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Jornal Comunica Ação Espírita | 135ª edição | 09 de 2019.

Livros que eu recomendo

Por Wilson Czerski

Costuma-se dizer que é nos pequenos frascos que se encontram os melhores perfumes. Pois é exatamente isso que acontece com o livro “Memória Cósmica”, do estudioso e pesquisador Hermínio C. de Miranda. O título é uma publicação da editora Lachâtre, de 2008.  São apenas 124 páginas. Mas que conteúdo! Além do tema pouco comum que é a psicometria, Hermínio conseguiu a proeza de resumir ali um outro livro sobre o assunto de 370 páginas. 

O termo psicometria foi cunhado por Joseph Buchanan, criador de um instituto nos Estados Unidos para estudar o fenômeno depois de observar que um aluno seu apresentava a faculdade de detectar impressões do passado através de fotografias, não só originais e manuseadas, mas de suas reproduções em jornais e revistas.

Hermínio de Miranda e outros estudiosos reconhecem que o termo é inapropriado porque não se pode medir o psiquismo ou a alma, mas foi o que ficou consagrado para designar a capacidade de “ler” o passado mediante o contato com algum objeto ou só por estar no local de acontecimentos importantes. Fácil deduzir que se trata de um fenômeno anímico e não mediúnico, mas, frise-se, dos mais interessantes.

O livro de 1863 no qual se baseia “Memória Cósmica” descreve 111 experiências com a médium Elizabeth Denton, esposa do professor de Geologia William Denton e uma irmã dela, Annie Cridge.

Um dos casos mais impressionantes narra uma espécie de autobiografia de um fragmento de rocha de cerca de dois quilogramas no qual, além de uma boa descrição ‘física’ dos acontecimentos a partir de uma erupção vulcânica, ela, a rocha, também parecia pensar, demonstrava estar confusa, expressava sensações, parecia ter vida própria e consciência.

No caso de um fragmento de mosaico recolhido de escavações da mansão de Cícero, em Tusculom, a 25 quilômetros de Roma, a sensitiva nada sabia sobre o objeto, sequer havia-o visto. Bastava encostar o embrulho na testa e as visões e sensações desfilavam diante e sua mente como um filme.

Nessas narrativas, o objeto examinado serve de ponte para o passado e para o palco de acontecimentos envolvendo pessoas ou acontecimentos como fenômenos geológicos, guerras, grandes eventos públicos, etc.

São testemunhas de histórias individuais, familiares, sociais e ambientais. Tudo é rememorado em detalhes surpreendes como as aparências das pessoas, suas vestimentas, hábitos, atividades diárias, seu caráter, ideias e sentimentos.

As experiências demonstram uma capacidade multiplicadora da evocação das memórias, de modo que se cortar um pedaço de uma bandeira (foi o caso de um estandarte da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos), cada parte poderá servir ao exame do médium ou sensitivo, contendo as mesmas informações completas percebidas no objeto original. Isso faz Hermínio de Miranda recordar o conceito de universo holográfico onde, das galáxias ao átomo, tudo contém as informações do todo.

A certa altura, o Sr. William Denton confronta seu conhecimento sobre a origem do petróleo com as revelações fornecidas pela esposa. Em outro caso trata-se de um fragmento de uma pedra do monte das Oliveiras. Ela captara os sentimentos e emoções que animavam as pessoas à época de Jesus.

Curiosa a expressão de Denton ao dizer que uma “Verdadeira nuvem de testemunhas nos envolvem por todos os lados dia e noite”. Isso nos faz lembrar o apóstolo Paulo e o seu uso no Espiritismo para explicar a interação aqui na Terra entre encarnados e desencarnados.

Denton, e com ele Hermínio, analisam as implicações dessa faculdade especial no uso da prospecção de jazidas, por exemplo, e nos diagnósticos de doenças como fazia o célebre Edgard Cayce e também para corrigir e reescrever a História humana.

A senhora Denton, nas ‘conclusões’ do livro do marido, afirma que, às vezes, tinha a visão de quadros estáticos, em outras os mesmos mostravam-se em altíssima velocidade; sentia ausência de gravidade e sua vontade era nula.

Hermínio de Miranda encerra o livro se perguntando: se um fragmento de rocha pode conter as mesmas informações do todo, “Seríamos nós hologramas de Deus? Ou Deus seria, ele próprio, um holograma imenso e nós, a ínfima fração desse holograma?

“Memória Cósmica”, excelente livro para saciar a curiosidade sobre o passado e o presente, sobra o poder anímico de viajar no tempo e a imanência de Deus e do homem no universo.

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