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Jornal Comunica Ação Espírita | 123ª edição | 09 de 2017.

Traços Biográficos

Florence Cook e Katie King

Uma das mais notáveis médiuns de materialização que se tem notícia foi Florence Cook, uma jovem, estudada por ninguém menos do que Sir. William Crookes, eminente físico inglês de quem nos ocuparemos oportunamente.

Florence nasceu no dia 03 de junho de 1856, menos de um ano antes do lançamento de O Livro dos Espíritos e desencarnou em 22 de abril de 1904, bastante nova como se vê. Ela tinha uma irmã, também médium muito conhecida.

Foi estudada por Crookes por cerca de dois anos e meio, dos 15 aos 18 anos, em sessões realizadas na residência do próprio pesquisador e acompanhada sempre por familiares e outros observadores. Embora tenha se celebrizado nos fenômenos de materializações, especialmente do espírito de Katie King, era possuidora de outras faculdades como a levitação, movimento de objetos e a psicografia especular.

Uma vez foi pesada e apresentou a metade de seu peso normal quando Katie estava materializada, indicando provavelmente a transferência de parte de sua massa corporal, na forma de ectoplasma, para a formação do corpo do espírito.

Mas este não era o único detalhe importante na relação física entre as duas moças, como descreve Arthur Conan Doyle (“História do Espiritismo”). Katie era sempre maior que a médium, ora 12, ora 15 centímetros. A materializada era de pele clara e lisa; a de Florence morena e áspera. Tinha também dedos mais longos do que esta última.

Vários sinais do rosto da médium não apareciam no de Katie. O cabelo de Florence era castanho escuro enquanto o da outra era ‘dourado’ e até um cacho dele foi cortado e veio às mãos do experimentador. Katie tinha 90 pulsações e Cook apenas 75.

Em certa ocasião Katie teria ficado materializada durante duas horas e conversando com os presentes. Nesta mesma ou em outra, cortou pedaços do vestido e do véu e os distribuiu e deixou-se fotografar com os buracos no vestido. Aliás, ao todo, foram 44 fotografias de Katie tiradas por Crookes.

O verdadeiro nome de Katie King era Annie Owen Morgan, nome com o qual se identificou na casa do Senhor Koons, filha de um corsário galês chamado Henry Morgan (1635-1688) que saquera a Jamaica ao tempo do reinado de Carlos II, mas também se identificava como John King. Na verdade, King parecia ser o título de uma falange de espíritos que se comunicavam em diversos grupamentos espiritualistas que atuavam com materializações entre as décadas de 1850 e 1870. Ele próprio dizia-se o responsável pela equipe.

Numa sessão na casa de William Crookes, porém, sem a sua presença, a escritora Florence Marryat fez a descrição de uma belíssima materialização de Katie King após concordar que ligassem três bicos de gás. A médium e Katie foram vistas e fotografadas simultaneamente por Crookes e mais oito pessoas. Crookes foi autorizado a abraçá-la.

Na última aparição, em 21/05/1874, Katie despediu-se da médium desperta. Na reunião esteve presente Miss Marryat (1837-1899) como testemunha. Depois ela escreveu dois livros tratando sobre mediunidade e vida espiritual: “There is No Death” (1891) e “The Spirit World” (1894).

A ocasião foi de muita emoção. Materializada ela escreveu cartas de despedidas, inclusive uma para Florence. O Espírito cortou mechas de seus cabelos e ofereceu porções para cada participante da reunião, passeou de braços dados com o senhor Crookes pela sala. Afastou e ouviram-na despertar a médium, que lhe pediu, banhada em lágrimas, que se demorasse mais um pouco. Katie, porém, lhe respondeu: “Minha querida, não posso. Está cumprida a minha missão. Deus te abençoe!”. E todos ouviram o som do seu beijo de despedida na médium. Logo depois, a Srta Cook vinha ter com os presentes, inteiramente esgotada e profundamente consternada.

Após a despedida de Katie King, Florence ainda serviu de médium para o espírito Mary que se mostrava cantando e dançando. Em 1899, já casada e assinando Sra. Corner, atendeu ao convite da Sphiny Socety, de Berlim, e realizou algumas sessões nas quais o espírito da dançarina se manifestou.

Florence, casada desde 1874, foi viver em Usk, no País de Gales onde teve vários filhos.

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