ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 128ª edição | 07 de 2018.

Brasileiros na Rússia e o “senhor presidente” Emmanuel Macron

Não é exagero dizer que o estado de enfermidade moral em que vive o país atualmente desmente os dizeres de nossa bandeira. Temos pouco progresso por conta da incompetência e da corrupção e muita desordem causada pela violência, pela falta de autoridade, pela subversão dos bons costumes e a ignorância.

Reportemo-nos a dois episódios recentes que servem de contraponto um ao outro.

Torcedores brasileiros na Rússia protagonizaram cenas lamentáveis em vídeos que correram o mundo. Pessoas com recursos financeiros - caso contrário não estariam lá – e suposta boa formação intelectual também, mas de moral rasteira, apelando para a vulgaridade, envolveram mulheres desconhecedoras do nosso idioma a repetir obscenidades.

Do outro lado, nos mesmos dias, o presidente francês Emmanuel Macron passou um pito ou um puxão de orelha em um jovem durante uma solenidade por chamá-lo pelo apelido após cantar provocativamente o hino da Internacional Comunista. Em suas palavras, era uma cerimônia oficial e o menino devia se comportar e chamá-lo de “senhor presidente”. O respeito é o mínimo em uma República, disse ele, mas isso não nos impede de ter uma conversa descontraída.

É óbvio que para as autoridades, sejam quais forem, e até mesmo o cidadão comum, exigirem respeito é preciso que elas próprias se deem ao respeito, conquistem por palavras e atitudes. 

Quando um pai ensina ao filho pequeno a dizer palavrões achando que isso é engraçado ou incentiva o adolescente a ser inconveniente com as meninas supondo ser isso sinal de afirmação e virilidade ou quando ouvimos um senador ser gravado ao telefone tratando de pagamentos suspeitos com frases recheadas de termos obscenos, o que podemos esperar desta sociedade?

Não é puritanismo nem excesso de zelo e não se trata de saudosismo se falar das disciplinas de Moral e Cívica abolidas das escolas décadas atrás. 

A formalidade exigida pelo presidente francês pode parecer exagero, mas não é.

Basta ver o respeito que a França e seus cidadãos possuem perante o mundo e o que nós mostramos agora lá na Rússia e que o fazemos aqui dentro para o mundo ver.

A língua portuguesa possui cerca de 380.000 verbetes. Desnecessário, portanto, que além de já falarmos muito mal o idioma, criemos e substituamos vocábulos corretos por palavrões criando uma cultura pobre e viciada. 

Cabe à família, à escola, à igreja e todas as pessoas de Bem coibir essas práticas que agridem os ouvidos e ofendem as pessoas de formação elevada. Falar coisas negativas, inclusive palavrões, é um péssimo hábito que não acrescenta nada a quem os diz, exceto atrair companhias espirituais tão vulgares quanto elas, porém, causam mal-estar a quem os ouve.

Tudo principia no pensamento. Somos o que pensamos. Se Jesus estava certo quando dizia que a boca fala do que o coração está cheio, é fácil imaginarmos o que multidões de pessoas têm dentro de si.

O que exteriorizamos na forma de palavras diz bem do que verdadeiramente somos e deixa atrás de nós um rastro de luz ou a sombra da indigência moral.

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