ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

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Jornal Comunica Ação Espírita | 93ª edição | 09 de 2012.

Autorretrato

                      A doação de livros da ADE-PR às escolas; eleições sempre deveriam interessar aos espíritas; a qualidade do melhor médium; o que são e quais os tipos de somatizações

 

     O principal destaque da edição n° 34 do “ADE-PR Informativo” (novembro-dezembro de 2002) foi a matéria na primeira página a respeito da doação de livros às bibliotecas de escolas da capital paranaense, estendendo-se também às das instituições de ensino superior de todo o Estado.

     Na primeira fase – explicava o texto – seriam contempladas as escolas públicas do ensino fundamental que contassem com as classes de 5ª série em diante e as de ensino médio. Na segunda fase a distribuição alcançaria as escolas da Região Metropolitana e, por fim, as faculdades e universidades, particulares e públicas.

     Entre as cinco obras escolhidas, estavam as três principais escritas por Allan Kardec, Codificador do Espiritismo: O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Livros dos Médiuns. Completavam a relação um livro de iniciação espírita e um romance.

     Note-se que, tais livros que, de fato, acabaram sendo entregues conforme o previsto, exceto os da segunda fase, eram todos novos, adquiridos às expensas de recursos próprios da ADE-PR e contando com a colaboração da Federação Espírita Brasileira que doou as Obras Básicas de Kardec.

     Enquanto a ADE-PR encetava uma campanha que visava disponibilizar as escolas de Curitiba, estaduais e municipais, com livros espíritas, na página 02 informávamos que a Prefeitura havia se recusado a fornecer autorização para a realização de Feiras do Livro Espírita.

     Enquanto em outras cidades e estados o governo municipal não só aceita como incentiva este tipo de evento por reconhecer seu aspecto cultural e social, aqui, há mais de dez anos não se consegue oferecer livros espíritas em logradouros como uma praça. A alegação é a existência de pareceres sobre uma lei de 1953 e um Decreto de 1987. Interessante que entre os anos de 1995 e 2001 a ADE-PR conseguiu a permissão para fazer as FLEs duas ao ano!

     O Editorial destacava a importância de uma campanha nos moldes da que a ADE-PR então iniciava. Colocar livros espíritas nas bibliotecas das escolas cumpria bem o papel de uma Associação voltada à divulgação por oportunizar que jovens alunos tivessem seu primeiro contato com a Doutrina Espírita. Mas também os professores poderiam se beneficiar.

     Mais relevante, ainda, a aproximação dos universitários – futuros médicos, odontólogos, psicólogos, jornalistas, pedagogos, advogados e tantos outros profissionais que talvez, mesmo num encontro fugaz com o conhecimento espírita, durante a sua formação acadêmica, podem ter despertados valores compatíveis com a ética e princípios doutrinários gerais.

     Tal como agora avizinhara-se um pleito eleitoral, com as diferenças de que a edição do jornal circulava já após a realização do mesmo, além de se destinar à renovação do Legislativo estadual e federal e presidência da República. Por isso, talvez mais importante agora relembrarmos algumas ideias então veiculadas na matéria “Ainda a propósito das eleições”.

     O jornal que já se reportara ao assunto no Editorial da edição anterior, convocando os espíritas à participação, relembrava agora que “O objetivo não é construir uma ‘bancada espírita’... porém o direito e dever de valorizarmos o voto e, se possível, apoiar a ousadia de companheiros capazes de expressar as ideias que esposamos e, principalmente, pelo exemplo, os ideais de renovação social baseada nos princípios de justiça e fraternidade e os demais que compõem a Doutrina Espírita”.

     E mais adiante: “Assim como o espírita médico, psicólogo, advogado, professor, administrador, comerciante, jornalista, atleta, artista ou de qualquer outra formação profissional, pode veicular os princípios espíritas e com isso influenciar o meio social em que atua, o espírita político encontrará espaço e oportunidade, com dificuldades mais ou menos intensas tanto quanto aqueles, para também fazê-lo. Nada de temores, timidez, recatos excessivos ou omissões”.

     Das dez questões do “Teste Seus Conhecimentos” da página 06, rememoramos três delas, com as respectivas respostas na página... (??) desta edição. 

     1 – Além de Jesus, três discípulos presenciaram a manifestação mediúnica de Elias e Moisés no Tabor: a) André, Tiago e Felipe; b) João, Tiago e Pedro; c) Pedro, Mateus e Tomé; d) João, Bartolomeu e Simão, o zelote.

     2 – Segundo Kardec (item 226 de O Livro dos Médiuns) o melhor médium é aquele que:

     a) possui grande desenvolvimento moral e intelectual; b) é capaz de receber comunicações de qualquer tipo de espíritos; c) que simpatizando somente com bons espíritos é enganado menos vezes; d) pratica o evangelho e atua também em outras áreas como na tarefa de passes e assistência social.

     3 – Considerado um dos precursores do Espiritismo, viveu na Suécia entre 1688 e 1772, influenciando vultos da literatura como Göthe, Balzac, Baudelaire e outros:

     a) Sócrates; b) Emmanuel Swedenborg; c) Arthur Conan Doyle; d) Pestalozzi.

     Na página 07, na seção “Cantinho Científico”, o tópico abordado foi “Somatizações”, que compõem, juntamente com as telergias e a teleplastia, o segmento de mediunidade de efeitos físicos. “Sob o influxo dos centros neurovegetativos, especialmente o hipotálamo, recursos energéticos e protoplasmáticos são acionados pela mente do indivíduo ou de espíritos desencarnados que resulta numa projeção psicocinética”. Ou seja, há conversão de energia psíquica em energia física.

     As somatizações, ao contrário das telergias e teleplastias, estão, como a própria denominação sugere, limitadas ao corpo físico (soma) do sensitivo ou médium. Dentre os fenômenos deste grupo podemos citar as dermografias, estigmatizações, incombustibilidade, invulnerabilidade, transfiguração, atoxinia, etc.

     Exemplo de incombustibilidade encontramos em registros de ocorrências com Daniel Douglas Hume que, controlado por Charles Richet, o pai da Metapsíquca, colocava o rosto entre as brasas da lareira e a mão inteira no fogo – sem sofrer queimaduras.

     Quanto à invulnerabilidade, a matéria ilustrou com o caso do faquir Mirin Dajo que, sob supervisão médica, controle fotográfico e radiográfico, fazia-se atravessar, em sentido ântero-posterior, por um florete não esterilizado de 90 centímetros, transfixiando coração, pulmões, fígado, estômago e rins. Não se verificavam hemorragias ou infecções. Este caso, em particular, poderia ser explicado também pela auto-hipnose, porém a psicocinesia não está excluída.

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