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Jornal Comunica Ação Espírita | 120ª edição | 06 de 2017.

Desdobramento Consciente – uma questão de observação

Por Rubens Denizar Figueira dos Santos

 Nosso objetivo, nesta matéria, é encetar uma campanha para que os espíritas passem a observar as grandes possibilidades de trabalho, nos grupos mediúnicos espíritas, com a utilização do “desdobramento consciente”, sem confundi-lo com a Apometria ou a Projeciologia que também usam essa mesma sensitividade em suas práticas.
 Observem bem! É um atributo da alma humana perfeitamente enquadrado no âmbito da Doutrina Espírita.  Senão vejamos: “O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica.” (O Que é o Espiritismo – Preâmbulo). Perguntamos: somente o Sr. Allan Kardec é que pode ter essa oportunidade, diante dos fenômenos espirituais?  Será que nós, os profitentes da terceira revelação, não temos a obrigação de continuar observando esses fenômenos? Temos ou não o direito e a capacidade de aprofundarmos nossos conhecimentos diante do progresso da ciência?
        Se aqui estamos tratando de questões para observação, vamos rever o final da questão 455 de O Livro dos Espíritos quando o Sr. Kardec fala a respeito da segunda vista, afirmando que por vezes ela se verifica no estado de vigília e o sensitivo vê, ouve e sente, além dos limites dos sentidos humanos. Assim, já ficou registrado o fenômeno a que hoje, de uma maneira corrente, estamos denominando de “desdobramento consciente”.
 Mais um ponto de observação que vem em favor da bandeira que levantamos sobre a utilização do “desdobramento consciente” nas sessões mediúnicas, consta da mesma questão 455, quando comenta sobre o sonambulismo, afirmando que na visão à distância o sensitivo vê as coisas presentes, como se se achasse no lugar onde elas existem, porque sua alma, em realidade, está lá.  Fica claro para nós, a transposição da alma, ou consciência, para fora do corpo físico.  Fenômeno que era raro no meio espírita, mas que hoje em dia está se tornando cada vez mais ostensivo.
        Alguns companheiros do Movimento Espírita, a guisa de preservação doutrinária, nos parece, estacionaram no tempo ou se acham donos exclusivos dos conhecimentos doutrinários, quando em cargos de direção de alguns setores ou mesmo de Instituições Espíritas, deitam normas e regulamentos tolhendo a prática de pesquisas em nossas sessões mediúnicas.
 Porque existem os estudos da Projeciologia e da Apometria que também usam os recursos do desdobramento consciente em suas práticas, acham que esta ferramenta não pode ser usada nas sessões mediúnicas espíritas. Por que existem esses outros estudos, não é que nossos médiuns, frequentadores de sessões mediúnicas nos moldes kardecistas irão deixar de se desdobrar conscientemente, nessas sessões, como vem acontecendo.
 Aí frisamos, é uma questão de “observação”, essa sensitividade  anímica está acontecendo de forma crescente em nosso meio. Basta observarmos, com “olhos de ver” os grupos iniciantes de “Estudo e Prática da Mediunidade”.  São iniciantes, não são médiuns renomados.
        Não se pode mais tapar o sol com a peneira, são fatos que estão acontecendo e os dirigentes do Movimento Espírita terão que entender, aceitar ou nomear comissões para analisar esse fenômeno com mais profundidade.
 Nossas experiências de 25 anos em tarefas de desobsessão, sendo 20 deles dentro de um Hospital Psiquiátrico espírita, autorizam-nos a falar desta maneira, entendendo que essa sensitividade anímica, acoplada à mediúnica, serve muito bem para as tarefas de uma sessão mediúnica, quando os médiuns, em “desdobramento consciente”, são orientados pelos mentores, nas ações de resgates de Espíritos sofredores, encaminhando-os aos postos de socorro no plano espiritual.
        Concluindo estas nossas considerações queremos deixar clara a possibilidade da utilização do desdobramento consciente, nas sessões mediúnicas nos moldes kardecistas, com muito proveito para as tarefas.
 Paz aos nossos corações!

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