ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 107ª edição | 01 de 2015.

Perguntas & Respostas

A primeira questão do bimestre é a respeito da conduta dos políticos, governantes e administradores públicos em relação à responsabilidade que assumem diante das leis divinas.

Num momento particularmente triste da história brasileira quando a mídia não para de escancarar o mar de lama que, com a força de um tsunami de imoralidade atinge toda a sociedade, é de se perguntar se resta alguma esperança.

Com o parágrafo acima iniciamos um artigo para jornal leigo publicado no dia 19 de junho de 2005. Pois parece que de lá para os dias atuais as coisas só pioraram. E muito. A questão 922 de O Livro dos Espíritos nos elucida que a felicidade, no que diz respeito à vida material, consiste na posse do necessário. Para os atores que hoje ocupam quase todos os espaços dos noticiários, essa afirmação dos Espíritos Instrutores deve soar como ingênua e causar boas gargalhadas.

Mas quando alguns deles se propõem a devolver cifras que atingem duas centenas e meia de milhões de reais, não podemos deixar de refletir sobre qual a razão de, em tendo tanto, insistirem em continuar arriscando de ser descobertos – como o foram – em vez de simplesmente usufruírem do já acumulado. Pessoas beirando a chamada terceira ou melhor idade, com expectativa de vida de mais duas décadas, como conseguiriam gastar tamanhas somas?

Naturalmente, para nós, o que mais interessa é, num primeiro momento, clamar por uma ação enérgica da justiça terrena. Não podemos, pura e simplesmente, baixar a cabeça numa resignação conformista e muitas vezes omissa somente porque confiamos na máxima de que a justiça divina nunca falha e, mais dia menos dia, fatalmente, alcançará os culpados.

Em hipótese alguma podemos esquecer as palavras dos Espíritos Superiores na questão 932 da obra já citada: “os maus tão frequentemente prevalecem sobre os bons porque são intrigantes e audaciosos – e como o são! – enquanto os bons são fracos e tímidos”. É assim que vamos nos comportar, os que se consideram honestos?

Entretanto, se apesar de todos os nossos esforços e exemplos, alguns ou muitos escaparem à justiça terrena, seja pela imperfeição das leis – que, aliás, deve ser outra fonte de batalha dos que almejam o estabelecimento da verdadeira fraternidade e justiça sobre a terra – ou por erros em sua aplicação, tranquilizemos a consciência porque estes nossos irmãos pervertidos pela ambição exacerbada e práticas lesivas ao corpo social, serão duramente penalizados.

Serão submetidos a extenuantes aprendizados, possivelmente obrigados a experimentar difíceis processos expiatórios na escassez de recursos materiais ou constrangidos a se desfazer compulsoriamente de bens em favor daqueles que estão subtraindo no presente. Eles e seus cúmplices, talvez até familiares que desfrutaram das benesses proporcionadas pela fraude e pelo roubo, todos serão envolvidos, na dimensão espiritual e, com certeza, em futuras reencarnações, nas tramas dolorosas de uma destinação engendrada por eles mesmos.

Não sabemos quem de nós teria ou já agora é capaz de repetir com o Cristo: “Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem”. Sim, sabem que agir assim está errado, é óbvio. Mas desconhecem a profundidade das consequências. Se soubessem que não ficarão impunes, que a reencarnação é uma lei natural e inexorável e que a justiça divina realmente não falha porque permite a acionamento da lei de causa e efeito para dar a cada um segundo o seu merecimento, eles não fariam o que estão fazendo.

A segunda pergunta proposta é “Os espíritos realmente podem ler nossos pensamentos?” Os que se encontram num estágio superior de desenvolvimento possuem essa capacidade, o que não significa que a exerçam de modo indiscriminado. Da mesma maneira que Deus é onisciente, isto é, tudo sabe porque está em todo lugar e nada é indevassável para ele, em grau sempre inferior, os Espíritos também podem fazê-lo. Mas note-se que Deus administra o Universo através de leis naturais e o fato de poder saber o que cada indivíduo pensa ou faz não implica necessariamente que ele se preocupe a cada momento com isso, incluindo os menores atos e pensamentos pueris ou desequilibrados, bem como expressões de sentimentos francamente inferiores.

Se não há necessidade real, os Espíritos bons não se imiscuem na intimidade dos indivíduos por respeito à sua privacidade. Sua interferência neste sentido tem sempre uma causa nobre objetivando algo de positivo e voltado para o bem e nunca para satisfazer a curiosidade ou causar constrangimento.

Também é fato que os Espíritos não precisam ler literalmente o pensamento porque a irradiação das energias ou fluidos em torno de cada indivíduo já reflete o que se passa em sua intimidade, ao menos em termos gerais. Pela simples observação da chamada aura é possível deduzir sobre a natureza e intensidade do que ele pensa e deseja, do tipo de vibração espiritual de que se nutre e exterioriza.

Já os espíritos inferiores não têm acesso aos pensamentos dos que lhes são superiores. Segundo informações deles próprios, sequer possuem acuidade visual para perceber a presença de entidades de um grau hierárquico superior.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2021 / Desenvolvido por Leandro Corso