ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 104ª edição | 07 de 2014.

Perguntas & Respostas

Lembramos que esta coluna se faz com a colaboração dos leitores que podem enviar suas dúvidas para o nosso e-mail adepr@adepr.org.br , não havendo necessidade de identificação.Vamos à primeira pergunta: “Quando a pessoa morre, ela assiste o próprio velório?”

Isso ocorre com frequência e, ao contrário do que se poderia supor, parece não ter ligação com o fato de o espírito ser mais ou menos esclarecido sobre a vida pós-morte. Na questão 165 de O Livro dos Espíritos, ao comentar a resposta fornecida pelos Instrutores Espirituais sobre o estado de perturbação, mais ou menos intensa e prolongada, a que os espíritos recém-desencarnados são submetidos, Allan Kardec comenta a certa altura: Essa perturbação apresenta circunstâncias particulares, segundo o caráter dos indivíduos e, sobretudo, de acordo com o gênero de morte. Nas mortes violentas... o espírito é surpreendido, espanta-se... fica atordoado... Para ele morte é sinônimo de destruição... Certos Espíritos apresentam essa particularidade, embora a morte não lhes tenha chegado inesperadamente... todavia, é sempre mais generalizada naqueles que, apesar de doentes, não pensam em morrer. Vê-se, então, o singular espetáculo de um Espírito assistindo aos próprios funerais, como se fosse de um estranho... (negrito nosso).

Em O Céu e o Inferno, também de Allan Kardec, encontramos duas passagens em que espíritos afirmam ter presenciado o próprio velório. À página 206 (LAKE, 3ª ed.,1979), o Dr. Vignal, companheiro de Kardec na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e desencarnado a 27 de março de 1865, comunicou-se quatro dias depois. Quando indagado se estava desprendido durante a realização das cerimônias fúnebres prestadas à sua alma, respondeu afirmativamente, tendo se sensibilizado com as preces proferidas em seu favor.

Antes disso, na véspera do enterro, um médium vidente disse que via um cadáver “no qual se opera um trabalho extraordinário; dir-se-ia uma quantidade de massa que se agita e alguma coisa que parece fazer esforços para se lhe desprender, encontrando, contudo, dificuldade em vencer a resistência. Não distingo forma de Espírito bem caracterizada." Vidigal ainda acrescentou na comunicação que só havia deixado completamente o corpo quando ele baixou à terra.

Na página 332 consta outro testemunho. O mendigo Max, morto em 1850, na Baviera, narra, na forma de sonho, à filha do proprietário de um castelo onde fora alojado, que em encarnação anterior, há cerca de um século e meio, vivera como rico e poderoso nobre entregue aos vícios e que tivera funerais suntuosos, mas que nenhuma lágrima fora derramada, nenhuma prece feita por ele.

Uma segunda pergunta: “Sempre reencarnamos na mesma família?”. Nem sempre, embora seja bastante comum que isto ocorra porque a convivência sob o mesmo teto em uma encarnação, em geral, cria necessidades de reencontro, seja para reajustes, seja por desejos de dar continuidade a projetos de trabalhos e comum.

Mas, muitas vezes espíritos encarnam em determinados lares porque solicitaram um que os pudesse acolher e fornecer condições para atender a trabalhos especiais de retificação moral ou, mesmo missionários. Por sua vez, espíritos abnegados aceitam recebê-los a fim de colaborar com a sua evolução e aperfeiçoar as próprias qualidades.

Há, ainda, um número imenso de reencarnações em que os espíritos são completamente desconhecidos entre si, mas acabam se reunindo por uma afinidade de caráter, embora ainda bastantes inferiores. Para muitos essa situação é a das chamadas reencarnações compulsórias em que espíritos pouco avançados em moralidade e intelectualidade são encaminhados de volta ao mundo físico, atraídos e regidos simplesmente pelas leis biológicas, mas sem compromissos específicos de ordem espiritual com os pais.

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