ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 139ª edição | 05 de 2020.

Editorial

Sobre motivações e deveres

Há os que dormem em ‘berço esplêndido’, mergulhados no sono profundo da ignorância, da indiferença ou preguiça mental e moral, desprezando a valiosíssima oportunidade de iluminamento e crescimento espiritual que a vida lhes oferece. Tais pouco ou nada sabem e tampouco desejam saber.

Mas há, também, os que cochilam e ficam sujeitos ao preço da invigilância. Estes já saíram do torpor das sombras e da lassidão e ensaiam um olhar mais perspicaz ao mesmo tempo em direção de si próprios e de tudo que os rodeia.

Uma terceira classe de indivíduos é constituída por espíritos que já se perfilaram na estrada que conduz à liberdade plena e à luz das verdades espirituais, mas vez por outra, cerram os olhos, apesar de estarem bem despertos. A estes muito já se foi dado e, proporcional e justamente, deles muito será cobrado.

O trabalho na seara espírita pode se assemelhar em alguns casos às atividades de uma empresa quanto aos aspectos administrativos e mesmo no trato da área das relações humanas. Entram aí recursos os psicológicos, treinamento, planejamento, controle e cumprimento de metas. E o sucesso deve-se em grande parte aos fatores motivacionais, entre eles o salarial, benefícios indiretos, ambiente, expectativas de carreira e outros.

Mas na seara espírita, a motivação, embora sempre importante, não deve ser vista como o principal e se sobrepor ao dever. Quando abraçamos uma tarefa não firmamos compromisso com pessoas ou nos dedicamos somente na busca de objetivos pessoais. Nosso comprometimento é com o trabalho de Jesus e com a Doutrina Espírita.

Se o caminho é árido e o céu de adversidades nos põe à prova, nossa inspiração motivacional está no plano mais elevado, na execução plena do Bem Maior. E que melhores motivações para os espíritas do que as jornadas cumpridas por aqui de espíritos de escol como Cairbar Schutel, Jerônimo Mendonça, Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Jesus e, finalmente, Deus, o Senhor da Vida, do Universo e de cada um de nós?

Por isso, a tarefa bem consumada traz por consequência do esforço de sua realização a sensação de bem-estar e paz de consciência. O que recebemos durante cada etapa em termos de amizades, convivência, aprendizados e experiências próprias e até de eventual reconhecimento, representa somente um bônus com que Deus e os Benfeitores Espirituais nos brindam para suavizar os passos na longa caminhada do aperfeiçoamento espiritual do qual nós deveríamos ser os maiores interessados.

Ainda, porém, que isso nos falte nos momentos de maior prova, nossa fé no Criador e no futuro, bem como o dever pelo compromisso assumido perante nós mesmos, provavelmente antes de empreendermos a atual excursão reencarnatória, deve nos levar sempre adiante. Os que assim agem formam o contingente, pequeno ainda, dos que seguem despertos, vigilantes e com determinação inabalável.

A vida é feita de escolhas, livres, por sinal. Temos o direito de estabelecer preferências e prioridades. Cuidemos para que elas sejam tomadas somente após profundas e corajosas reflexões para que, uma vez de retorno à dimensão espiritual, não tenhamos que amargar o dissabor das paralisações indevidas e das omissões injustificadas, contraídas em nome da precipitação, da inconsequência ou simplesmente por desprezo ao dever.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2020 / Desenvolvido por Leandro Corso