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Jornal Comunica Ação Espírita | 122ª edição | 08 de 2017.

Missão verde-amarela

Se há expiações coletivas, também deve haver provas e missões coletivas. E da mesma forma que as primeiras, muitas vezes, são tomadas de maneira simplista, apontadas e diagnosticadas erradamente onde talvez só se encontrem negligência nos atos humanos ou imposição do livre-arbítrio do presente de uns sobre outros, as últimas podem dar margem a interpretações equivocadas e pretensiosas.

O povo hebreu talvez tenha sido o primeiro a receber uma destinação especial em duas ocasiões e não soube aproveitá-las. Primeiro com Moisés e depois com Jesus. Todo o sofrimento que já passou ao longo da História não mereceria uma reflexão da nossa parte? Guerras, perseguições, Diáspora, expulsão para o Egito, dominação romana, Holocausto?

Muitos outros povos, nações e raças já tentaram se investir de um caráter de supremacia, seja pela imposição política, militar, econômica ou religiosa. Ainda atualmente não faltam exemplos. Basta lançar um olhar pelo mundo para identificarmos aqueles que mantêm seus discursos de provocação, arrogância, beligerância, radicalismo para manter ou estender sua influência e domínio por se considerarem de algum modo melhores, às vezes, detentores únicos da verdade e do direito de moldar os outros à sua imagem, cultura, costumes e fé.

As razões, em geral, são bem menos nobres que se poderia imaginar, mesmo quando há verbalização de expressões de religiosidade. Não lhes resta atenuantes quando logo em seguida vem o explodir de bombas que vitimam inocentes. E nós espíritas, rápido nos lançamos a justificar dizendo que ninguém morre inocente ou antes da hora. Mas esse é assunto para outro momento.

E por falar em espíritas e Brasil, por aqui temos a nossa versão de país ou nação missionária. Lemos Humberto de Campos escrever que estamos no “coração do mundo e pátria do evangelho”. Pode-se, de início, especialmente pela nossa história de 500 anos e, mais ainda, pela realidade do presente de crise moral sem precedentes, plantar dúvida quanto a essa afirmação.

Missões coletivas, como as expiações, não são só de países inteiros, mas de regiões, um estado- por que o Rio de Janeiro e não São Paulo foi aprimeira capital? -, ummunicípio ou até gru pos, comunidades, etc.

Diz-se que cada povo tem o governo que merece. Pelo menos em parte é verdade. Não somente porque escolhemos muito mal os nossos representantes, mas porque a conduta, nossa moral só é capaz de produzir gente daquela estirpe. Os bons se omitem ou o poder econômico e o sistema de leis impedem que eles cheguem a ocupar lugar de mando que poderia alterar o panorama político e social do país. 

Porém, a despeito das reservas quanto a esta afirmação salvacionista, talvez envaidecida, alguns sinais podem fortalecer essa tese: a índole pacífica do povo, acolhendo gente de todas as partes do mundo (se bem que muitos outros países também façam isso), liberdade e tolerância religiosa (apesar de esporádicas demonstrações em contrário), as riquezas naturais e, por que não, o florescimento do Espiritismo.

É possível sonhar com um futuro missionário, entretanto, por ora, temos que nos contentar com o presente de expiações, a se crer nas revelações de certos autores sobre o “carma” que teríamos adquirido por conta dos três séculos de escravidão e dos massacres da Guerra do Paraguai. Se formos um pouco mais otimistas, podemos pensar que estamos na travessia de duras provações a testar nossa paciência, fé, capacidade de trabalho e outras virtudes.

Importante frisar que missões coletivas, assim como as expiações, não são somente de países inteiros, mas pode ser de regiões, um estado federativo em particular (espiritualmente falando, por que o Rio de Janeiro e não São Paulo foi a primeira capital) ou Minas Gerais que possui mais que o dobro de tamanho e vem logo atrás de São Paulo em população?), um município ou até grupos, comunidades, etc.

Uma casa espírita, embora fazendo parte de estrutura maior (Movimento Espírita) possui sua missão em particular, ainda que praticamente idêntica à da instituição do bairro vizinho. E dentro da Casa, determinado grupo também pode ter sua tarefa missionária particular (liderar certo tipo de estudo, trabalho de cura, pesquisa científica, etc).

Como estamos aguentando a tal expiação espiritual brasileira? Como estamos enfrentando as nossas provações para mudar de ciclo de desenvolvimento e bem-estar? Do modo como as coisas seguem, estamos prontos para a missão de nível global ou é melhor ter os pés no chão e antes de se vangloriar de querer salvar o mundo, tentar salvar o próprio pescoço das fronteiras verde-amarelas?

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