ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 142ª edição | 11 de 2020.

Autorretrato

Confidências de um jornal

 

Não sei bem o que fazem comigo. Acho que me encostam 

em qualquer lugar... Entretanto, não me importa. Vou fa-

 zendo a minha parte, visito todos que eu posso... Aliás, fi-

co me perguntando por que tanta gente que me conhece,

às vezes, há muitos anos e nunca se manifestou nem para

dizer um ‘obrigado’...

 

A cada dois meses eu me exponho aqui, recordando de como eu era ou me apresentei dez anos antes, por isso o Autorretrato. Mas como estamos em uma data muito especial, os 25 anos daquela que chamo de mãe, a ADE-PR, farei com que me conheçam melhor.

Então lá vai. Primeiro meu nome. Um dos meus mentores – ou deveria chamar de pai? – é que escolheu. Na verdade, depois tive que, por assim dizer, ser rebatizado, isso quando eu já estava com mais ou menos dez anos de idade porque alguém reclamou. Disseram que eram donos do nome “comunicação” seguido do sobrenome “espírita”.

Acho tão desagradável espírita ficar disputando exclusividade por coisas tão pequenas, apropriando-se de palavras dos dicionários! Antes eu assinava assim: ComunicAção Espírita.

Nasci bem pequeno, só com quatro páginas. Com três anos dobrei de tamanho. E quando tinha quase dez, na edição 58, cheguei a 12 e fiquei mais bonito, boa parte colorido. Por essa época eu já havia aumentado os meus clones de 500 para 1.000 exemplares. Infelizmente, no segundo semestre de 2011, edição 87, tive que voltar a acondicionar meus textos em oito páginas. Agora recentemente fui compelido a fazer regime e emagreci também na quantidade, diminuindo para 600 exemplares, mas sempre com uma distribuição muito seletiva.

Eu adoro quando visto outra roupa a cada dois meses. Mudo sempre por dentro, minhas informações, notícias, novas ideias. Mas mudo também de cara. Meu rosto assume uma cor diferente. Depois, meu mentor/tutor me prepara com carinho, dobra, uma a uma das minhas cópias, coloca no envelope plástico e a etiqueta.

Então me despacha no Correio e eu viajo para muitos lugares, o Paraná inteiro e para fora dele. Teve época que eu ia em maços para o Japão. Mas isso já faz tempo. E, então vou chegando nas casas das pessoas e nas Oficinas dos Espíritos.

Não sei bem o que fazem comigo. Acho que nem ligam para mim, me encostam em qualquer lugar ou pegam só para si, impedindo que outros leiam minha mensagem. Entretanto, não importa. Vou fazendo a minha parte, visito todos que eu posso, ofereço meus préstimos. Sei também que muitas pessoas gostam de mim. Já me elogiaram muitas vezes e fazem questão de me receber.

Aliás, fico me perguntando por que tanta gente que me conhece, às vezes, há muitos anos e nunca se manifestou nem para dizer um ‘obrigado’. Ingratidão, talvez? As coisas hoje em dia são muito corridas e difíceis. Ninguém tempo para nada, nem mesmo para dar alguns cliques para o endereço da minha família. Decerto trabalham 24 horas por dia fazendo caridade. Deve ser isso.

Outro problema é que muitos até gostam de mim, mas não sei por que não conseguem enxergar um retângulo da página 2 que convida as pessoas para ajudar a me sustentar. Elas têm que assumir o compromisso de pagar R$20,00 por ano para eu chegar certinho na casa delas, mas acho que o tal retângulo fica invisível para elas. 

Certamente que acreditam muito na frase “Dai de graça o que de graça recebeste”. O problema é que elas só querem receber. Fingem não saber que para eu sobreviver eu preciso de dinheiro, tempo e muito, muito trabalho. Ingratidão? Como eu disse, fico chateado com isso, mas tento aceitar como normal, mesmo sabendo que não deveria ser.

Na minha casa tem minha mãe, a ADE-PR, que fez aniversário no dia 27 de outubro; ela está completando uma data muito bonita: 25 anos! Eu estou com 22, como vocês sabem. Aí tenho alguns irmãos. Tem o programa de TV. O nome dele é “Diálogo Espírita”. No dia sete de novembro chegou ao número 400 e está também todo faceiro.

E tenho o Clube do Livro Espírita de Curitiba. Esse foi adotado quando era bem novinho. Está fraquinho, com pouca vitalidade, digo, associados. Também, não deixam ele entrar em muitos lugares aonde poderia se revitalizar. Nem sempre foi assim. Bem antes, eles, os livros, circulavam livremente nos centros, mas alegaram que prejudica os de dentro. Nunca vi espírita disputar território com outro espírita e tirar a liberdade de pousar nas mãos das pessoas para saciar a sede de saber.

Ah, e tinha uma irmã gêmea do CLE, a Feira que nós apelidamos de FLE. Mas aí quem proibiu foi a prefeitura da cidade onde nós moramos. Os livros não podem mais ser exibidos na praça. Essa irmã está numa espécie de estado de coma. Pode ser que um dia ela desperte.

Esqueci de dizer, tenho um apelido também. Meu tutor/mentor me chama de CAE. É mais fácil para chamar, é verdade. Para sobreviver dependo de algumas pessoas. Se a maioria ou ao menos alguns mais ajudassem, eu teria uma vida mais fácil.

Eu sempre explico como podem ajudar a minha família porque o meu irmão, o “Diálogo Espírita” é o que mais sofre para se manter vivo. Direto para mim têm os que vencem aquele probleminha de visão que eu falei antes, a tal da indiferença, e conseguem ver o retângulo da página 2. T

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