ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

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Jornal Comunica Ação Espírita | 69ª edição | 09 de 2008.

A penetração das idéias espíritas nas massas fará das transformações para o Bem uma necessidade

Por Wilson Czerski

Eventos esportivos como as Olimpíadas proporcionam entretenimento mas também oportunidade para importantes reflexões. Por exemplo: torcemos pelas cores do nosso país, mas somos capazes de desejar o sucesso e se emocionar muito com atletas de outros países graças às demonstrações de dedicação, espírito de equipe, solidariedade, força de vontade, etc.

Aprendemos com os campeões e recordistas, mas também com os últimos que nunca desistem. Testemunhamos a superação da mente sobre o corpo rompendo os limites e partilhamos das lágrimas e sorrisos de vencedores e vencidos que, pela aceitação da superioridade alheia ou pelo gesto de erguer-se após a queda e recomeçar pensando já nos próximos quatro anos, torna-se um vencedor também.

E há muito mais. Espontaneamente são derrubadas barreiras lingüísticas, sociais, econômicas e religiosas. Quem não lembra de uma cena na Copa do Mundo de Futebol, na França, em 1998, quando norte-americanos e iranianos, inimigos no terreno político e ideológico, em demonstração de tolerância e desportividade, trocaram calorosos abraços aplaudidos de pé pelo estádio lotado?

Os Espíritos Superiores informaram a Allan Kardec que não seria o Espiritismo que transformaria a humanidade para o Bem, mas que a penetração das idéias espíritas nas massas é que faria destas transformações uma necessidade. Outra afirmação dá conta de que o Espiritismo não seria a religião do futuro, mas o futuro das religiões e isto merece reflexão profunda.

Os princípios espíritas - existência de Deus, imortalidade da alma, comunicabilidade dos espíritos, pluralidade das existências e pluralidade dos mundos habitados, além da evolução permanente e da lei de causa e efeito – irmanarão um dia todos os homens em verdadeira fraternidade com o aniquilamento das guerras, do egoísmo e da fome e demais mazelas morais que fatigam o homem.

Mudanças para muitos séculos, mas já a caminho porque os modelos materialistas puros ou de religiosidade de fachada estão esgotados causando desorientação, vazio e angústia. Na questão 789 de O Livro dos Espíritos, Kardec indaga dos Benfeitores Espirituais se o progresso reunirá um dia todos os povos da Terra numa só nação e a resposta é de que isto é impossível pela diversidade de climas, costumes, cultura e necessidades. Mas – acrescentam - a caridade não conhece latitudes nem fronteiras. Para tanto, basta que se utilize as leis de Deus como base das leis humanas.

É Kardec ainda que explica como o mundo pode se transformar em lugar de paz e felicidade. A Humanidade progride através dos indivíduos que se melhoram pouco a pouco e se esclarecem. Quando se tornarem numerosos o suficiente, tomarão a dianteira e arrastarão os outros consigo.

Mas para isso não podemos nos enquadrar, segundo o insigne Codificador, naquele “tipo de espíritas que só sabem admirar de longe a beleza das verdades contidas na filosofia mais espiritual que já se formulou”. Em suma: temos que ir à luta, trocar o homem velho, conforme Paulo de Tarso, pelo homem novo, educado segundo as leis divinas, e trabalhar no Bem porque o futuro começa sempre no presente.

Referências

Texto baseado na apresentação do quadro “ADE-PR Debates”, do programa “Espiritismo na Tv”, canais 05 da NET e 72 da TVA-Curitiba, no dia 30/08/08.

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