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Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 130ª edição | 11 de 2018.

A cruz (*)

Por Wilson Czerski

Vários homens encontravam-se no deserto. Cada um havia atendido ao convite de Jesus para carregar uma cruz e feito a escolha da desejada. E lá iam eles, com dificuldade, claro... Afinal, para agradar a Jesus ou, talvez, alguns até por orgulho, haviam escolhido cruzes maiores ou mais pesadas. 

Enquanto todos avançavam, uns já dando mostras de cansaço, deixando escapar ora ou outra algum gemido, mas seguindo sempre em frente, ainda que a passos lentos, um deles começou a ficar para trás e reclamava que a sua cruz estava pesada demais, que ele já não aguentava carregar e pedia a Deus insistentemente que cortasse um pedaço dela para deixá-la mais leve e a pudesse então carregar mais facilmente. 

Tanto pediu, tanto insistiu que Deus resolveu tirar um pedaço da cruz para alívio do homem. Logo nos primeiros passos ele se mostrou feliz, até ensaiou assobiar uma canção, mas à medida que caminhava, logo voltou a se sentir fatigado e também retornaram as lamentações e pediu a Deus novamente que cortasse mais um pedaço da sua cruz e Deus apiedou-se dele e o atendeu. 

E lá se foi o homem agora bem mais entusiasmado e acreditando que agora, sim, alcançaria os companheiros que até já perdera de vista e chegaria ao final da jornada tranquilamente. Mas eis que mais uma vez o cansaço apanhou-o por completo e como das vezes anteriores suplicou ao Pai que tirasse mais um pedaço da sua cruz de modo que, uma vez atendido, acabou ficando bem curtinha. 

E, finalmente, com a cruz reduzida a bem menos da metade, enfim, sentiu-se confortável e seguiu em frente. Mas uma surpresa aguardava todos os viajantes no caminho. Chegando à borda de um precipício, não havia como cruzá-lo devido à inexistência de qualquer ponte ou passarela que fosse. Isso não foi propriamente um problema para os caminhantes. Bastou que cada um estendesse a sua cruz horizontalmente e já podiam fazer a travessia. 

Porém, ao homem que havia se queixado pelo caminho inteiro do tamanho e peso da cruz e que rogara a Deus para diminuí-la várias vezes, qual não foi a sua decepção quando ele tentou repetir a solução dos colegas e, frustrado, verificou que a sua cruz não alcançava até o outro lado do precipício. 

Moral da história: não lamente as dificuldades da vida, principalmente, aquelas que você mesmo solicitou, e não peça a Deus para desaparecer com elas. Peça forças para suportá-las. Nunca sabemos o que nos reserva o dia de amanhã e a experiência desprezada no presente pode ser a da felicidade do futuro. 

(*) Texto inspirado em imagem da internet.

Referências

Texto inspirado em imagem da internet.

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