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Jornal Comunica Ação Espírita | 140ª edição | 07 de 2020.

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Sim, sim; não, não

O individualismo exacerbado é transposto para uma vida sem referenciais fixos, uma vida líquida, afirmou o filósofo polonês Zygmunt Bauman. Para ele, a busca do prazer individual é o fim último da sociedade líquida.

Jesus instruiu que deveríamos ser firmes no nosso falar e nosso agir. Se temos o discernimento e a convicção do que é o certo e o errado não podemos trair o princípio da honestidade para conosco mesmos. A verdade, seja ela qual for, deve prevalecer.

E para tanto temos que ter coragem, como se diz hoje em dia, dar a cara para bater. Assumir e sustentar posições firmes em relação a princípios e valores que sabemos os corretos. Não podemos nos intimidar, não devemos nos omitir.

Isso não significa ser grosseiro, faltar com a civilidade, com a caridade ou assumir posturas radicais, mas não podemos temer hostilidades por parte daqueles que se sentirem contrariados e insatisfeitos.

Isso talvez esteja bem representado com as palavras do Mestre quando afirma que o nosso falar deveria ser o sim, sim e o não, não. (Mateus, 5:37).

Nunca dizer não, não é ser bonzinho. Em muitas circunstâncias temos que saber expor verdades sem agressividade ou intransigência, com educação, polidez. Possuir assertividade de quem sabe fazer escolhas, assumir papéis, que não aceita a passividade capaz de torná-lo uma pessoa manipulável. 

Emmanuel, em “Pão Nosso”, capítulo O não e a luta lembra-nos que "O ‘sim’ pode ser agradável em todas as situações, todavia, o ‘não’, em determinados setores da luta humana, é mais construtivo. Tanto quanto o ‘sim’ deve ser pronunciado sem incenso bajulatório, o ‘não’ deve ser dito sem aspereza".

SIM à vida e não ao aborto. NÃO à proposta da corrupção. SIM para a conduta baseada nos princípios éticos. NÃO para o adultério. SIM para a defesa dos valores cristãos. NÃO para as deturpações no campo das artes. NÃO para a permissividade sexual. SIM para a compreensão e a mão amiga. NÃO para a impunidade do infrator.

Estas apenas algumas das vezes que podemos e devemos exercitar o nosso “sim, sim e não, não”!

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