ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 84ª edição | 03 de 2011.

Autorretrato

Resumo da entrevista com Merhy Seba, extraordinários

casos de  estigmatizações, a estreia da ADE-PR na  TV,

opiniões de Chico Xavier e Divaldo sobre a ortotanásia

 

            O 5° ano de circulação do “ADE-PR Informatvo”, referente ao bimestre junho-julho de 20001, trouxe em destaque na matéria de capa a notícia da participação da instituição no programa televisivo “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. A parceria firmada com o produtor Rubens Côrrea previa o pagamento de uma das cotas financeiras para manutenção do programa e, em contrapartida, o uso de um tempo mínimo mensal por parte da ADE para divulgar suas notícias e tratar de temas doutrinários. A primeira apresentação ocorreu no dia 26 de maio, três meses depois da estreia do “Evangelho...”.

 

            O Editorial fez interessante análise da prece de Pai Nosso. Sob título “O pão nosso: pedir ou conquistar?”, mencionou que a versão conhecida de todos elaborada por Jesus, no livro Evangelho Segundo o Espiritismo possui maior desenvolvimento inspirando profunda reflexão sobre seu amplo significado.

            Nas palavras “Dai-nos o pão de cada dia”, esclarece Allan Kardec, o pedido deve ser para Deus secundar a obter o necessário, mas não para quem se compraz na ociosidade ou procura o supérfluo. Fornece a razão do trabalho material e espiritual que é o de exercitar a inteligência do homem. O pão espiritual – explicava o texto – é constituído pela paz, coragem, serenidade, inteligência, amizade, realização pessoal, felicidade, etc e “... o espírita consciente deve pautar sua atuação, dentro da casa espírita ou fora dela, não como um fardo imposto por necessidade salvacionista, muito menos de caráter expiatório, ainda que vez por outra, certas tarefas possam assumir tal conotação”.

            Mais adiante faz notar que “Da mesma forma como a falta do alimento do corpo carnal pode levar à desnutrição seguida da inanição e até da morte, a falta do pão do espírito gera muitas vulnerabilidades íntimas que não tardarão a se expressar também no físico, mas alerta sobre os perigos do inverso, onde, para a equivalente gula causadora de enfermidades como a obesidade e o enfarto, as práticas religiosas exageradas podem conduzir ao fanatismo com os prejuízos conhecidos.

 

            Ainda na página 02, a seção “Cantinho Científico” tratou das Intrigantes manifestações dos estigmatizados, fenômeno mediúnico de efeitos físicos em que o médium produz no próprio corpo marcas sobre a pele como letras, sinais, chagas, etc. Na verdade, há três grupos de fenômenos: as somatizações, as telergias e as teleplastias.

 

            “Sob o influxo dos centros neurovegetativos, especialmente o hipotálamo, recursos energéticos e protoplasmáticos são acionados pela mente do próprio indivíduo ou de espíritos desencarnados que resultam numa projeção psicocinética. Há conversão de energia psíquica em energia física”. A própria classe das somatizações subdivide-se em fenômenos como as dermografias, a invulnerabilidade, a atoxinia, as curas, a transfiguração e onde se enquadram ainda as citadas estigmatizações. As marcas da Paixão de Cristo são exemplo destas últimas.

 

            O artigo cita nomes de médiuns como Olga Kahl estudada por Osty e Charles H. Foster mencionado por Conan Doyle. E Francisco de Assis e a descrição que dele fez Lombroso. Outro caso é o do aldeão mau caráter Francisco Santoni e do italiano Giorgo Bongionni em 1989 a quem sucedeu várias marcas após uma visão ao visitar um santuário. Apareceu-lhe uma cruz nos pés em 1991; um cálice nas costelas em 1992; outra cruz na testa em 1993. Declarado mentalmente saudável, os ferimentos possuíam rapidíssima coagulação do sangue e com perfume de rosas.

 

            Nas páginas centrais daquela edição n° 25, publicamos entrevista com Merhy Seba, pós-graduado em Marketing e Propaganda, atualmente diretor de Comunicação Social da Federação Espírita Brasileira. Perguntado sobre o que fazer para não recorrer à improvisação na área da divulgação espírita sem arriscar perder oportunidades de trabalho que não podem esperar melhor planejamento, o entrevistado disse que a improvisação é inaceitável para atividades regulares. “Esporadicamente” admite-se o uso somente da boa vontade; mesmo assim com um conhecimento mínimo do que se pretende realizar.

 

            Sobre qual o veículo mais eficiente para divulgar o Espiritismo, explicou que todos são bons desde que identificadas suas especificações como cobertura, audiência, custos. Na suposição de que Allan Kardec estivesse reencarnado e na posse de dez milhões de reais, o que faria ele: aplicaria em assistência e promoção social ou na divulgação do Espiritismo? Esta foi uma das questões do entrevistador. Eis o que Merhy respondeu. “Se ele me solicitasse uma sugestão, diria para fundar um instituto de pesquisa e ensino da comunicação, destinado à análise comportamental, levantamento de dados sobre a mídia e estudos avançados sobre a ciência da comunicação”.

 

            Sobre cobranças para participação de eventos como congressos espíritas, exprimiu ser justas para cobertura das despesas, desde que não sejam elevadas. Ao encerrar, submetemos Merhy ao JOGO RÁPIDO, proposições variadas, algumas pessoais, para serem respondidas em poucas palavras. Destacamos: para um político (encarnado ou não), citou Winston Churchill; o periódico mais apreciado citado foi a Revista Internacional de Espiritismo; filme preferido – Gandhi, criança, definiu como um desafio e o ‘produto Espiritismo’ como ‘uma nova era para a Humanidade’.

 

            Na última página, apareceram três tópicos. Um deles, longa nota de retificação quanto ao número correto de pessoas envolvidas com trabalho voluntário no Brasil. Duas edições antes o jornal informara que esse número era de 40 milhões, número divulgado pela TV Globo. Dois meses depois após outra veiculação do mesmo canal corrigiu para 250 mil.

 

            Noticiou-se também a data de 29 de julho daquele ano (2001) para o lançamento oficial da campanha da ADE-PR sobre leitura e assinaturas de periódicos espíritas. A data do evento, marcado para o Teatro da FEP, estava relacionada com o Dia da Imprensa Espírita, comemorado no dia 26, aniversário de Luiz Olympio Telles de Menezes, fundador do primeiro jornal espírita brasileiro, em 1869.

 

            A matéria frisava a importância de tal iniciativa e convocava à sua participação os dirigentes de Casas Espíritas e responsáveis pelos próprios periódicos, no fundo os maiores beneficiados. Avisava que após o lançamento e quando do envio da edição seguinte do nosso jornal, seriam anexadas listagens dos principais periódicos existentes e detalhes de como se tornar assinantes deles.

 

            O último texto da edição possuía o título “Eutanásia: nem sempre os espíritas são contrários” e fazia referência à seção “Espiritismo e os fatos atuais” do site da ADE-PR (www.adepr.org.br), constituída de vários artigos especiais, entre eles o supracitado.

 

            Especificamente sobre a eutanásia, foram citadas eminentes lideranças do Movimento Espírita como Divaldo Franco, Richard Simonetti e o próprio Chico Xavier que já haviam prestado declarações favoráveis ao desligamento de aparelhos quando só resta a vida vegetativa e sem perspectiva alguma de retorno à vida consciente. É o que atualmente se denomina de ortotanásia..

 

 

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