ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 138ª edição | 03 de 2020.

Editorial

 

Coronavírus: duríssima provação coletiva

No momento em que fechamos esta edição a situação no país já é muito grave e beirando o caos. Governos estaduais e municipais radicalizam as medidas preventivas ou de controle à disseminação do coronavírus que não para de fazer vítimas em ritmo assustador e crescente em muitos países do mundo.

Todos temos recebido a cada instante, maciça e perturbadoramente, informações sobre tudo o que acontece enquanto somos coagidos obrigados a nos tornar prisioneiros de nós mesmos, proibidos de trabalhar, estudar, viajar e se divertir.

Culpa de quem? De autoridades negligentes ou com excessos de zelo? De políticos irresponsáveis em alguma parte do mundo? Dos hábitos culturais na alimentação que permitiram o aparecimento do microscópico agente da doença que traz pânico, sofrimento, mortes e consequências econômicas ainda longe de ser mensuradas?

Algumas respostas começam a surgir juntamente com especulações, boatarias e desinformações. Certamente a humanidade ainda terá assunto para muitos meses, talvez anos, sobre tudo o que está sucedendo neste quase Ano-novo e que já parece curvado pela fadiga de tanta preocupação e desgaste.

Ainda ontem, aqui neste espaço, na edição de novembro-dezembro recomendávamos: Se não devemos ter ilusões de que tudo será maravilhoso e perfeito, também não devemos abandonar o otimismo, primo psicológico da fé religiosa ou nascida da convicção na intimidade do ser.

Não é, pois, pelo fato de estarmos sendo submetidos a uma duríssima provação coletiva que vamos esmorecer e abandonar nossas crenças ou romper os elos com o Criador. De tempos em tempos, ao longo da História, enfrentamos, talvez muitos de nós mesmos revestidos de outras personalidades, situações parecidas e as vencemos, ainda que com o elevado preço de perdas de milhares ou milhões de vidas em relativo curto intervalo de tempo. Agora não será diferente.

 

O fato é que para quem tem “olhos de ver e

ouvidos de ouvir”, uma verdade cresce aos 

olhos: a pequenez humana diante do universo

e de Deus. Até agora o homem tem driblado a 

própria ignorância, os leques de intolerâncias,

sua miserabilidade espiritual e, com isso,

evitado possíveis males aniquiladores como uma

 guerra nuclear... bastou um microrganismo surgido

do nada para obrigá-lo a curvar-se diante de um

 poder com qual não sabe e não consegue lutar.

 De um momento para outro, dobram-se-lhe os

 joelhos, o orgulho vai ao chão.

 

Naquele recente Editorial, em outro trecho, dizíamos: “(...) mobilizar as forças próprias reforçadas pela inspiração do Alto para tornar o ano que se avizinha mais enriquecedor, mesmo em meio às tempestades e... apesar de todas as mazelas pessoais, familiares e sociais, expressarmos gratidão pelo tempo de vida ainda concedido aqui na Terra”.

O fato é que para quem tem “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, uma verdade cresce aos olhos: a pequenez humana diante do universo e de Deus. Até agora o homem tem driblado a própria ignorância, os leques de intolerâncias, sua miserabilidade espiritual e, com isso, evitado possíveis males aniquiladores como uma guerra nuclear. E segue em frente, arrogante.

Porém, bastou um microrganismo surgido do nada para obrigá-lo a curvar-se diante de um poder com qual não sabe e não consegue lutar. De um momento para outro, dobram-se-lhe os joelhos, o orgulho vai ao chão. 

Ricos e pobres, poderosos e cidadãos comuns, pessoas de bem e os perturbadores da ordem, todos, sem exceção, diretamente ou não, são obrigados a mudar hábitos, renunciar à rotina da vida comum, marcada pela falta de tempo à reflexão, atenção aos outros e suas ocupações fúteis. O planeta estagna, seres humanos e a economia mundial agonizam.

Nessa hora, mais do que nunca, temos que revelar a nossa fé no poder superior do Criador. Se já sabemos, devemos dar o testemunho, lúcido e destemido. Racional, lastreado no bom senso e na prudência, porém, jamais permitindo que as emoções e sentimentos, as palavras e atitudes, resvalem para o desespero, para o envolvimento com o pessimismo, desalento ou revolta.

Quanto aos porquês disso agora, teremos muito tempo para analisar e tentar compreender. Mais importante é a serenidade e a contribuição individual, ainda que custosa ao corpo, à mente e ao coração, para que a família humana, tão tristemente dividida, volte-se para o amor e a autêntica fraternidade.

 

 

 

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