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Jornal Comunica Ação Espírita | 104ª edição | 07 de 2014.

O valor da crítica construtiva

Por Carlos Augusto de São José

Todos os grandes heróis da humanidade nos deram provas sobejas de que é muito mais nobre advertir ao que erra, obrigando-o a pensar, do que, a pretexto de uma tolerância incabível, deixá-lo comprometer-se gravemente com as leis de Deus.

Para induzir os judeus a raciocinarem em alto nível espiritual, Jesus censurou-os, chamando-os de hipócritas e os advertiu, por cometerem graves erros. Mostrou-lhes a terrível responsabilidade que assumiam ante à Vida. Fez isto por amor.

Paulo, o grande, introdutor do bom senso na linha do pensamento religioso, lavrou ponderadas advertências à comunidade cristã quanto a manutenção do inapreciável tesouro evangélico em suas bases mais legítimas. Suas epístolas são ardoroso testemunho disto.

Kardec fez-se “O Operário da Razão” cotejando erros e acertos humanos, combatendo preconceitos, recusando dogmas, conveniências materiais e abominando todas as formas de limitação aviltante do pensamento. Tudo em nome de Cristo.

Emmanuel, André Luiz e outros lídimos benfeitores, por reiteradas vezes, mostram as desvantagens da aceitação cega, do amor piegas, da humildade aparente e demais sentimentos que confundem as criaturas, retardando seu crescimento interior.

Bezerra de Menezes já se referiu à “fraternidade festiva” que nada tem a ver com a verdadeira fraternidade pregada pela Doutrina Espírita.

Por quê? É que estes comportamentos superficiais e fantasiosos costumam conduzir a procedimentos condenáveis e afastam pessoas criteriosas, racionais, por não encontrarem substância no que veem e ouvem.  Nada disso seria possível sem a crítica construtiva. Não admitir esta realidade é considerar Jesus e os demais, agentes do mal. Inusitado absurdo!

A crítica elevada, feita por quem tem moral, conforme autoriza o Evangelho Segundo o Espiritismo (*) é a “candeia sobre o alqueire”, bem diferente da maledicência que desmerece e corrói.

O pregador, o escritor, o médium, o dirigente espírita são as novas expressões de um sacerdócio sublime que tem o inalienável dever de despertar consciências, sacudindo as de seu entorpecimento milenar.  A verdade com equilíbrio só fere àqueles que não absorveram o sentido mais puro do Espiritismo. A mentira e a acomodação são águas passadas no rio da religiosidade terrena.

Certa vez, um sacerdote, para provocar o apreciado teólogo Tomás de Aquino, disse ter visto um boi voando. Tomás respondeu-lhe que acreditava, porque preferia aceitar que o boi voasse a ter que admitir que um sacerdote mentisse.

Chico Xavier revelou recentemente ao articulista Carlos Bacelli, de Uberaba, que pagaremos um preço muito alto pelos desmandos cometidos contra Cristo, entre outras advertências.

 

Não é melhor ser humilde e aprender para acertar mais, do que ficar acusando de maledicentes os companheiros que da tribuna, pelo livro e pela página escrita lançam admoestações, aconselhando maior cuidado com os bens divinos? 

Referências

(*) Cap. X itens 19,20 e 21.

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