi estuada em Munique, na Alemanha, pelo médico psiquiatra, o barão Albert von Schrenck-Notzing quando, então, adotou o pseudônimo de Eva Carrière. Era acompanhada por Juliette Bisson, uma viúva rica, espécie de mãe adotiva e que patrocinava as pesquisas. 

O método de controle do médico alemão era rigoroso e consistia em fazer Eva mudar toda a roupa e vestir uma espécie de camisola sem botões, fechado pelas costas. Apenas as mãos e os pés ficavam livres.

Foi ali em Munique que um professor imprudente teve a ideia de inesperadamente precipitar-se sobre a forma materializada, tendo a surpresa de ver a matéria ser reabsorvida ao corpo da médium antes que pudesse apanhá-la, segundo o relato de Madame Bisson no livro “Fenômenos de Materialização”. Como consequência a médium adoeceu por vários dias e as sessões ficaram suspensas.

A terceira fase, de 1916 até 1918, rendeu resultados positivos, isso quando se iniciaram as experiências com outro médico, o doutor Gustave Geley, no Instituto de Metapsíquica Internacional.

           As materializações ficavam sob o controle de uma entidade espiritual intitulada Berthe. Uma bateria de oito máquinas fotográficas, duas delas estereoscópicas, tiraram 225 fotografias de boa qualidade. Descobriu-se com isso que as sessões poderiam ser bem sucedidas em plena luz. Nessa série de sessões estavam presentes 150 homens representativos, incluindo muitos cientistas.

     Os fenômenos com Eva Carrière também foram investigados pelo médico e escritor Arthur Conan Doyle. Já o mágico Houdini achava que havia truque e por isso Doyle rompeu a amizade que tinha com ele. 

     Em 1920, Madame Bisson e Eva Carrière passaram dois meses em Londres, onde fizeram 40 sessões diante da Society for Psychical Research, metade das quais sem resultados e as demais pouco frutíferas. Em 1922, 15 sessões tiveram lugar na Universidade de Sorbonne, em Paris.

     Exames laboratoriais de fragmentos de ectoplasma recolhidos por Albert Scherencz-Notizing da médium Eva Carrière, em Munique, coincidiram com os promovidos pelo Dr. Lebiedczinky com a médium polonesa Stanislawa, em Varsóvia. 

 

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