ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 128ª edição | 07 de 2018.

Autorretrato

Muito se fala em educação. Se ela mal entendida já possui reconhecidamente valor superlativo para o bem-estar das pessoas e das nações, imaginemos se fosse avaliada em toda sua extensão conforme a questão 685 de O Livro dos Espíritos.

Por outro lado, violência é outro assunto em alta na mídia em função do clima de insegurança que o cidadão de bem vive hoje no país por conta dos altos índices de criminalidade. Só de homicídios foram quase 60.000 no ano passado, enquanto o trânsito, sem exagero, ‘louco varrido’, matou cerca de 45.000 pessoas em nossas ruas e estradas. 

“Educação moral: o melhor antídoto à violência”, esta foi a principal manchete estampada na primeira página da nossa edição de julho-agosto de 2008 e o assunto veio desenvolvido na última, 12.

O Editorial, na página 2, abordou a questão do respeito ao livre-arbítrio nas instituições espíritas. Recortamos alguns trechos. Nas atividades espíritas... Há os mais diversos comportamentos: os entusiastas, os fiéis servidores, os trabalhadores da primeira e da última hora, os desertores, mas a maioria fica no meio do caminho... Por inviolável o seu direito de permanecer ou sair, fazer ou transferir... Melindrosos, rechaçam qualquer tipo de cobrança... Defendem-se que o Evangelho ensina que devemos ser tolerantes, indulgentes e caridosos com as fraquezas e dificuldades alheias... um palestrante referiu-se aos medíocres. O termo inicialmente pode chocar... Mas ... significa mediano... Hipnotizados com o mundo material e seus “inadiáveis” compromissos, aceitam se manter medíocres... Mas nada de cobrar, por favor. O livre-arbítrio é o escudo atrás do qual se escondem os medíocres... Se convocados com maior ênfase, logo se saem com a ameaça: “Se quiserem, é assim. Ou então estou fora”.

Na página 6 publicamos a seção Divulgar com Eficiência, destacando o item “Banca do Livro Espírita”. Classificamos essa variante de divulgação espírita através do livro como intermediária entre a Livraria interna dos centros e a Feira, em espaço público.

Recomenda-se, antes de pôr o plano em ação para a implantação de uma, que se busque contatos com outros grupos ou instituições que possuam experiência no ramo.

Entre os objetivos, além da divulgação da literatura espírita e do aspecto comercial com a finalidade de auxiliar na manutenção de outras atividades-fins, pode-se incluir a distribuição (venda ou gratuitamente) de jornais e revistas espíritas, servir de central de informações sobre o Movimento local, ponto de obtenção de assinantes para um Clube do Livro, etc.

Após sondagens e pesquisas sobre a viabilidade, local e outras, o passo seguinte é contatar os órgãos públicos, em geral, prefeituras para cadastramento, encaminhamento de requerimento e toda documentação de funcionamento.

As pessoas indicadas para fazer o atendimento deverão possuir bom conhecimento doutrinário, mais especificamente sobre a literatura espírita e, se não possuir experiência, receber treinamento de vendas.

Estabelecer contatos com as editoras e distribuidoras, solicitar catálogos, negociar prazos e descontos. Uma vez definidos dias e horários de funcionamento e iniciadas as atividades, atenção especial aos controles de vendas.

A exposição dos livros deve seguir alguma ordem lógica e prática que pode ser a por gênero (romances, contos, filosóficos, infantis, científicos, autoajuda) ou por autores, além de destacar as Obras Básicas.

Note-se que o número de homicídio citados no início deste texto – 60.000 – é 50% superior ao que registrávamos no texto de dez anos atrás, o mesmo acontecendo com as vítimas do trânsito – 31.000 em 2008 e 45.000 agora.

A divulgação se faz nas próprias Casas Espíritas, em jornais de bairro ou, se houver possibilidade, nos de grande circulação; em emissoras de rádio, etc. Na parte externa da Banca, além da identificação, pode-se afixar banners sobre eventos espíritas importantes na cidade, “Pensamento do Dia”, etc.

Artigo publicado à página 11, de autoria do confrade Paulo R. Santos, já desencarnado, trazia por título a seguinte pergunta: “O que falta aos nossos jovens?”. Logo no primeiro parágrafo ele citava alguém que lhe dissera que “aquela geração era a última a respeitar os pais e a primeira a temer os filhos”.

No parágrafo seguinte o autor reflete que, de fato, os jovens – isso há 10 anos, mas é possível afirmar que de lá para cá a situação só piorou – estavam ‘cegos para a realidade da vida e desorientados’ diante da velozes mudanças.

São vítimas, diz ele, de uma sociedade narcisista-individualista, pessoas que crescem, mas não amadurecem. Não possuem noção de limites, são incapazes de administrar as frustrações e sofrem da dificuldade de lidar com as perdas. Já o subtítulo, lá em cima, parecia anunciar o texto da página seguinte que, como mencionamos antes, já havia sido destacado na capa: “As muitas formas de violência mostram a ponta da equação humana ainda mal resolvida”.

Aliás, note-se que os números de homicídios citados no início deste texto – 60.000 – é 50% superior ao que registrávamos no texto de dez anos atrás, o mesmo acontecendo com as vítimas do trânsito – 31.000 em 2008 e 45.000 agora.

O texto de uma década atrás reproduzia trechos da questão 934 de OLE: À medida que os homens se esclarecem sobre as coisas espirituais, ligam menos valor às coisas materiais... é preciso reformar as instituições humanas que o entretêm (egoísmo). Isso depende da educação.

E daí chegava-se à questão 685 quando o Codificador explica a que tipo de educação se referia, ‘não à intelectual, mas à moral e não pelos livros, mas pela arte de formar o caráter dos indivíduos, capaz de criar hábitos, pois a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos.

O nosso texto terminava assim: As leis e a ordem impostas à sociedade como resposta à exigência coletiva são bem-vindas e necessárias, mas de maior eficiência quando todos souberem, senão amar e fazer ao próximo quanto o que desejariam que lhes fizessem, pelo menos respeitar seus direitos, especialmente os fundamentais como a vida.

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