ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 127ª edição | 05 de 2018.

Autorretrato

A edição em foco deste bimestre é a de nº 67, referente aos meses maio-junho de 2008. Semanas antes um ciclone em Mianmar e um terremoto na China haviam deixado cerca de 170 mil pessoas mortas e esse assunto mereceu nossos comentários, tanto na chamada de capa como na página 10, além do próprio Editorial.

No caso do Editorial, a análise foi além das tragédias causadas pelas forças da natureza e questionou aquelas praticadas pelas mãos humanas. Especificamente exemplificou com dois casos que haviam abalado a opinião pública, uma aqui no Brasil e outra no Exterior. 

O último parágrafo sintetizou as razões para as ocorrências tanto individuais como coletivas. Guerras, terremotos, tsunamis, secas e inundações, quedas de aviões, naufrágios, acidentes rodoviários e nas ferrovias, sinistros pelo fogo, desabamentos, epidemias, escassez de comida e água, violência urbana, infelizmente, ainda farão parte de nossos noticiários e experiências por longa faixa de tempo até que a humanidade aprenda a se disciplinar por estas leis que recomendam o amor ao próximo como a si mesmos.

Na página 5, na seção “Divulgar com Eficiência”, apresentamos a segunda e última parte do tópico “Apoio ao Encarcerado”. Aliás, seria de hoje nos perguntarmos o que tem sido feito pelos espíritas nessa área. De um lado, a parcela da sociedade que exige penas mais duras numa tentativa de diminuir a delinquência que campeia quase que desenfreadamente causando insegurança, perdas, sofrimento e impunidade; de outro, os defensores dos direitos humanos que entendem existir encarceramento em massa e falta absoluta de respeito à dignidade humana no trato oferecido pelo sistema prisional brasileiro.

Em meio a tudo isso, boas iniciativas de informação dos princípios espíritas e algum grau de apoio, consolo e orientação que se prestavam no passado parecem ter se perdido quase na totalidade.

Enfim, no texto da edição de dez anos atrás, baseados em capítulo do livro “A Eficiência na Comunicação Espírita”, de autoria coletiva da ADE-PR e organizado por Wilson Czerski, enumeramos algumas providências cabíveis à tarefa.

Distribuição de roupas e calçados; algum tipo de assistência às famílias; assistência jurídica, psicológica, médica, odontológica; reintegração social do ex-detento. O próprio sistema legal atualmente disciplina e limita as ações dos grupos religiosos interessados em atuar junto aos presos em geral. Parte das demandas só pode – e muitas vezes não o é, ou quando sim, é realizada muito precariamente – ser atendida pelo próprio Estado.

De qualquer forma, subsistem fórmulas de se apro ximar dessas almas infelizes que, não raro, por mais repúdio que possam encontrar na sociedade, nem por isso deixaram de ser nossos irmãos

De qualquer forma, subsistem, sim, fórmulas de se aproximar dessas almas infelizes que, não raro, por mais repúdio que possam encontrar na sociedade, nem por isso deixaram de ser nossos irmãos. Boa parte da transformação do mundo com características expiatórias para de seres em regeneração, passa pelo amparo e busca de recuperação desses espíritos em queda moral.

A notícia sobre a colocação de exemplares deste jornal em bancas da cidade constou da página 7. Uma experiência que não deu certo, porém, que ao menos, foi tentada. Ao todo foram dez os pontos escolhidos, seis deles no centro da cidade. Ao cabo de alguns meses a quantidade vendida deixou de justificar o trabalho de entrega e cobrança realizado pelo próprio editor.

Na página 8, seção “A Revista Espírita de Kardec”, o período coberto foi o 2º semestre de 1868. Fazendo um recorte da edição da Revue de julho daquele ano, vimos que o Codificador dedicou nela atenção especial aos sonhos, começando por classificá-los junto aos fenômenos de sonambulismo, êxtase, clarividência e pressentimentos. 

Da edição de agosto destacamos a menção à biografia de Benjamin Franklin cujo epitáfio de conotação reencarnacionista é bem conhecido: “Aqui repousa, entregue aos vermes, o corpo físico de Benjamin Franklin, impresso, como a capa de um livro cujas folhas foram arrancadas, e cujo título e douração, apagados. Mas por isto a obra não ficará perdida, pois reaparecerá, como ele acreditava, em nova e melhor edição, revista e corrigida pelo autor”. 

Em setembro, Kardec tratou dos médiuns curadores. “... O Espiritismo que começa – diz ele – ainda não pode ter dito tudo; não pode de um só golpe, mostrar-nos todos os fatos que abarca; diariamente os mostra novos, dos quais decorrem novos princípios...”.

E na sequência enumera 15 tópicos sobre o referido tipo de mediunidade e depois descreve a cura do antebraço fraturado de uma médium vidente e escrevente. Bastaram nove sessões de magnetização para que o tecido ósseo estivesse totalmente consolidado.

Os feitos dos Irmãos Davenport – assunto da seção “Traços Biográficos” da nossa recente edição de novembro-dezembro passados - foram abordados por Kardec em outubro de 1868 e em dezembro ele teceu comentários em torno dos requisitos básicos para a elaboração de um romance espírita.

Algumas de suas observações: O romance parece ser o gênero mais fácil. Consideramo-lo mais difícil que a história... muitos pensam que basta um pouco de imaginação e de estilo... É um grave erro: é necessária muita instrução. ... Aquele que não estudou a fundo o Espiritismo... é impróprio para fazer um romance espírita de algum valor... O Codificador ateve-se às obras de escritores encarnados. Os psicografados só vieram a aparecer bem mais tarde aqui no Brasil.

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