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Jornal Comunica Ação Espírita | 135ª edição | 09 de 2019.

O ser humano como confluência entre Ciência e Religião

  • Mesa de abertura 5º SimpAME-PR Divulgação AME-PR Mesa de abertura 5º SimpAME-PR Divulgação AME-PR
  • Palestrante Paulo César Fructuoso (à dir.) e o casal Oscar Veiga e Verenice Teresinha Uhlik Palestrante Paulo César Fructuoso (à dir.) e o casal Oscar Veiga e Verenice Teresinha Uhlik

A quinta edição do Simpósio da Associação Médico-Espírita do Paraná foi no fim de semana 20 e 21 de setembro, mais uma vez no Teatro da Federação Espírita do Paraná. O tom foi o mesmo em todas as explanações e de conformidade com o título da “Mesa Redonda” da sexta-feira: “Um novo olhar da Medicina para um novo ser humano”.

A abertura contou com a presença, entre outros, do presidente da Associação Médica do Paraná, Nerlan Tadeu de Carvalho; o vice-presidente da FEP, Luiz Henrique da Silva, Laércio Furlan, fundador e ex-presidente da AME-PR e representantes da Unimed Curitiba, Centro Médico Homeopático Samuel Hahnemann e Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná.

Pode-se resumir todo o evento em apenas três palavras: pensamento, mediunidade e quântica. Em torno da primeira delas, por exemplo, girou a exposição que abriu o evento sob responsabilidade do médico Carlos Roberto de Souza Oliveira, de João Pessoa-PB. O tema: “Pensamentos e atitudes para uma saúde integral”.

Mas a importância do cultivo de pensamentos bem disciplinados – e sentimentos - para a manutenção e recuperação da boa saúde foi repetidamente mencionada nas falas de outros expositores.

Já a mediunidade foi abordada em mais de um contexto. Décio Iandoli Jr. falou em aspectos dela do ponto de vista da neurofisiologia, incluindo sintomas físicos experimentados por muitos médiuns como taquicardia, aumento de glicemia e cortisol e do tônus muscular e a informação de que as mulheres emitem mais ectoplasma do que os homens.

Segundo o expositor, a glândula pineal diretamente envolvida com a produção do fenômeno mediúnico, produz hormônios, mas é também receptora do campo magnético do agente espiritual, enviando depois para o tálamo que distribui as percepções a diferentes regiões do cérebro.

Já Paulo César Fructuoso, em suas duas apresentações, uma na sexta-feira e outra no sábado, colocou ênfase em suas experiências de estudos no Lar Frei Luiz, no Rio de Janeiro, onde, de cirurgião cético, rendeu-se aos fatos das curas mediúnicas, especialmente as realizadas através de espíritos materializados.

Arriscou hipóteses como a de que os espíritos se “teletransportariam” de algum universo paralelo para atuarem materializados entre nós e passou o cálculo de que a energia contida nestes processos para uma pessoa de 85 quilogramas, segundo a equação de Einstein, seria equivalente a 141 mil bombas atômicas iguais às de Hiroshima.

A terceira palavra que dominou as temáticas foi “quântica”, presente não só nas duas exposições do físico André Luiz Oliveira Ramos que participou pela terceira vez consecutiva do evento da AME-PR, mas também pipocando a todo momento aqui e ali nas falas dos demais.

Consciência não-local, colapso e emaranhamento ou entrelaçamento quântico, dezenas de experiências citadas realizadas por renomados pesquisadores mundiais cujos resultados caminham nas últimas décadas para uma confluência entre ciência e religião, matéria e espírito, cérebro e mente. 

Impressionante também o fato de os expositores encontrarem nas obras do mentor André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, tantas informações de cunho científico e que vêm agora, aos poucos, sendo confirmadas pela ciência.

“No Mundo Maior” (1947), “Ação e Reação” (1957), “Evolução em dois mundos” (1958), “Mecanismos da Mediunidade” (1960) foram as mais recorridas adiantando revelações em pelo menos meio século com altíssimo grau de precisão e transformando o seu autor, mais que um repórter do além, em autêntico cientista. Não por coincidência, também ele, André Luiz, foi médico na sua última passagem pela Terra.

Carlos Roberto Oliveira, em sua segunda apresentação, no sábado à tarde, discorreu sobre “Aspectos Psiconeurais da Evolução Moral do Ser Humano”. Começou pela Neuroteologia, tendo como contexto a psicologia evolucionária. Estudos revelam que formas sistemáticas de pensar sobre qualquer aspecto da vida acabam criando aquilo que chama de trilhas neurais, geradores dos automatismos, repetindo comportamentos, desejos, ideias. Tais trilhas, se positivas, devem ser incentivadas, porém, as negativas, como, por exemplo, tendências depressivas, precisam ser combatidas e alteradas.

“O autoconhecimento é um mergulho do consciente no inconsciente”, disse ele, acrescentando que este compõe 95% do iceberg da nossa bagagem imortal. E lembrou dos três andares cerebrais mencionados por Emmanuel, alertando de que não se pode estacionar em nenhum deles. Caso se permaneça somente no primeiro, o indivíduo fica preso ao primitivismo. No segundo, viverá apenas para o atendimento das necessidades imediatas. E, caso se demore no terceiro, se perderá na contemplação mística. “Precisamos das experiências do passado para construir no presente e conquistar os valores do futuro”, finalizou o expositor.

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