ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

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Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 130ª edição | 11 de 2018.

Autorretrato

Trechos do Editorial de final de ano de 2008 sobre a felicidade; dicas para o expositor espírita; Deus e a série especial sobre os princípios básicos e o que um livro espírita não deve ser

A felicidade nasce, cresce e mora dentro do ser humano, este foi o título principal da capa da nossa edição de novembro-dezembro de 2008, edição nº 70. A aproximação de mais um final de ano foi o que motivou a afirmação e, mais que ela, também o Editorial, com o até estranho título “Trocar de óculos no Ano-Novo”. Seguem alguns trechos dele.

Em tudo e sempre buscamos a felicidade... saúde, bem-estar, conforto material, realizações profissionais, lazer... Procuramos a felicidade onde ela não está... nas coisas exteriores, na riqueza e bens materiais, na fama, no poder, na beleza... Obtusos, não percebemos que ela depende de posturas interiores, começa dentro...

Mas a felicidade serena e duradoura é conquista pessoal. É uma arte laboriosa, tem preço... só alcançadaquando aprendemos a nos desvencilhar das falsas necessidades, do consumismo escravizante, das ilusões materiais. Felicidade é paz de consciência. É fé absoluta no Criador... É a certeza do amanhã.

Felicidade está muito mais nas pequenas do que nas grandes coisas... Felicidade é despertar com disposição para o trabalho. É não superestimar as dificuldades. É poder colocar a cabeça no travesseiro à noite e saber que se viveu bem aquele dia, fez o certo, não magoou nem traiu ninguém.

A felicidade precisa ser cultivada nos 365 dias do ano no coração e na mente... para a vida material a posse do necessário, para a vida moral, a consciência tranquila e fé no futuro”... Somos os arquitetos de nossos destinos...

Por último a origem do título escolhido. Um conto do escritor Luiz Vilela sobre um menino que acorda certo dia enxergando tudo azul em razão de ter colocado um óculos com lentes recobertas por celofane daquela cor. Moral da história: o mundo é conforme nossos olhos veem.

Ocupando toda a página 4 e metade da seguinte, na seção “Divulgar com Eficiência”, o tema tratado foi “Expositor Espírita”. Devido à extensão do assunto, o mesmo foi dividido para ser publicado nesta edição e na próxima.

Dentre os tópicos abordados estavam: eloquência, califasia, califonia. E entre as dicas: reduzir os adjetivos, substituir termos difíceis, evitar repetições, usar a primeira pessoa do plural, não falar atropeladamente, evitar a imitação de outros oradores. E mais: não comentar as próprias limitações, evitar comparações e divagações, contar as experiências pessoais de forma genérica; não alimentar controvérsias com ouvintes, estar preparado muito mais do que o necessário, decorar a primeira frase e a mensagem final.

Também: ao iniciar, respirar fundo, descontrair a face, uma olhadela geral, um sorriso, principiando a fala com voz firme, plenamente audível e sem hesitações. No desenvolvimento, apresentar o tema e seguir com os vários argumentos. Na finalização, recapitular resumidamente e efetuar o fecho rápido, definitivo, sem voltas ou repetições.

Nessa edição, o CAE iniciou, sempre utilizando as páginas centrais, a apresentação de uma série especial a respeito dos princípios básicos da Doutrina Espírita e o primeiro tema foi o principal de todos: Deus.

Que é Deus?  A visão científica e filosófico-religiosa do Espiritismo. O título refletia claramente a proposta do texto, uma vez que se defende o tríplice aspecto da Doutrina.

Foram inseridas algumas declarações sobre Deus de cientistas como Einstein, como, por exemplo: Um único acaso destruiria a ciência; Deus não joga dados com o Universo; Ciência sem religião é incompleta (ou manca). A religião sem ciência é cega.  E também Pasteur, para quem, Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.

Depois comentou-se sobre: caos, energia cósmica universal, antimatéria e buracos-negros, Big Bang, a composição do universo com energia escura, matéria escura e a matéria comum. Na sequência foram abordados os atributos divinos segundo o Espiritismo.

A seção “A Revista de Kardec” com destaques das edições do primeiro semestre do ano de 1867, foi estampada na página 8. Da edição de janeiro, chamou-nos atenção a classificação que o Codificador fez das pessoas potencialmente suscetíveis de aceitar as ideias espíritas. Para cada um dos 15 grupos ele estima o porcentual de prováveis ‘convertidos’.

E ali aparecem os fanáticos, os crentes satisfeitos, os crentes ambiciosos, crentes formais, materialistas sistemáticos, sensualistas e despreocupados, todos, segundo Kardec, impermeáveis. Depois vêm os panteístas, deístas, espiritualistas não sistemáticos, crentes progressistas, crentes insatisfeitos, incrédulos por falta de opção, livre-pensadores e espíritas por intuição.

Em fevereiro de 1867, o editor Kardec discorreu sobre o suicídio de um cão; em março sobre os possíveis efeitos da homeopatia em sentimentos como o ciúme, ódio, orgulho e ira. Conclui pela negativa por retirar a responsabilidade moral dos atos humanos. Ainda em março, o relato sobre o reencontro do espírito de Abraham Lincoln e o de seu assassino, William Booth. Em abril, recortamos os fenômenos sequenciais de transporte relatados originalmente no Moniteur de l’Indre.

Na página 9, menção ao “inesperado sucesso de Bezerra de Menezes – diário de um espírito, o filme” que, por assim dizer, abriu caminho para outros sucessos futuros com temática espírita.

E no VOCÊ SABIA?, um que vale a pena relembrar. O que um livro espírita não deve ser? Ele não deve ser dogmático, autoritário, doutrinante, possuir estilo arcaico, ser repetitivo, estar fora do contexto cultural da atualidade, ser submisso inteiramente às fontes espirituais, insincero ou possuir título óbvio ou maçante.

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