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Jornal Comunica Ação Espírita | 137ª edição | 01 de 2020.

As complexas relações da pineal com o corpo físico e o espírito

 

Descartes afirmou em 1640 na “Carta a Mersenne” que “A alma é o misterioso hóspede da epífise”, sede da alma racional ou o local onde a alma se fixaria mais intensamente. Ela possui forma piriforme, semelhante a uma pinha, no tamanho de uma ervilha média e foi estudada na Escola de Alexandria. Atualmente é mais aceito o termo pineal.

Entre suas funções está a de dar passagem às expressões do psiquismo, da mediunidade, a sexualidade na adolescência e a emotividade.[1] Seu hormônio, a melatonina, atua nas gônadas, no hipotálamo (centro das emoções) e nas suprarrenais.

Porém, estudos revelam que a pineal exerce, além das influências mais conhecidas, nas confusões mentais, incapacidade de concentração, alucinações, memória, depressão, ideias autodestrutivas. [2]

Na definição do Dr. Sergio Felipe de Oliveira, espírita e pesquisador da pineal [3], esta “é um órgão sensorial que converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos. Os médiuns têm mais cristais de apatita, mineral parecido com o esmalte dentário”. 

Segundo o Dr. Sérgio Felipe, quando ela aparece dotada de uma estrutura ossificada, de cristais de apatita em grande quantidade, a pessoa possui mediunidade, conforme é possível observar nas tomografias computadorizadas.[4] Mas evidências indicam que a maior ou menor quantidade destes cristais está mais relacionada com o tipo de mediunidade. Também se sabe que o que ocorre nela não é calcificação, mas biomineralização.

Marlene Nobre [5] menciona que Carlos Torres Pastorino, no livro “Técnicas da Mediunidade”, afirma que “fenômenos como a intuição e a inspiração fazem-se pela sintonia de ondas que transitam pela pineal; já as fluídicas o fariam pelo magnetismo através dos chacras”. Entretanto, a autora acredita que todas sejam pela pineal.

Para Geremias Rodrigues Vilela [6], a interação do espírito com o mundo físico se dá através das estruturas corticais encefálicas, e com o meio extrafísico (encarnados e desencarnados), justamente pela estrutura subcortical chamada epífise.

O médico Ricardo Di Bernardi [7] esclarece que no quarto ou quinto mês de vida uterina, a epífise está com células e tecidos com dois milímetros de diâmetro e o espírito começa esquecer das vidas passadas,  o que vai depois até os dois anos. Daí aos seis/sete, as modificações são lentas. Até então há irradiação do perispírito devido ao incompleto acoplamento ao corpo. 

E Marlene Nobre [8] explica melhor a relação da epífise com a mediunidade. Sua inervação se faz através do gânglio cervical superior que pertence ao sistema nervoso simpático implicando ao fenômeno mediúnico taquicardia, suores, ereção de pelos, etc.

Ricardo Di Bernardi [9] acrescenta que ela coordena os ritmos do sono, da fome, o circadiano (dia e noite), o humo e as secreções hormonais. A lua regula a pineal e esta também capta o magnetismo e converte suas ondas em estímulo neuroquímico. 

E mais: a energia psi (mental) de uma irradiação telepática é captada pelo chacra coronário e enviada para a pineal. Ao incidir sobre os cristais de apatita, choca-se com a nuvem de elétrons e fica ricocheteando de cristal em cristal e perdendo força, reduzindo a velocidade e baixando a frequência de vibração. A onda mental vai sendo modificada até tornar-se um estímulo cerebral (neuroquímico) possibilitando ao cérebro captar uma mensagem.

Porém, ele diverge de outras fontes em um ponto, o que afirma que os peixes também a possuem. Para ele, essa estrutura surge somente nos lacertídeos. Nos mamíferos ela possui função fotorreceptora e funciona como bússola dos animais migratórios.

Em “Missionários da Luz” consta que a pineal segrega energias psíquicas que comandam o sistema endócrino e estaria ligada à mente por princípios eletromagnéticos do campo vital. A maior incidência [10] de luz provoca um maior funcionamento da pineal e vice-versa. À noite, com o aumento da produção da melatonina pela pineal, a mediunidade, a inspiração artística e o namoro são estimulados. O estímulo da luz chega pela adrenalina. À noite, é mais propício à meditação, mas se o indivíduo estiver angustiado, com problemas, culpas, etc., leva à depressão. 

Para o neurocirgião [11] Núbor Facure, não há uma via nervosa direta entre a pineal e o resto do cérebro. A ação dela se faz pelas repercussões químicas do que produz. Por outro lado, constatou-se uma relação direta entre o hormônio melatonina produzida pela epífise e doenças neurológicas como a epilepsia, a insônia, a depressão e distúrbios do movimento. Altas doses implicam em incoordenação motora, perda de motricidade voluntária, redução da temperatura e respiração agônica. Tem efeito sedativo e anticonvulsivante e parece também ter papel importante na gênese da depressão esquizofrênica.

Em suas observações, Facure concluiu que a pineal não é sensível somente à luz, mas também às vibrações eletromagnéticas e como a irradiação espiritual é semelhante à onda eletromagnética, o primeiro contato da entidade com a pineal liberaria melatonina. 

 

 

[1] O Imortal. Cambé-PR, junho/1999

[2] ZIMERMANN, Zalmino. Perispírito. 2ed. Campinas-SP: Centro Espírita Allan Kardec, 2002.

[3] Revista Superinteressante, ed. maio/2008

[4] revista Visão Espírita, nº 21

[5] NOBRE, Marlene. Obsessões e suas máscaras.  São Paulo-SP: FE, 2004.

[6] Revista Internacional de Espiritismo, Matão-SP: O Clarim, agosto/2007

[7] Revista Internacional de Espiritismo, julho/1998

[8] Folha Espírita, junho/2000

[9] Revista Internacional de Espiritismo, março/2018

[10] AME-BRASIL. Saúde e Espiritismo. 1ed. São Paulo-SP: AME-BR, 1998

[11] Revista Internacional de Espiritismo, agosto/2000

 

 

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