ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 107ª edição | 01 de 2015.

Lentes Especiais

As palavras sensatas de um juiz

O fato ocorreu no município de Tobias Barreto, interior de Sergipe, no mês de junho passado, mas vale ser mencionado. A mãe de um aluno cujo celular foi apreendido pelo professor por ouvir música com fones de ouvido durante a aula, entrou na justiça pleiteando uma indenização por danos morais alegando que o filho fora submetido a um “sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional”.

O juiz Eliezer Siqueira de Souza Junior negou o pedido afirmando que “o professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe.” “Ensinar – continuou ele – era um sacerdócio e uma recompensa. Hoje parece um carma”. 

Como o aluno havia descumprido uma norma do Conselho Municipal de Educação que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor, o juiz entendeu que não havia justificativa para a reivindicação da mãe superprotetora, muito menos por abalo moral visto que o aluno não usava o aparelho para trabalhar ou estudar.

“Julgar procedente esta demanda – aduziu o magistrado em sua sentença – é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os 'realitys shows', a ostentação, o 'bullying’ intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira. No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro herói nacional, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu 'múnus' com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor". 

É por essa razão que o Espiritismo insiste tanto na necessidade da educação integral. Esta, quando realizada em casa, prepara o aluno para absorver satisfatoriamente a instrução fornecida pela escola. Somos - pais, avós, educadores - coniventes e irresponsáveis ao permitir que alunos promovam quaisquer atos que prejudiquem o seu próprio aprendizado, com desperdício de recursos públicos ou dos próprios pais; vandalizem o local, agridam colegas e professores, usem entorpecentes. E seremos espiritualmente cobrados por isso.

Tal ocorre um tanto pelo nosso descaso e preguiça porque educar dá trabalho, requer tempo, exige atenção e disciplina; e outro tanto, é verdade, por algumas leis que tiraram toda a autoridade dos educadores e mesmo dos pais. Por isso, nossa sociedade corre perigo.

Já está se tornando cansativo ver os pais considerar que seus filhos são intocáveis, espécie de anjos puros que nunca erram e qualquer palavra já ofende e causa sequelas psicológicas. Está na hora de sermos menos condescendentes e mais realistas. Nossos filhos são seres que precisam de disciplina, conhecer limites e respeitar a ordem. Ponto final!

 

A sorte e o acaso na vida de Mailson da Nóbrega

Para nós espíritas torna-se quase obrigatório o uso dos termos acima no título entre aspas, pois sabemos que nada ocorre por acaso e que não há sorte ou azar, mas um atributo valioso do espírito denominado livre arbítrio, através do qual procedemos nossas escolhas pelo uso da razão, determinando para uma reencarnação futura e mesmo durante a atual, os acontecimentos que hão de sobrevir a nossa existência.

Infelizmente, muita gente, ainda que muito bem dotada intelectual e culturalmente, prefere ignorar tais princípios e, mesmo que sem maiores prejuízos à sua vida e participação social, acabam talvez seduzidos pelo orgulho ao negar uma manifestação divina.

O economista Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Economia no governo FHC, acaba de lançar um livro no qual relata experiências da área profissional, mas, também, sua trajetória pessoal. O resenhista de uma revista de grande circulação nacional afirma que ele usa “a própria e extraordinária história de vida, da infância na família pobre na Zona da Mata paraibana ao cargo mais importante da economia brasileira onde teve a sorte de ter cruzado seu caminho com uma professora rigorosa e capaz de dar-lhe base para prosseguir os estudos na capital, João Pessoa. Seu destino teria mudado definitivamente ao ser aprovado no concurso do Banco do Brasil que, naquela época, era um passaporte para a prosperidade”. 

O jornalista ainda enaltece a importância do esforço pessoal do ex-ministro para atingir o sucesso e o próprio Mailson acrescenta: “Só o acaso não é suficiente. Pode-se viver uma situação e não estar preparado para aproveitá-la”, pontos com os quais concordamos plenamente (grifos nossos).

É pena que tanto o autor da matéria como o economista usem destes termos impróprios, inexistentes no dicionário espírita, por subverter a lógica. Seria bem mais razoável que admitissem a interferência de Deus e de Espíritos benevolentes, protetores e familiares, supervisionando a composição de um destino que colocaria Mailson no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas, terreno fértil para frutificar seu esforço e talentos individuais.

Portanto, a nosso ver, faltou aí um pouquinho de conhecimento, de fé ou talvez de humildade.

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