ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 134ª edição | 07 de 2019.

Autorretrato

O Espiritismo como Filosofia; apanhados de outros jornais; a numerologia segundo Kardec; o Palácio de Versalhes visto através de um copo d’água; e a mediunidade de João de Deus no documentário do Discovery

Hora de relembrar o que foi notícia na nossa edição nº 73, de maio-junho de 2009, quando o periódico iniciava o seu décimo terceiro ano de circulação.

A matéria principal – e por causa dela destaque também na chamada de capa – foi a reencarnação, o terceiro dos princípios básicos da Doutrina Espírita a ser examinado na série especial “Pilares do Conhecimento Espírita”.

No Editorial, sob título “Dando voz aos outros”, a propósito do ano-novo do jornal, anunciávamos a estreia de uma nova seção, “O que dizem os outros jornais”, texto que viria para reproduzir resumos das principais matérias veiculadas em edições recentes por outros jornais e revistas espíritas brasileiros. Na época eram cerca de 20 desses periódicos recebidos pela ADE-PR, mais especificamente, pelo Comunica Ação Espírita na forma de cortesia, além de algumas assinaturas do editor.

Do texto da página 3, “O Espiritismo é uma filosofia – II”, fazemos os seguintes excertos. A Filosofia quer conhecer a natureza profunda das coisas, suas causas supremas e seus fins derradeiros – Jolivet. É a Filosofia com visão (livre) global do Universo, preocupada com a razão última das coisas, como necessidade do espírito inquiridor, o espírito que tem sede de saber mais – Deolindo Amorim. Existe a Filosofia Espírita, a qual, sem nenhum favor, se apresenta com alto grau de originalidade, sendo, ao mesmo tempo, mais abrangente e profunda do que qualquer outra – Ney Lobo.

Inaugurando a seção “O que dizem os outros jornais”, trouxemos quatro referências: “A lágrima de Chico”, do jornal Aldebaran; “O Espiritismo ante a eutanásia”, do jornal Opinião; “Trinta anos de saudade”, sobre Herculano Pires, na revista Harmonia e “César Lattes e o Espiritismo”, publicada na revista Tribuna Espírita. 

Desta última, uma ou outra declaração surpreendente para um físico: (...) tenho tido experiências que podem ser classificadas como transmissão de pensamento... principalmente com minha mãe... minha mulher viu no hall de entrada um amigo comum... ele se virou e entrou no escritório... Naquela noite recebemos a notícia de que ele havia morrido no Rio de Janeiro.

Página 5 e “A Revista de Kardec” para destacar o segundo semestre de 1868. Na edição do mês de julho, o Codificador comenta sobre a numerologia, especialmente em função de uma mensagem sobre o assunto remetida a ele a partir de um grupo sério onde constava que “... há, certamente, no conjunto dos fenômenos morais, como nos físicos, relações baseadas em números” e que a lei que determina a concordância de datas seria revelada aos homens no futuro.

Kardec não considera a numerologia como uma ciência, deixa as portas do Espiritismo abertas ao seu exame no futuro e arrisca como hipótese uma conexão entre as datas de nascimentos e mortes e acontecimentos das coletividades. E acrescenta que “O Espiritismo jamais negou a fatalidade de certas coisas e que, ao contrário, sempre a reconheceu”, mas esta não embaraça o livre-arbítrio.

Ainda exemplifica com o jogo de roleta para dizer que “... é permitido supor que todas as eventualidades que parecem efeito do acaso, na vida individual, como na dos povos e da humanidade, são regidas por leis numéricas e que nada haveria de absolutamente impossível que o conjunto dos fatos de ordem moral e metafísica fosse igualmente subordinado a uma lei numérica, cujos elementos e as bases, até agora, nos são totalmente desconhecidas”.

Na edição de agosto, Kardec volta ao assunto das visões em copo d’água, agora para narrar as demonstrações ao Duque de Orléans, em 1706. Uma menina possuía a capacidade de ver à distância o que se passava no Palácio de Versalhes do qual nunca ouvira falar. Mas a jovem ia além da mera descrição física. Falava sobre pessoas que habitavam ou haviam habitado o local e revelava detalhes totalmente desconhecidos dos presentes. 

Para o Codificador, o copo com água exerce um papel de “agente hipnotizador” provocando o desprendimento da alma do sensitivo ou médium.

No mês de dezembro publicou-se a famosa Constituição Transitória do Espiritismo.

Nas páginas centrais, muita coisa sobre reencarnação, na série “Pilares do Conhecimento Espírita”, analisada nessa primeira parte em seu aspecto filosófico. E a ênfase foi nas explicações, não possíveis para as outras religiões e filosofias, para todos os tipos de desigualdades.

A página 8, na seção “Divulgar com Eficiência”, publicamos o tópico Jornalismo Espírita, parte I. No boxe um alerta: Se não tivermos nada de novo para dizer, só repetições sem nada acrescentar, melhor gastar o tempo com outra ocupação e deixar espaço livre a quem possua conteúdo de interesse.

Na página 11, além do “Autorretrato” tivemos a matéria “A mediunidade de cura estudada por americanos”. Fazia referência a um programa do canal Discovery, de abril daquele ano, quando se fez um relato sobre as atividades do médium João Teixeira de Freitas ou João de Deus.

Independente do que viria suceder depois, o fato é que o documentário informou que o primeiro espírito a ‘incorporar’ no médium teria sido o rei Salomão e depois Francisco de Assis. 

Um cientista surpreendeu-se com a performance das cirurgias espirituais com incisões, mas sem sangramento ou dores. Amit Goswami, físico indiano e envolvido com pesquisas da física quântica e espiritualidade, reforçou justamente essa conexão para explicar os fenômenos.

Como exemplos de curas foram apresentados os casos de uma pessoa com lesão medular considerada irreversível e que logo caminhava 30 metros. Em um paciente de câncer, nove meses depois os exames mostraram que havia sumido ou estava em remissão.

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