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Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 104ª edição | 07 de 2014.

Livros que eu recomendo

Por Wilson Czerski

O livro de Luiz Gonzaga Pinheiro, publicação Editora EME, foi lançado em 2000 e contém 294 páginas. Como outros aqui apresentados, não é indicado para iniciantes, mas aos estudiosos do Espiritismo. “Tendo como ponto de partida o “corpo” mental, que seria a verdadeira sede dos registros que acompanham o espírito em sua viagem através da vida imortal, o professor e pesquisador... traça uma didática narrativa de um assunto complexo...”, é assim que consta num dos parágrafos da contracapa.

É dividido em duas partes. Na primeira destacam-se inicialmente temas como o fluido universal, a radioatividade, animalização da matéria e a interação com o princípio inteligente nas formas primitivas da vida material.

Com base no capítulo III de Evolução em dois mundos, de André Luiz, afirma que os “elos perdidos” não são encontrados pelas ciências naturais porque as formas perispirituais sofreram adaptações fora da matéria, no plano espiritual. Discorre sobre o surgimento dos instintos e da memória biológica, no perispírito, e psíquica, no espírito. E a evolução segue rumo à humanização, degrau a degrau, na escala de seres cada vez mais complexos. O capítulo VI de A Gênese, item 19, já trazia essa informação da ‘série divinamente fatal dos seres inferiores’.

Com a chegada do princípio inteligente à fase de humanização, já se pode falar em cérebro perispiritual, em pensamento contínuo capaz de operar como agente modelador, criando ideoplastias somáticas, como no caso dos amputados, ou de alimentos, vestes e grandes construções. E também as responsabilidades da ação dessa força criativa através da ‘lei cármica’, repercutindo nas reencanações seguintes.

Os últimos capítulos dessa primeira parte são dedicados a especificar o perispírito, seus aspectos gerais, a interação com o sistema nervoso, a existência do corpo vital ou duplo etérico, resultante, segundo, ainda, André Luiz em Mecanismos da Mediunidade, de ‘emanações neuropsíquicas’. Levanta a questão de o perispírito acompanhar sempre o espírito, mesmo que este já esteja puro, ou desaparecer em algum momento da evolução. No livro Libertação há notícias sobre a perda do perispírito. Se assim for, a memória teria que estar, na verdade, no espírito.

Na primeira parte do livro o estudo é teórico, mas não na segunda. Luiz Gonzaga Pinheiro apresenta o resultado de experiências tratando do tema diretamente com os espíritos. Começa tirando dúvidas com seus instrutores a respeito do perispírito no caso de acidentados e suicidas. A questão central é saber se o perispírito pode ou não sofrer desagregação parcial ou total, cabendo sempre a reconstrução do mesmo pela ação do corpo mental.

Esse conhecimento prático não foi adquirido somente por respostas dadas pelos instrutores, mas por descrições dos mesmos sobre as tarefas em plena execução por equipes de socorristas encarnados e desencarnados. Membros como um braço, eram reconstituídos pela manipulação de energias fornecidas pelos médiuns somadas às dos próprios espíritos, ação esta secundada por magnetização mental capaz de desfazer ou refazer condicionamentos pela reintegração do membro perdido na última encarnação.

Outro grupo de casos envolvia as mortes prematuras, abortos, obsessão pós-parto, as consequências no perispírito para uma abortista. Como em outras descrições dessas sessões práticas, mesmo sem se colocar em dúvida a seriedade do autor, algumas revelações mereceriam ser melhor testadas. Como a de uma mulher grávida assassinada. Um médico espiritual teria feito o procedimento do parto e o espírito que fora impedido de reencarnar seria tratado para “crescer” e sofrer cirurgia reparadora. Também o espírito da mãe receberia atendimento restaurador. A morte da mãe em tais circunstâncias estaria previsto, mas somente após dar à luz e fora precipitada por um antigo inimigo.

O que acontece com o perispírito de alguém que desencarna pelo suicídio com arma de fogo ou por enforcamento? Como os espíritos operadores, com ajuda do próprio interessado, conseguem remodelar o perispírito de modo a minorar as sequelas dele quando da nova reencarnação?

O capítulo seguinte é dedicado a narrar os processos de vampirismo envolvendo parceiros encarnados e desencarnados em práticas sexuais desregradas e outras ações protagonizadas por usuários de drogas ou em manifestações homossexuais de origem também em crimes passionais e de vingança. Na página 207, os próprios instrutores alertam para que tais relatos não sejam tomados como “fantasias, histórias de horror ou ficção macabra”.

Luiz Gonzaga apresenta resumo descritivo do perispírito em gêneros diferentes de morte e suas deformações, após a desencarnação, quando residentes em regiões que correspondem ao Umbral de André Luiz. Escreve sobre as causas de rejeição em transplantes: obsessão de doador involuntário, enfermidade cármica do receptor, isto é, a matriz perispiritual defeituosa, rejeição mental do paciente e a possível contribuição negativa dos fluidos densos da equipe médica para o fracasso da cirurgia. Há os casos em que rejeição se deve à inferioridade moral do doador.

Como frisamos parágrafos atrás, algumas dessas revelações oferecidas pelos instrutores espirituais do experimentador devem ser recebidas com reservas, pois, além de carecer de ratificações por meio de outras comunicações mediúnicas, em certos casos, até as contrariam ou causam estranheza ao que já se conhece a respeito. 

É o caso da informação de que o último plexo nervoso a ser desligado no momento da desencarnação seria o cardíaco. Contradiz a informação de André Luiz que afirma ser o cerebral. Ou a que dá conta de que no caso de um cérebro físico esfacelado por uma explosão, isto afetaria também o do perispírito. Para permitir a próxima reencarnação, os espíritos construiriam um novo cérebro perispiritual a ser implantado ao modelo do corpo, mas sem a intervenção do corpo mental do ‘paciente’ uma vez que sua “consciência está muito fragmentada e ele não consegue raciocinar”.

Não faltam informações sobre a modelagem de perispíritos de xifópagos, um caso real de socorro a vítimas de explosão de um avião, a afirmação de que a Hiroshima foi um resgate coletivo, ex-suicidas com vida longa ou muito breve e até abortados.

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