ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 107ª edição | 01 de 2015.

Autorretrato

A necessidade do Espiritismo assumir posição nos temas polêmicos;a Abrade na Campanha da Fraternidade; a coluna jornalística;a distância entre discurso e aparências  e práticas e realidades dos espíritas; e o fenômeno das duplas personalidades.

 

“As polêmicas atuais: aborto, eutanásia, células-tronco e a contribuição do Espiritismo para ao debate”, esta foi a chamada da matéria de capa da edição n° 48 do “ADE-PR Informativo”, correspondente ao bimestre março-abril de 2005.

O texto iniciava lembrando a declaração do Codificador de que a Doutrina Espírita toca todos os ramos do conhecimento. “Num mundo globalizado e extremamente dinâmico... o movimento espírita também tem que ser ágil, sem perder a prudência, para se manifestar junto à sociedade sobre o que nela acontece”.

E aí vinham os exemplos citados na manchete. Primeiro, o aborto em função da norma baixada pelo Ministério da Saúde em março daquele ano liberando as mulheres  para interromper a gravidez se a mesma fosse resultante de estupro desde que registrassem o BO policial.

O segundo tema foi a aprovação pela Câmara dos Deputados e posterior sanção presidencial de lei que autorizava as pesquisas com células-tronco embrionárias para fins terapêuticos. A palavra final veio depois com o STF.

Finalmente, o último item da pauta foi a determinação da justiça americana para que fossem retirados - a pedido do marido e contrariando a vontade dos pais -  os aparelhos de suporte vital de Terri Schiavo que assim a mantinham viva já há 15 anos, embora em estado comatoso.

O Editorial noticiou que a Abrade – Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo – havia formalizado a sua adesão à Campanha da Fraternidade daquele ano cujo lema foi “Solidariedade e Paz”. Para tanto, entendera-se com a Secretaria da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. Reproduziu-se o texto da referida instituição dando a conhecer sua decisão ao Movimento Espírita. Já da nossa redação extraímos o seguinte: O Movimento Espírita queixa-se do isolamento que lhe é imposto na sociedade, especialmente pelos demais segmentos religiosos. Talvez porque ele mesmo abdique de tomar a iniciativa de aproximação. Muita coisa poderia ser feita em conjunto... campanhas  de esclarecimento e prevenção contra as drogas; contra o aborto, pena de morte e eutanásia; sexualidade na adolescência e planejamento familiar; programas sociais.

A página 2 anunciava ainda que até o mês de outubro o periódico ampliaria de oito para doze o número de suas páginas e teria uma “cara nova”. Tal previsão tinha sua razão de ser nas comemorações do 10° aniversário da ADE-PR.

Em “Subsídios para a melhoria da imprensa espírita”, em seu tópico 30, analisou-se a coluna jornalística, “seção especializada publicada com regularidade e geralmente assinada, redigida em estilo mais livre e pessoal do que o noticiário comum”. Possui um título ou cabeçalho fixo e é publicada geralmente sempre à mesma página. Há vários tipos: editorial assinada - em muitos casos com boa redação e sólida argumentação; padrão - com assuntos de menor importância, com cerca de um parágrafo a cada um deles, frequentemente não assinada e produto de um indivíduo ou equipe; miscelânea – com variedades; aberta ao leitor; ensaio – reservada para periódicos especializados; bastidores da política, coluna social, etc. 

“Aparentemente, a coluna tem caráter informativo, registrando apenas o que está ocorrendo na sociedade. Mas, na prática, é uma seção que emite juízos de valor, com sutileza ou de modo ostensivo”. 

Na página 6, havia a notícia sobre a vinda a Curitiba do espírita Ricardo Di Bernardi, médico pediatra e homeopata, para falar sobre doação de órgãos. A pesquisa levada a efeito pela ADE-PR junto a algumas Casas Espíritas do Paraná e de Santa Catarina e pela internet estava em sua fase final e a palestra de Di Bernadi deveria marcar o início da campanha propriamente dita. A data para tal foi determinada para 28 de maio no C. E. Luz Eterna.

Artigo assinado na mesma página por Wilson Czerski sob título “Espírita: um ser estranho”, desnudou alguns comportamentos inadequados dos espíritas que, por estarem ainda em vias de realizar a sua transformação moral, incorrem em atos que refletem os atavismos trazidos de outras reencarnações ou influências do próprio meio.

É assim que, ao lado da conhecida generosidade, bom ânimo, calma, trato suave, coragem nas enfermidades e outras vicissitudes e tranquilidade ao lidar com a morte, apresentam, por exemplo, muitas vezes, falta de coerência entre discurso e atitude.

Seguia o texto: “Pessoas com muitos anos de doutrina, experientes, capazes de citar de cabeça capítulos, número de questões e trechos inteiros das Obras Básicas, coordenadores de estudos, dirigentes mediúnicos, lideranças “de peso”, oradores que acabam sendo apanhados em erros que eles mesmos não cansam de criticar... São empréstimos de dinheiro que não são devolvidos, envolvimentos extraconjugais, uso de artimanhas desonestas no trabalho, os próprios filhos que não conseguem ser convencidos a frequentar a evangelização, é a busca clandestina por socorro espiritual na forma dos condenados benzimentos e curas, as pequenas traições a companheiros, a falta de solidariedade...”

“São intolerantes – prosseguia mais adiante -, acusadores, julgadores, melindrosos, intransigentes, severos, perseguidores. Fraternidade, palavra vã. Orgulho sempre presente e luta desbragada pelo poder e lugar de destaque, ou seja, humildade zero... Aparências! Verniz angelical, ocultando caráter ofídico... Há os que adoram se fazer de difíceis e sumamente importantes... adoram fazer os outros esperar. Muitos não retornam os telefonemas... Envia-se uma mensagem pela internet e se o assunto não for de interesse do destinatário ou envolver alguma proposta de colaboração, mesmo não financeira... nem um NÃO. É ou não falta de educação? Fraternidade nem pensar!

E concluía: “Menos sorrisos artificiais e tapinhas nas costas, que estão mais para derrubar do que apoiar... O Espiritismo merece bem mais do que estamos fazendo nele e com ele”.

E na página 7, na seção “Cantinho Científico”, o tópico abordado foi Dupla Personalidade e dupla vista. As personalidades duplas ou múltiplas normalmente são frágeis e fugazes, pouco estruturadas. Em vez de emergirem do inconsciente somente vagas lembranças, impulsos, ideias ou sentimentos isoladamente, fragmentados, como ocorre com todos nós, derramam-se blocos de dados inteiros, provocando dissociação cerebral e comprometimento grave.

Não devemos confundir esse tipo de patologia com os processos obsessivos ou PI – personalidades intrusas, no linguajar de alguns profissionais da área. Aqui são entidades espirituais que, em maior ou menor grau, influenciam a mente do paciente enquanto no caso anterior são personalidades parciais ou totais de vidas passadas do mesmo indivíduo que se apresentam.

Já a dupla vista referida por Kardec equivale à clarividência, fenômeno anímico. Um cego pode ser vidente mas não possuirá a clarividência.

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