ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 124ª edição | 11 de 2017.

A repercussão do 3º SimpAME-PR

  • Dr. José CláudioCasali e a “Oncologia, Genética e Epigenética” Dr. José CláudioCasali e a “Oncologia, Genética e Epigenética”
  • Psicólogo Marlon Reikdal: crítica ao modo dos espíritas tratar a culpa Psicólogo Marlon Reikdal: crítica ao modo dos espíritas tratar a culpa

Conforme noticiamos na edição passada, publicamos agora uma matéria especial sobre o 3º SimpAME-PR, realizado nos dias 23 e 24 de setembro, no Teatro da federação Espírita do Paraná, desdobrando a temática geral “Saúde, Ciência e Espiritualidade”.

Como se combinado, logo na abertura, na noite de sexta-feira, todos os componentes da mesa, inclusos alguns dos palestrantes, o presidente da AME-PR, Edson Gomes Tristão, e representantes da Associação Médica do Paraná, expressaram a relevância de eventos dessa natureza que discutem a importância da humanização no trato do paciente.

O primeiro a falar – “O Ser Humano Diante da Doença e do Sofrimento” - foi o mastologista e cancerologista clínico Cícero de Andrade Urban, graduado em Bioética pela Universidade Sagrado Coração, de Roma, professor universitário e vice-presidente do Instituto Ciência e Fé, de Curitiba.

Mesmo declarando-se católico, disse que o fato de o médico acreditar em Deus e ter uma religião não faz diferença nem para tratamentos difíceis ou terminais, sendo que o importante são as relações humanas. Do lado do paciente, quanto mais “centrado” em si ele for, maior dificuldade apresentará.

Seguiu-se a apresentação do carioca José Cláudio Casali, com doutorado em Oncologia pelo Hospital A. C. Camargo Câncer Center (SP), pós-graduado em Farmacogenética pelo Saint Jude Children’s Hospital, dos Estados Unidos, e atuante no Serviço de Oncogenética do Hospital Erasto Gaetner de Curitiba.

O tema tratado foi “Oncologia, Genética e Epigenética”. Principiou sua exposição criticando a postura passivista de quem afirma que “Foi Deus que quis” ou “Estava escrito nas estrelas”, para justificar o aparecimento de uma doença. Explicou que a epigenética estuda as alterações químicas no DNA. 

O genoma é uma caixa preta que a medicina abre apenas as partes que podem prevenir algumas enfermidades, como o câncer, as cardiopatias e diabetes, mas não em relação a outras como Alzheimer por que não há como preveni-la. Defendeu que hoje o tratamento deve ser individualizado e finalizou dizendo que “genética não é destino” porque há outros fatores envolvidos nos processos patológicos.

A terceira e última exposição da noite foi a de Adriana Madeira Álvares da Silva, doutora em Genética e Biologia Molecular, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Espírito Santo cujo tema foi “O Paciente Oncológico e Afetividade”.

Os excessos cometidos durante uma existência atingem não só o corpo físico, mas também o perispírito, fazendo com que vícios, discórdias, mágoas, tristezas e revoltas provoquem uma drenagem de energia ou fluido vital. Galeno (129-200 d.C.) já observara que as mulheres melancólicas (hoje se diz depressivas) eram mais suscetíveis ao câncer de mama do que as otimistas. 

As proteínas, quando nossos genes são marcados quimicamente por vibrações emocionais negativas, não conseguem mais atingir uma determinada área e a pessoa pode adoecer. Adriana apresentou gráficos com marcas de veteranos de guerra, refugiados da África, de presos em campos de concentração. Essas marcas de experiências são passadas geneticamente para a prole.

Segundo ela, o estresse, somente ele, em excesso, é capaz de provocar uma lista enorme de enfermidades e nós somos responsáveis pelo estilo de vida. A transmissão das marcas químicas é uma ferramenta de adaptação ao meio.

Adriana mostrou-se empolgada ao falar que o “Amai-vos uns aos outros” impede fixação das marcas. Também disse que é possível desmarcar e que pesquisas revelam que quem tem suporte social afetivo, tem nível mais baixo de estresse.

Na sessão de perguntas, ela foi indagada sobre se as marcas que passam para a prole estariam criando um determinismo, ao que respondeu admitindo certo grau de dúvida, lançando como hipótese que os filhos, nesse caso, sejam atraídos por aqueles pais.

O Dr. Edson Gomes Tristão, coordenador da mesa, completou esclarecendo que ter as marcas não significa manifestação dos sintomas para todos. Seriam como as senhas do computador que nós mesmos acionamos ou não.

O simpósio continuou na manhã de sábado, sendo que o primeiro a falar foi o psicólogo Marlon Reikdal, presidente da União Regional Espírita Oeste de Curitiba. Ele falou sobre “Culpa, Mágoas e ressentimentos como Gênese dos Transtornos Mentais”.

Para entrar no tema da culpa e transtornos mentais, começou contando a história de Zulmira e a morte do enteado Júlio no livro “Entre a Terra e o Céu”, de André Luiz, na psicografia de Francisco Cândido Xavier. A cisão da personalidade (esquizofrenia) viria da insensibilidade do indivíduo após a morte, de encarar todos os malfeitos terrenos.

A culpa, afirmou, é uma grande vilã influenciadora na depressão, na ansiedade, nos sentimentos criminosos quando pensamos ou fazemos algo não aceito num mundo ideal como nutrir preferência de filhos, atração sexual por outro(a), problemas sexuais, álcool, suicídio, drogas, esquizofrenia; é um complicador dos abusos sexuais.

Marlon citou o livro “Recordações da Mediunidade”, de Yvone Pereira, onde o espírito do Dr. Bezerra de Menezes já informava sobre os excessos alimentares, sexuais e o estresse como desencadeadores de problemas graves de remorso, causando desequilíbrios mentais, fazendo parecer que é um obsidiado quando, na realidade, tem-se uma auto-obsessão.

O expositor fez uma dura crítica aos espíritas sobre o modo como tratam o problema da culpa quando, por exemplo, no atendimento fraterno, dizem que basta ter vontade para resolver o problema de álcool, cigarro, sexo. “Transformamos o Consolador Prometido em inquisidor prometido”. Citou a nocividade da fala mansa e da hipocrisia e foi interrompido em aplausos por isso.

A repetição de erros é burrice, afirmou, só quando fazemos a escolha consciente “porque o próprio erro não é mau, mas mal que favorece com a experiência”, acentuou ele palavras da mentora Joanna de Ângelis. “O erro faz parte do processo de aprendizado e crescimento moral e intelectual” – completa ela. Errar, enfim, faz parte da fragilidade própria, é inerente.

Marlon concluiu sua fala dizendo que Jesus não condenou ninguém, exceto os hipócritas porque é normal fingir para a sociedade em geral, mas não na Casa Espírita onde somos obrigados a ocultar nossa própria realidade.

Falou a seguir a homeopata e Médica Familiar e Comunitária Patrícia Eduarda Biselle, desenvolvendo o tema “Emoções, Saúde e Espiritualidade: Fundamentações Psiconeuroimunológicas”.

Partiu das teorias de campo de Faraday e Maxwell para chegar ao cérebro com suas ondas eletromagnéticas e a memória. Esta, ao contrário do que se acreditava, encontra-se no cérebro todo, em cada célula. Este órgão é holográfico.

As emoções fazem a ponte entre a mente e o corpo físico. Como elas manifestam-se através dos neurotransmissores (neuroptídeos), estão no corpo todo. Portanto, cada parte do corpo gera emoções que vão para o cérebro, para outras partes do próprio corpo e também viajam dentro do cérebro e deste para todo o corpo.

Ela citou as mais de 40 mil ressonâncias magnéticas de pessoas durante a oração analisadas por Andrew Newber; as células com memória e sentimentos dos doadores nos transplantados e, sobre o coração emitir em frequência de ondas de rádio, conforme observação de Paul Person.

Após o intervalo, foi a vez do Dr. Gilson Luis Roberto, também homeopata, professor de pós-graduação em Saúde e Espiritualidade, vice-presidente do Hospital Psiquiátrico de Porto Alegre e presidente da AME-Brasil, discorrer sobre “Dos Centros Nervosos aos Centros de Energia”.

Fez lembrar que o estudo do fluir energético no corpo humano vem de 2600 a.C., no Taoísmo tibetano e chinês, bem como com a descoberta dos chacras com os hindus. Expôs sobre o poder bactericida do sol e as energias do mar citados por André Luiz e, ainda deste autor espiritual, o magnetismo terrestre que entra pelos pés.

O prana básico modifica-se pelas várias partes do corpo e recebe nomes diferentes, circulando pelas nadis, ou canais de energia. Lembrou que chacra significa ‘roda’ e que há dois tipos de auras: a da saúde e a do psiquismo. Mencionou os granthis que são nós de energia originados pelo apego ao “meu” e o conceito de maya que é o mundo das ilusões e o sansara (processo reencarnatório). Praticamente toda a sua exposição, portanto, foi baseada no conhecimento hinduísta, somado às informações de André Luiz.

Em outro trecho falou que a homeopatia – bem como o passe - atua energética e não quimicamente entre o corpo físico e o duplo-etérico ou corpo vital. 

A última exposição da manhã ficou a cargo de André Luiz Oliveira Ramos, de Osasco-SP, físico e mestre das Radiações pela USP; especialista em terapia laser no bloqueio da dor e fundador da ONG Paz e Amor em Ação. Tratou de “A Ação do Pensamento na Conquista da Saúde à Luz da Física Quântica”.

Pronunciou uma longa explanação sobre os princípios quânticos para chegar às ondas mentais. Exemplificou a aplicação desse conhecimento ao ilustrar com o caso de um grupo em São Paulo que fluidifica a própria medicação quimioterápica a ser ministrada nos pacientes oncológicos.

Mostrou a experiência do elétron e dois buracos que se comporta como partícula quando passa só por um deles, mas, aos olhos de um observador consciente, toma a forma de onda e passa pelos dois ao mesmo tempo. E usou o termo científico ‘consciência não-local’ para o espírito ou alma.

Relatou sobre uma experiência com sete pares de pessoas que meditaram, trocando pensamentos e criaram com isso um alinhamento quântico. Uma vez separados, quando um dos grupos foi bombardeado por flashes, o padrão do eletroencefalograma apresentou-se idêntico no outro grupo.

Em outra experiência, sem meditação, mas com os membros já se conhecendo há seis anos, a ressonância magnética ativou regiões cerebrais idênticas. Tudo isso faz concluir que a conexão uma vez estabelecida entre duas pessoas, nunca mais se desfaz, apenas pode mudar o padrão, a qualidade, de ódio, por exemplo, para outro tipo de sentimento.

Outra experiência interessante foi realizada na Universidade de Stanford. Uma pessoa orava por outro que estava separado e não sabia de nada. Ao se confrontar seus cérebros em ressonância magnética, observou-se que quando o primeiro orava, provocava alterações no segundo; se aquele parava, este também cessava.

No período da tarde, mais quatro exposições fecharam o 3º SimpAME-PR. A primeira delas foi com a Dra. Eunice Velloso, obstetra e administradora hospitalar, da AME-SC. Desenvolveu o tema “ A Cura além do Corpo Físico”.

Há duas correntes para a cura, afirmou. A ascendente, do corpo para o espírito e que se prende às causas do passado, de hoje ou, para os espíritas, de vidas anteriores e isso não importa tanto o porquê e sim o para quê. E aí vem o segundo caminho, o descendente, do espírito para o corpo e agora voltado para o futuro.

Seguiu-se o psicólogo Gelson Luis Roberto, diretor do departamento de Saúde Mental da AME-RS. Falou sobre “Reconciliação – Degrau Necessário para se Chegar à Saúde”.

O ponto alto da explanação foi um depoimento emocionante em vídeo de um americano condenado à prisão perpétua por ter assassinado mãe e filha e que ‘caiu em si’, conforme o Evangelho, por causa da mãe/avó das vítimas que o procurou e ofereceu-lhe não só o perdão, mas o amor materno. Coisa que ele nunca experimentara até então na vida. Quando criança apanhava do pai que dizia que doía mais nele do que no filho, mas era necessário para educá-lo.

A exposição, por ser toda ela calcada nos ensinamentos psicológicos da autora espiritual Joanna de Ângelis, tornou-se bastante abstrata e de difícil compreensão para os não profissionais da área.

Adriana Madeira Alves da Silva, que já falara na véspera, voltou com o tema “Estamos Todos Interligados? Pesquisas Científicas sobre o Pensamento”. Relatou sobre a constatação, pela Ressonância Schumannn, da relação existente entre ressonância alta e pressão arterial baixa e do geomagnetismo com a produção da melatonina e a interferência no biopsiquismo e na imunidade.

Descreveu outra experiência em que houve alterações em determinados padrões de crescimento celular quando pessoas enviavam vibrações positivas. Tais “anomalias” também foram detectadas no próprio ambiente dos emitentes das energias.

Finalmente, uma experiência que nos faz refletir, talvez mais que qualquer outra, sobre o poder da mente quando usada positivamente, especialmente em comunhão de pensamentos. Em 1993, 4.000 voluntários de 100 países, em meditação, fizeram com que diminuísse em 75% o número de crimes violentos em Washington.

Gelson Roberto encerrou o simpósio falando de “Conhecer e Harmonizar suas Subpersonalidades como Terapia para a Saúde Integral”.

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