ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 84ª edição | 03 de 2011.

A alma dos animais

Por Wilson Czerski

            Animais não têm alma ou espírito, mas princípio inteligente que se desenvolve nos reinos inferiores da natureza. Este ensinamento está sintetizado na questão 540 de “O Livro dos Espíritos”: “... É assim que tudo serve, tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele mesmo começou pelo átomo...”.

            A transição para a Humanidade ocorre aqui mesmo na Terra ou, mais comumente, em mundos inferiores ao nosso. De qualquer forma sua preparação ocorre na dimensão espiritual com adaptações do corpo energético. Os animais, por não possuir o pensamento contínuo, somente fragmentado, não possuem as faculdades da razão como o raciocínio e memória.

Sem isso não podemos falar em consciência, livre-arbítrio, responsabilidade moral ou sujeição à lei de Causa e Efeito. Logo, nos animais não há expiações ou provas e suas dores atendem aos determinismos evolutivos.

Para que este princípio inteligente ou espírito em potencial desabroche para a humanidade, permanece mais do que nunca o imperativo das múltiplas existências ou reencarnação.

            Embora no item 283 de O Livro dos Médiuns e também na Revista Espírita informe-se que a mesma se dá de modo imediato à morte, inúmeros autores desencarnados e encarnados, inclusive Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, na obra “Atualidades do Pensamento Espírita”, afirmam o inverso.

Mas seriam apenas alguns e não todos os animais que permaneceriam certo tempo no mundo espiritual auxiliando os espíritos em atividades diversas. Destes, destaque para as aves, cavalos, cães e muares. Estas referências estão em “Nosso Lar” (cap. 33), “Os Mensageiros” (cap. 28), entre outras. Mas em “Evolução em Dois Mundos” (cap. 12), consta que pode haver a dilatação da vida latente levando o animal à letargia ou hibernação espiritual.

Pela inexistência do pensamento contínuo, os animais são incapazes de comandar o corpo perispiritual e sem ter o que fazer como desencarnados, seriam atraídos à reencarnação quase que imediatamente, respeitadas as exceções já mencionadas.

Outra questão controversa é sobre a existência ou não da faculdade mediúnica nos animais. José Herculano Pires, em nota acrescida a “O Livro dos Médiuns” deixa claro esta impossibilidade, argumentando que a incompatibilidade fluídica entre os corpos energéticos do homem e dos animais invibializaria a transmissão de mensagem entre eles. Porém, é fato que tanto médiuns são capazes de perceber a presença de almas de animais desencarnados, normalmente pela vidência ou clarividência, como certos animais parecem registrar a companhia de humanos na mesma situação. Tal ordem de fatos por parte de animais vivos seria classificada como animismo e não mediunismo.

 

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2021 / Desenvolvido por Leandro Corso