ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 120ª edição | 06 de 2017.

“Sim, sim; não, não.”

Por Carlos Augusto de São José

 A Humanidade está repleta de senhores exóticos e ideologias sofisticadas. Dois terços da sociedade terrena se movimentam sob o comando de lideranças materiais, distantes do apelo que o Céu lhes faz, em bases sólidas, para o soerguimento moral do Planeta.
 Nisso, o clima de confusão se estabelece. Brigam os sistemas políticos, chocam-se as religiões, as profissões se escravizam ao imediatismo, o esporte sobrevive em clima de competição e a educação é dirigida para que o homem vença o próximo ao invés de vencer a si mesmo.
 O espírita, como toda criatura, é condicionável, quando não se deixa orientar pelas sábias Leis de Deus das quais o Evangelho é a síntese. Nós, seguidores de Cristo e de Allan Kardec, quando não vigilantes, passamos a ser “crias” do ambiente que nos cerca e costumamos trazer para o Movimento Espírita o rescaldo dessas influências.
 A preocupação excessiva com construções materiais, atitudes éticas incompatíveis, a autopromoção, a inconsciência por falta de estudo, o exibicionismo, a falsa santidade (“lobos travestidos de ovelhas”), a fuga ao trabalho na Seara do Mestre, a fraternidade festiva são reflexos nítidos da importação de ideais e comportamentos que o Espiritismo não endossa.
 Como se não bastasse tudo isso, há que lamentarmos a sede de inovação de “espíritas” que se supõem missionários e tentam desfigurar a simplicidades das práticas doutrinárias, introduzindo práticas exteriores, sofisticação de gestos, paramentações e outros absurdos que tentam desacreditar a consciência racional, a pureza de intenções e o amor que são a chave de todo o sucesso espiritual em nosso campo de atividades.
 Emmanuel afirmou que a grande provação dos espíritas está na compreensão plena e cumprimento fiel dos preceitos básicos da Doutrina e não mais nas perseguições policiais, nos ataques de outras crenças, no sacrifício da vida, que nos nossos dias, não têm sentido.
 Meditando sobre essas considerações, concluímos que ninguém pode se fiel sem se definir claramente quanto às reais propostas de nossa fé. A época é de definições!
 Portanto, ante os erros e as mistificações que tanto têm ameaçado a integridade da Doutrina Espírita, ante o assédio das falanges do Anti-Cristo que podem comprometer a sorte de nossa própria existência, temos somente um único e estreito caminho: trabalhar no bem, estudando o Espiritismo, para que, confiantes e vitoriosos, possamos responder, repetindo Jesus, quando determina (Mateus, 5:37): “Sim, se é sim; não, se é não”.

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