ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 124ª edição | 11 de 2017.

Lentes Especiais

Por Wilson Czerski

Recentemente deu o que falar algumas exposições de arte – chamemos assim por enquanto – realizadas no Brasil. Numa delas houve protestos com a acusação de que os objetos ou representações expostas eram incentivadoras da pedofilia e da zoofilia. Na mais polêmica delas, havia um homem nu com o qual interagiu uma criança.

Há os que defendem, inclusive grande parte da mídia, e principalmente a classe dos artistas e intelectuais o tal direito à liberdade de expressão. Outros, psicólogos e pessoas comuns, mesmo não concordando muito, mas algo complacentes ou coniventes, acham que bastaria sinalizar melhor o local, alertando sobre a tal nudez ou que por estar a criança acompanhada pela mãe não haveria problema algum. 

Não podemos nos deixar enganar por essas ideias supostamente progressistas. É por elas e outras tantas que a moral está tão em baixa em nossa sociedade. É pela defesa equivocada de que todo mundo pode dizer e fazer o que bem entende é que o nosso país está como está, nossa sociedade doente.

Não existe mais respeito, pudor. Em plena luz do dia, à frente das outras pessoas, homens urinam em lugares públicos. Sem freios morais, outros assediam e abusam de mulheres nos coletivos, expõem seus órgãos genitais e praticam atos obscenos.

Os jovens praticam sexo cada vez mais cedo e com vários parceiros em curto espaço de tempo, quando não simultaneamente. Também não respeitam idosos nem ninguém; usam linguajar cheio de termos chulos em qualquer momento e ambiente, na presença de mulheres e crianças. A maconha é tolerada e a polícia nada pode fazer porque a lei admite a posse para consumo próprio. 

A raiz do problema não está na liberdade de expressão ou nas preferências individuais de consumo. A questão que se deveria discutir, no nosso entendimento, é no sentido de reavaliar o que estamos chamando de arte. Muito do que hoje assim se rotula chega ser ignominioso para com os verdadeiros artistas da música, das artes plásticas e outras manifestações do gênero.

E todos nós vamos cedendo, aceitando, achando que é natural, coisa dos tempos atuais quando simplesmente não é; é errado. Jesus já alertava que seja o seu sim, sim, e o seu não, não. Ou defendemos o que julgamos certo ou muito breve perderemos total e irremediavelmente o que nos resta de respeito e dignidade.

Perguntemo-nos: o que queremos para nossos filhos e netos? E para nós mesmos? Vamos nos acomodar, nos deixar vencer pela conformação? Será que já não basta a criminalidade, a insensatez no trânsito, as doenças reais e as inventadas pelas nossas mentes fracas e pelos laboratórios? Já não basta a corrupção que submerge o país na vergonha?

Cabe-nos decidir o que queremos para o futuro. Temos o livre-arbítrio. Isso é problema de cada um de nós e não é Deus quem vai resolver. O que Deus nos estabeleceu foram leis morais perfeitas, claras, sobre o que é certo e o que é errado.

Não vamos embarcar nesta onda de suposta modernidade de costumes. Ela está cheia de lixo, de veneno que só intoxica a alma.

Mais que provocar polêmica esses tais querem aparecer, a qualquer custo. Por isso recorrem ao escândalo, ao despudor, à quebra de valores morais testando os limites da tolerância das pessoas de Bem e quando alguns se indignam e protestam, acabam sendo apontados como conservadores, reacionários.

Vamos nos indignar enquanto temos a capacidade de fazer isso.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2018 / Desenvolvido por Leandro Corso