ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 125ª edição | 01 de 2018.

Autorretrato

O porquê deste jornal ter esse nome;a comunicação do espírito de um menino surdo-mudo; a psicosfera individual; a assistência aos encarcerados e a “Dama do mausoléu”

 

A matéria de capa da edição n° 65 do Comunica Ação Espírita, bimestre março-abril de 2008, fez menção aos 150 anos de fundação do primeiro centro espírita no mundo. Seis meses antes da fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1º de abril de 1858, o grupo que lhe deu origem já se reunia, às terças-feiras, num recinto anexo à residência de Allan Kardec, à rua Dos Mártires, n° 8, sob a denominação de Círculo Parisiense de Estudos Espíritas. Daquele endereço, com a autorização legal de funcionamento, a Sociedade mudou-se para a rua de Valois, 35 e em 20 de abril de 1860 foi para a Saint Anne, 59.

O Editorial, à página 2, apresentou explicações referentes ao porquê do nome do próprio jornal, ou seja, “Comunica Ação Espírita”. (...) este termo... define muito bem o que se pretende transmitir com ele, determinando a sua linha editorial... Ao usar a força do verbo na terceira pessoa – COMUNICA – aliado ao substantivo que define sua dinâmica, no caso, AÇÃO, informa..., que ele noticia as ações realizadas não só dos divulgadores, mas de todo um segmento... chegamos ao adjetivo “ESPÍRITA” que traça o perfil deste segmento.

A página seguinte estampou a seção “A Revista Espírita de Kardec” abordando o 1º semestre de 1865, de onde destacamos o seguinte. Logo na edição de janeiro, Kardec reproduz uma experiência com um médium da Sociedade, mas realizada fora dela. Em 1862 Raul, o médium, conheceu um menino surdo-mudo de 13 anos. Indagou seu guia espiritual sobre a possibilidade de evocar o espírito do menino para esclarecer sobre o motivo de sua deficiência sobre o que conseguiu a autorização.

Instalou o menino numa poltrona, deu-lhe uvas que ele logo passou a comer. Depois fez as orações, evocou o espírito do menino e este tornou-se imóvel. Pela escrita confirmou onde se encontrava e informou que a surdo-mudez era consequência de ele ter sido um parricida em reencarnação passada, mas nada respondeu se esse evento envolvera a sua atual genitora. Em seguida, despertou e voltou a comer uvas.

Kardec, ao comentar o assunto, fez a suposição de que os espíritos responsáveis pela manifestação talvez tivessem julgado melhor impedir essa última resposta, pois em caso afirmativo, poderia causar interferências negativas no relacionamento entre mãe e filho. O Codificador também comenta sobre a memória extracerebral, embora estando, ainda, o espírito ligado a ele e recomenda não se faça generalizações do tipo que pudesse 

associar automaticamente todos os casos desta deficiência com a quitação de dívidas de vidas passadas.

Do artigo de Nubor Orlando Facure “Psicosfera, nosso meio ambiente espiritual”, na página 4, reproduzimos pequeno trecho: Uma simples notícia de jornal, uma conversa que nos emociona, um filme a que assistimos ou um episódio que relatamos criam junto de nós um ambiente psíquico que chamamos de psicosfera. Somos “caixeiro-ambulantes” de ideias que podem facilmente nos identificar aos videntes deste mundo psíquico. 

Na página seguinte, seção “Divulgar com Eficiência”, o tópico exposto foi Apoio ao Encarcerado (Parte I) e tratou da formação de equipe, organização do grupo e atividades que podem ser desenvolvidas no contato com os detentos: exposições e aulas, fluidoterapia, atendimento fraterno, distribuição de livros, periódicos em mensagens volantes, organização de biblioteca. 

Além da conhecida frase de Jesus “Estive preso e viestes me ver”, ilustrou-se a matéria com uma comunicação do espírito Dufêtre contida no item 18 do cap. X do Evangelho Segundo o Espiritismo que diz: “Embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual”.

Na página 9 abrimos espaço para o articulista Severino Barbosa, de João Pessoa-PB, que publicou um texto sob o título “A dama do mausoléu”. Na verdade, o caso narrado pelo confrade paraibano fora retirado do livro “A Morte e seu Mistério”, de Camille Flammarion. Conta-nos, pois o astrônomo francês, que um senhor chamado Afred Bard, numa noite de 1855, voltava para sua casa na cidade inglesa de Hinxton quando ao atravessar o cemitério, seu caminho habitual, percebeu a figura de uma senhora, conhecida sua.

A senhora Fréville estava próxima ao mausoléu onde estava enterrado o corpo de seu marido. Vestida de preto, bem enfeitada, de chapéu da moda e muito pálida, ela estava a cerca de cinco metros dele, mas ao desviar o olhar por um instante, ela desapareceu. O Sr. Afred afirma que ela não poderia ter tomado nenhuma das duas saídas sem que passasse por ele e não poderia ter entrado no mausoléu porque o mesmo estava trancado à chave.

No dia seguinte pela manhã foi informado que na véspera, duas horas antes de passar pelo cemitério, a Sra. Fréville falecera. Certamente, já lúcida, viera tentar juntar-se ao marido.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2018 / Desenvolvido por Leandro Corso