ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 123ª edição | 09 de 2017.

Os espíritas e o Brasil

A um ano, talvez, das eleições mais importantes do país, o clima pesa sobre a Pátria exausta pelos sucessivos e superlativos escândalos de corrupção. Cresce a cada dia o número de acusados, investigados, denunciados, processados e até condenados.

Entre eles, ditos representantes do povo no Legislativo e Executivo, falta pouco para comporem uma maioria vergonhosa. Gigantes empresariais admitem culpa de desvios e pagamentos de propinas de cifras que atingem bilhões e protagonizam revelações escabrosas. Nem membros do Judiciário parecem escapar à regra da desonestidade, seja pela cumplicidade subterrânea, seja pelas aparições públicas francamente em desacordo com os anseios da sociedade.

Ao cidadão comum, espíritas, inclusive, o que resta fazer? Não há soluções fáceis. O exemplo pessoal é fundamental. Cuidar dos filhos como de tenras plantinhas no jardim da vida dando amor e educação verdadeira é dever. Tratamento de respeito às necessidades e modos de ser de vizinhos, amigos, colegas de trabalho e estranhos na rua é imprescindível. Honestidade sempre e em tudo é o que se espera como resposta à indignação aos desmandos dos agentes públicos e a todos os maculadores da ética.

Rezar pela terra do Cruzeiro e as pessoas que nele vivem, contribui. Dar um pedaço de pão ao faminto ou estender a mão ao caído é expressão de religiosidade pura. Mas só isso não basta. É preciso mais. E agora. Nós podemos. 

Sombras sinistras espreitam logo mais ali. Os que já estiveram, querem voltar. Os que estão agora, não querem sair. Não podemos nos deixar ludibriar novamente pelos que navegam no populismo messiânico, explorando a fragilidade social de tantos. Não podemos compactuar, sequer permitir que a apatia dos bons seja derrotada pela audácia e a mentira.

A política mal vista como sempre e desacreditada como nunca; o poder conquistado a qualquer custo, financeiro, da honra, da perda do respeito dos filhos e de si mesmos, é apenas um dos sintomas da nossa sociedade enferma.

Mais de cem mil mortos no trânsito e pelas próprias homicidas mãos humanas todos os anos; centenas de milhares de vidas tombadas pelas drogas, péssima instrução dos primeiros níveis que nos colocam sempre entre os piores do mundo; um sistema de saúde mais doente que aqueles a quem pretende tratar; a inércia diante das ameaças que nos assaltam a cada esquina.

A indignação, a crítica, a cobrança sem ação são inúteis. A acomodação porque “esta é a nossa realidade” de um mundo de provas e expiações é uma meia-verdade. Se está assim é porque não estamos fazendo por onde para merecer governantes melhores. Outubro de 2018 vem aí.

Reflita como o presidente americano John F. Kennedy, assassinado em 1963: Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seus país. Provavelmente você vai descobrir que é bem mais do que tem feito até agora.

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